Muay
Thai
Atleta
amapaense se aprimora na Tailândia
Reinaldo
Coelho
Da
Reportagem
Professor de Muay Thai,
o amapaense Kleber Monteiro é um amante da arte marcial, que para ele, além da
paixão, é uma Filosofia de vida. "Sempre procurei me aprofundar na filosofia
do esporte, principalmente na sua origem tailandesa. É uma disciplina física e
mental, conhecida como ‘a Arte das Oito Armas’, que inclui golpes de combate em
pé”, explica o mestre.
Segundo Kleber
Monteiro, o Muay-Thai é luta de contato que caracteriza-se pelo uso combinado
de punhos, cotovelos, joelhos, canelas e peso, sendo necessário uma boa
preparação física para que o combate seja eficiente.
Atuando em diversas
academias em Macapá, Kleber é cultor do que ele considera “o verdadeiro Muay
Thai”, de origem Tailandesa. Seu maior sonho era ir para o país de origem da
modalidade para enriquecer sua aprendizagem e trazê-la para o Amapá.
No inicio da segunda
quinzena de abril, ele finalmente realizou seu sonho. “Resolvi vir para a
Tailândia, com o intuito de aprender a arte verdadeira em si e absorver um
pouco dos costumes e tradições que envolvem essa arte milenar, tão amada por
muitos praticantes no mundo todo”, explica. Após esse aprendizado, ele acredita
que poderá contribuir “para o desenvolvimento da modalidade no Amapá,
principalmente pelo elevado número de ‘picaretas’, que ensinam errado e sem
entender nada da arte milenar”.
O professor ressalta
que o Muay Thai é uma arte onde existe
muita disciplina e respeito, e essa é uma excelente fórmula para as crianças
crescerem com caráter. “É sempre uma responsabilidade maior, porém prazerosa,
trabalhar com crianças, pois, assim, estamos ajudando na sua formação física,
psicológica e educacional”,
Ele destaca, porém, que “é muito importante
saber dosar nossas exigências para, com elas, saber respeitar os limites, de modo que não gere uma
desmotivação e essas crianças percam seus sonhos dentro do Muay thai”.
Kleber Monteiro reforça
que teve certeza de que escolheu o
caminho certo, quando começou a trabalhar com os mestres tailandeses, atletas
locais e de outros países que ali estavam para uma reciclagem e troca de
experiência internacional.
“Como havia dito, eu já
fazia treinos da mesma forma que é feito na Tailândia, o treino asiático, como
é conhecido aqui, então não senti muita diferença. Mas podemos treinar o tempo
que for, como eles, que nunca lutaremos da mesma forma que eles”, compara.
Tailândia
(Bangkok), Brasil (Amapá)
Para o atleta amapaense,
todo dia é de um novo aprendizado. “Não tem como não aprender com essa galera.
O lance é não se acomodar e estar sempre à procura de aprendizado com a
mentalidade de que nada sabemos sobre essa arte tão linda chamada Muay thai. Ainda
tenho muito que aprender a jornada não para”, filosofa.
Kleber afirma que sua
experiência é maravilhosa. “Desde o primeiro dia que cheguei, já assimilei
muitas coisas, pois os tailandeses são muito rigorosos com o aprimoramento da técnica,
corrigem e ensinam de forma muito detalhada e rigída”.
Ele resume: “O que já
sabia está sendo aperfeiçoado, e o que não sabia estou aprendendo, técnicas
novas de combate, técnicas para perder peso, técnicas de preparação física e psicológica.
É incrível. Todo dia aqui é dia de superação, pois os treinos são bem pesados
todos os dias, só descansamos no domingo” Ele considera o aprendizado “mil por
cento proveitoso”. Afinal, “aprender com os criadores da arte, ‘beber a água da
fonte’, não tem preço”.
Nova cultura
“O povo Tailandês é um
povo extremamente alegre e sorridente, eles cumprimentam onde quer que você vá.
E arriscam algumas palavras em inglês, conhecem o futebol brasileiro e são
atenciosos, estou aprendendo muito como atleta e como ser humano”. Ele também
destaca a humildade dos tailandeses. “Desde o campeão até um garotinho de oito
anos que treina Muay Thai, todos recebem a mesma atenção e o mesmo treino”.
Em termos comparativos,
segundo Kleber, o choque cultural é muito grande. Porém, com o jogo de cintura
brasileiro, ele está convivendo com tailandeses e outras pessoas de diferentes
países.
“No campo onde estou - a
Muaythai Plaza 2004 & Pumphamuang Gym, tem búlgaros, chineses, franceses, tailandeses,
iranianos e brasileiros”, relata.
Ao retornar ao Amapá, o atleta pretende
dividir o aprendizado com todas as academias interessadas, e também com os amantes
do Muaythai ou estudantes e curiosos que pretendem um dia se aventurar em
terras Tailandesas, ou até mesmo apenas conhecer um pouco da cultura de outro
país, ajudar com indicação de campos de treinamento aqui (que são muitos,
incontáveis), vistos, comunicação, etc.
As
origens
Kleber Monteiro lembra
que na infância e juventude praticava outras modalidades de artes marciais.
“Fiz Karatê, Judô, King Fu, porém depois que conheci o Muay Thai, vi que as
outras artes marciais eram brincadeiras perto do Tailandês original”.
“Aos 21 anos comecei a
me dedicar ao Muay Thai. Hoje, aos 29 anos, estou no país de origem desse
diamante das artes marciais, me sinto realizado. Obrigado ao Amapá por ter me
dado força para chegar até aqui e a minha família mesmo que no início não me
deu apoio, mas hoje se integram comigo na minha opção”, finaliza.






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