sexta-feira, 4 de abril de 2014

Papo Farto

Randolph Scooth

CHUVAS DE MARÇO E ABRIL DE QUEM É A CULPA

Macapá sofre pela falta de planejamento e fiscalização. Por este motivo vive apagando fogo, ou melhor, ironicamente, alagando, principalmente nos bairros periféricos e nos canais. Desde o ano passado o Núcleo de Hidrometeorologia do Amapá(NHMET) previa que as chuvas mais fortes e intensas no inverno deste ano. Principalmente nos meses de março e abril. Desde novembro, a precipitação se manteve na média esperada, em torno de 200 milímetros. Os cerca de 450 milímetros de março trouxeram, entre outras consequências, o transbordamento do rio Amazonas, provocando o alagamento da orla no Centro de Macapá.
Bem sabemos que a estrutura da cidade ainda não é capaz de receber toda essa quantidade de água, e, como esse volume não tem para onde escoar, pois os crimes ambientais imperam nas áreas de ressaca ocasionando alagamentos.
Além de inundar a orla de Macapá em pontos como o Parque do Forte e o entorno da Fortaleza de São José, avenida beira rio, as fortes chuvas e as marés fortes ameaçam casas no Aturiá, no bairro Araxá, Zona Sul de Macapá.
A Defesa Civil se mantém alerta, mas o questionamento fica. De quem é a culpa. Algumas autoridades tentam de todas as maneiras dizer que é das chuvas. Mas vamos dar uma de advogado das águas. Se, tão somente se, fossemos mais responsáveis e não jogássemos lixos nos canais, não invadíssemos as áreas de ressaca. Esta invasão tem autorização do governo estadual e do municipal, pois legalizam água, luz e até tentam cobrar IPTU.
Na área urbana da capital, 620 pontos de risco foram mapeados pela Defesa Civil que destacou seis pontos como críticos localizados nos bairros Jardim Marco Zero, Congós, Zerão, Cuba de Asfalto, Santa Rita e Muca. No bairro do Muca, Zona Sul de Macapá, o ponto crítico está localizado na rua Santos Dumont, entre as avenidas Tupis e  Timbiras.
O lixo acumulado nas vias públicas prejudica o escoamento da água para o sistema de esgoto ou reservatórios naturais. Durante estas últimas semanas muitos moradores ficaram presos dentro de casa por causa do grande volume de água nas vias. No bairro Santa Rita, por exemplo, parte da avenida Santa Catarina, ficou coberta de água.
Ao todo, a Defesa Civil possui 47 pontos de alagamentos cadastrados. Os lugares mais críticos, são as áreas de ressaca - reservatório naturais de água - dos bairros Jesus de Nazaré, Perpétuo Socorro, Aturiá, Buritizal e Novo Buritizal.

Segundo a Defesa Civil mais de 20 chamados desses bairros foram atendidos, que ajudou retirando os imóveis e resguardando as pessoas. Enfim, todos os anos a mesma história e nada para resolver o problema é feito. É esperar para no próximo ano, correr e socorrer as pessoas novamente. Por onde andam nossos governantes que nada fizeram ou fazer para solucionar o problema? Até o retorno da Zona Norte, na Ponte Sérgio Arruda ficou alagada,o que ocasionou um engarrafamento quilométrico. É de se lamentar e torcer para as  coisas melhorarem. BFS. Scooth para todos!

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