sexta-feira, 4 de abril de 2014

ARTIGO DO GATO

Roberto Gato


Obrigado, muito obrigado


Há alguns meses retomei meu trabalho no rádio (Tribuna no Rádio - 10,9 FM) e na TV (Tribuna Amapaense na TV - Canal 24). Senti uma necessidade de agradecer ao povo do Amapá o sucesso dos programas. Sinceramente, estou surpreso com tanta manifestação de carinho.
Foi, sim, um desafio e muitos desconfiaram que não seria capaz de conduzir esses novos trabalhos com sucesso e ainda manter o jornal impresso. Um projeto que levo aos trancos e barrancos por oito longos anos.
Minha vida foi pautada de desafios, mas nunca enfrentei nenhum sozinho. Sempre tive a presença de DEUS ao meu lado e de pessoas muito importantes que me acompanham nessas pelejas. Sou grato a todos. Ninguém faz nada só. Não é possível amar sozinho e nem sofrer, se não for por decepção promovida pela frustração de uma expectativa criada sobre alguém ou algo que não se concretizou. Essa é a mais pura realidade.
Mas Gilvan Borges, Giovani, Reginaldo, Luiz Trindade, Jamille, Juracy Freitas e todos os que colaboram e colaboraram com o meu projeto não poderiam fazer nada se eu não tivesse conquistado de forma meteórica a confiança dos ouvintes e telespectadores. Adotei uma linha popular, vocacionada a atender a demanda da sociedade carente, ou não, mas que precisava de um veículo onde pudesse expor sua dor sem censura. Prescindimos das superproduções, isso soa maquilagem. E não é o meu propósito na altura do campeonato maquiar algo para mostrar ao povo a realidade dele. É, sim, uma overdose de realidade na veia.
Minha fonte, aliás, inesgotável é esse desgoverno que vive o Amapá. Ora patrocinado pelo Camilo Capiberibe e equipe no âmbito do Estado, ora por Clécio Luis e sua entourage paraense na esfera do Município de Macapá. Então, não há fórmula mágica. O povo cansou de enganação e quer ver sua realidade nua e crua, sem eufemismo ou um pudor hipócrita, falso. Essa foi a linha editorial que adotei.
Chega desse rádio puxa saco, baba ovo que agrada a tudo e a todos. "Quem não tem inimigo não tem caráter", ACM.
Percebi que o povo estava garroteado. O dinheiro do povo estava sendo gasto de forma irresponsável em propaganda enganosa e os veículos de rádio e televisão, naturalmente, sendo cooptados pelo dinheiro público, mal administrado pelo Estado. A contrapartida é dizer para a população algo irreal, virtual, inexistente. Seria covardia se eu me alinhasse a isso tudo.
De uma forma irreverente, destemida e crendo na possibilidade de mudança, abri meus microfones e minhas câmeras para o povo gritar, pelo menos isso, diante do descaso do poder público com os serviços essenciais, como saúde, educação, segurança, conservação das vias públicas, recolhimento de lixo e etc. E com uma mídia manietada, só resta à população o desabafo e o pedido de misericórdia. Foi por esta razão que os programas rapidamente caíram no gosto da população. Ninguém está livre da navalha afiada do ouvinte ou telespectador. É o mínimo que poderia dar ao povo diante de tanto sofrimento.
O senador Gilvan Borges é surpreendente, visionário. Ele é um estrategista por excelência. Luta o bom combate, mas não foge da briga na lama se esse for o campo que o adversário escolher. Como o Canário do Reino, ele canta em qualquer praça de qualquer país. "Não foge da bola dividida".
Temos um afinamento de propósito. Queremos mudança para o Amapá e nossas armas para redirecionarmos o estado para um norte que persiga é a comunicação. Entrincheirados, com pouca munição, sobrevivendo a tempestades e trovoadas. Aqui acolá um colaborador fraqueja. Suas necessidades financeiras falam mais alto e perdemos no trajeto mais um guerreiro, mas o percalço da luta é que a glorifica. Não há glória sem sacrifício e a população de Macapá, Santana, Mazagão e até aonde meu conhecimento me permite alcançar confiam nos programas e identificam neles seus portas vozes. O canal que pode levar seus gritos roucos até os ouvidos dos poderosos, que fazem, sim, ouvido de mercador. Ouvem, mas fingem que não escutam. Mas, evidentemente as pesquisas de opinião são indicativos de que o povo está entendendo e respondendo ao desgoverno patrocinado pelos maus gestores Clécio e Camilo.
Aos milhares de ouvintes; muito obrigado pela resposta dada ao meu trabalho, e o que queremos é um Amapá produtivo, pujante e bom para se viver. Camilo disse: "dinheiro tem, falta gestão". Estava certo. Só que agora com a incompetência dele, não tem dinheiro, não tem gestão, mas tem dívida para o amapaense pagar. Tchau!

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