sexta-feira, 16 de maio de 2014

Muay Thai

Muay Thai
Atleta amapaense se aprimora na Tailândia

Reinaldo Coelho
Da Reportagem


Professor de Muay Thai, o amapaense Kleber Monteiro é um amante da arte marcial, que para ele, além da paixão, é uma Filosofia de vida. "Sempre procurei me aprofundar na filosofia do esporte, principalmente na sua origem tailandesa. É uma disciplina física e mental, conhecida como ‘a Arte das Oito Armas’, que inclui golpes de combate em pé”, explica o mestre.
Segundo Kleber Monteiro, o Muay-Thai é luta de contato que caracteriza-se pelo uso combinado de punhos, cotovelos, joelhos, canelas e peso, sendo necessário uma boa preparação física para que o combate seja eficiente.

Atuando em diversas academias em Macapá, Kleber é cultor do que ele considera “o verdadeiro Muay Thai”, de origem Tailandesa. Seu maior sonho era ir para o país de origem da modalidade para enriquecer sua aprendizagem e trazê-la para o Amapá.

No inicio da segunda quinzena de abril, ele finalmente realizou seu sonho. “Resolvi vir para a Tailândia, com o intuito de aprender a arte verdadeira em si e absorver um pouco dos costumes e tradições que envolvem essa arte milenar, tão amada por muitos praticantes no mundo todo”, explica. Após esse aprendizado, ele acredita que poderá contribuir “para o desenvolvimento da modalidade no Amapá, principalmente pelo elevado número de ‘picaretas’, que ensinam errado e sem entender nada da arte milenar”.

O professor ressalta que  o Muay Thai é uma arte onde existe muita disciplina e respeito, e essa é uma excelente fórmula para as crianças crescerem com caráter. “É sempre uma responsabilidade maior, porém prazerosa, trabalhar com crianças, pois, assim, estamos ajudando na sua formação física, psicológica e educacional”,
 Ele destaca, porém, que “é muito importante saber dosar nossas exigências para, com elas, saber respeitar os  limites, de modo que não gere uma desmotivação e essas crianças percam seus sonhos dentro do Muay thai”.

Kleber Monteiro reforça que teve certeza    de que escolheu o caminho certo, quando começou a trabalhar com os mestres tailandeses, atletas locais e de outros países que ali estavam para uma reciclagem e troca de experiência internacional.
“Como havia dito, eu já fazia treinos da mesma forma que é feito na Tailândia, o treino asiático, como é conhecido aqui, então não senti muita diferença. Mas podemos treinar o tempo que for, como eles, que nunca lutaremos da mesma forma que eles”, compara.
Tailândia (Bangkok), Brasil (Amapá)

Para o atleta amapaense, todo dia é de um novo aprendizado. “Não tem como não aprender com essa galera. O lance é não se acomodar e estar sempre à procura de aprendizado com a mentalidade de que nada sabemos sobre essa arte tão linda chamada Muay thai. Ainda tenho muito que aprender a jornada não para”, filosofa.
Kleber afirma que sua experiência é maravilhosa. “Desde o primeiro dia que cheguei, já assimilei muitas coisas, pois os tailandeses são muito rigorosos com o aprimoramento da técnica, corrigem e ensinam de forma muito detalhada e rigída”.

Ele resume: “O que já sabia está sendo aperfeiçoado, e o que não sabia estou aprendendo, técnicas novas de combate, técnicas para perder peso, técnicas de preparação física e psicológica. É incrível. Todo dia aqui é dia de superação, pois os treinos são bem pesados todos os dias, só descansamos no domingo” Ele considera o aprendizado “mil por cento proveitoso”. Afinal, “aprender com os criadores da arte, ‘beber a água da fonte’, não tem preço”.

Nova cultura


“O povo Tailandês é um povo extremamente alegre e sorridente, eles cumprimentam onde quer que você vá. E arriscam algumas palavras em inglês, conhecem o futebol brasileiro e são atenciosos, estou aprendendo muito como atleta e como ser humano”. Ele também destaca a humildade dos tailandeses. “Desde o campeão até um garotinho de oito anos que treina Muay Thai, todos recebem a mesma atenção e o mesmo treino”.

Em termos comparativos, segundo Kleber, o choque cultural é muito grande. Porém, com o jogo de cintura brasileiro, ele está convivendo com tailandeses e outras pessoas de diferentes países.
“No campo onde estou - a Muaythai Plaza 2004 & Pumphamuang Gym, tem búlgaros, chineses, franceses, tailandeses, iranianos e brasileiros”, relata.

 Ao retornar ao Amapá, o atleta pretende dividir o aprendizado com todas as academias interessadas, e também com os amantes do Muaythai ou estudantes e curiosos que pretendem um dia se aventurar em terras Tailandesas, ou até mesmo apenas conhecer um pouco da cultura de outro país, ajudar com indicação de campos de treinamento aqui (que são muitos, incontáveis), vistos, comunicação, etc.
As origens
Kleber Monteiro lembra que na infância e juventude praticava outras modalidades de artes marciais. “Fiz Karatê, Judô, King Fu, porém depois que conheci o Muay Thai, vi que as outras artes marciais eram brincadeiras perto do Tailandês original”.

“Aos 21 anos comecei a me dedicar ao Muay Thai. Hoje, aos 29 anos, estou no país de origem desse diamante das artes marciais, me sinto realizado. Obrigado ao Amapá por ter me dado força para chegar até aqui e a minha família mesmo que no início não me deu apoio, mas hoje se integram comigo na minha opção”, finaliza.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

ARTIGO DO GATO - Amapá no protagonismo

 Amapá no protagonismo Por Roberto Gato  Desde sua criação em 1988, o Amapá nunca esteve tão bem colocado no cenário político nacional. Arri...