A palavra
Lázaro vem da língua hebraica e significa “Deus ajudou”. O Evangelho descreve com este nome a parábola
de Lucas.16, e é a única parábola em que
um dos personagens recebe um nome. Talvez Jesus tenha escolhido esse nome
simbólico pelo seu sentido hebraico, para indicar que são muitas as pessoas, os
pequenos “Lázaros”, ajudados por Deus,
que olha com amor para os pobres de todos os tempos.
Um homem de
Betânia, irmão de Marta e Maria, chamava-se Lázaro e era muito amigo de Jesus.
Sendo rico, dava hospitalidade ao grupo de 13 pessoas que Jesus encabeçava. Na
sua casa cabia muita gente e havia muitas reservas alimentares, manifestadas
pelos tanques cavados na pedra e contendo vários cerais. Havia também a mó para
moer trigo e cevada.
Antes da
sua condenação a morte, Jesus ficava longe de Jerusalém, pois queria morrer
somente durante as festas pascais. Lá foi avisado de que seu amigo estava
doente. Permaneceu parado. Em seguida, tendo dito aos seus discípulos que
Lázaro estava “dormindo”, e foi para
“acordá-lo”.
Com esta
linguagem simbólica o divino Mestre queria oferecer às gerações de todos os
tempos, o maior milagre da sua vida, antes da morte, pois o supremo milagre seria
a sua própria ressurreição.
Chagado
em Betânia, Marta vai os seu encontro e lhe expõe os fatos. Jesus escuta e se impressiona. Pede para ser
acompanhado ao túmulo. Lá chora e se faz notar pela sua sensibilidade extrema.
Mas depois pede que lhe seja tirada a pedra do túmulo.
Lázaro
não estava sepultado dentro de um caixão, costume que se tornaria comum somente
no final do primeiro milênio. Ele estava coberto com lençol e amarrado com
faixas: por isso o fedor da decomposição estragaria a emoção dos presentes e os
faria fugir de horror. Mas Jesus pede e fica atendido.
Um
olhar de entendimento para o seu Pai, e depois a palavra divina quebra o limiar
da morte: “Lázaro, vem para fora”. E o
morto saiu. Totalmente renovado, vivo, perfumado como quando abraçava Jesus ao
recebe-lo na sua casa. E continuou repetindo o mesmo gesto.
Fazia quatro dias que faltava de casa, mas logo entra na sua atividade e
manda preparar um banquete que deixou todo o mundo admirado, tocadíssimo e
decidido por Jesus. A obra de maior porte estava feita.
Quem entrou em crise foi também a irmã de Lázaro que logo manifestou
todo o seu carinho e amor derramando nardo puríssimo após ter quebrado o vaso
de alabastro. Nada melhor do que este gesto para agradecer o milagre da
ressurreição do irmão e da sua própria ressurreição de alma.

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