PREOCUPAÇÃO
Assembleia Legislativa discute segurança pública no Amapá
Amapaenses discutem violência e insegurança em audiência pública na Assembleia Legislativa. Proposta da deputada Marília Góes (PDT), audiência foi realizada na sexta-feira (21), e discutiu um dos maiores problemas atuais do Amapá: a segurança pública.
Preocupada com a situação, que afeta a todos e exige uma resposta do poder público, a deputada estadual Marília Góes (PDT) realizou no dia 21 de março uma audiência pública na Assembleia Legislativa, com o tema "Problemas na Segurança Pública: Causas, Efeitos e Medidas para Resolver".
A audiência reuniu sociedade civil organizada, especialistas em segurança pública e autoridades do estado, para discutir o assunto. Na ocasião, a população fez suas reivindicações e foram discutidas ações e investimentos para melhorar a segurança pública no Amapá.
Segundo dados do Centro Integrado de Operações em Defesa Social (Ciodes), de 1º de janeiro a 13 de março ocorreram 111 mortes violentas no Amapá, sendo 54 homicídios, a maioria por arma de fogo. Isso dá uma média de quase um homicídio por dia.
"São dados assustadores. Não podemos mais aceitar a falta de segurança pública vivida hoje em nosso estado. Na audiência discutimos o problema, junto com a sociedade, para propor soluções", reforçou Marília Góes.
A deputada disse que a escuta popular dá subsídios para a elaboração de um documento formal que apontará dados, como, os tipos de violência mais frequentes, com identificação dos locais com os mais altos índices de criminalidade no Amapá e das causas mais frequentes da violência, além do perfil socioeconômico de vítimas e agressores. A partir daí, serão propostas medidas para prevenir e defender a população.
O palestrante da audiência pública foi o promotor de Justiça Pedro Leite, atual coordenador da Promotoria de Justiça e Cidadania de Macapá.
Sua palestra foi sobre o tema "Segurança Pública - Direito Fundamental do Cidadão", que buscou fazer um paralelo entre a segurança pública nacional e a amapaense, utilizando dados estatísticos apontando as causas da insegurança pública e suas consequências.
Pedro Leite apresentou medidas que podem ser resgatadas e/ou inseridas na segurança pública amapaense, a fim de reduzir a atual crise do setor.
Também participaram do debate pessoas que foram vítimas diretas ou que perderam familiares em situações de violência, agentes da segurança pública, delegados, conselheiros comunitários, empresários e representantes do poder público.
Ao final da audiência pública foi redigido o documento oficial, resumindo os temas debatidos e as propostas apresentadas pelos participantes. O documento será entregue pelo Poder Legislativo, nas pessoas da autora da audiência, deputada Marília Góes (PDT), e presidente da Assembleia, deputado Moisés Souza (PSC), ao governador Camilo Capiberibe.
Polêmica

O governador Camilo Capiberibe ataca e tenta desqualificar as iniciativas de parlamentares que não são de seu partido, o PSB, ou de partidos de sua base política.
Foi o que ele fez em uma rede social, ao referir-se à audiência pública proposta pela deputada Marília Góes (PDT). Via Twitter, o governador afirmou que estaria ocorrendo uma "situação inusitada" em relação à audiência. Segundo ele, nem o comandante da PM, nem o delegado geral de polícia haviam sido convidados para o evento.
Sua afirmativa é falsa e foi prontamente desmentida na mesma rede social, pela assessoria da deputada Marília, que publicou cópia do ofício enviado pelo delegado geral Tito Guimarães ao gabinete da deputada, em resposta ao convite para participar da audiência. Em sua resposta, o delegado Tito informa que não participará do evento.
Também foi informado ao governador Camilo Capiberibe, via Twitter, que o convite do comandante da PM, Aclenildo Barbosa, foi recebido pelo sargento França, no último dia 11 de março, conforme assinatura em protocolo.

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