sexta-feira, 31 de outubro de 2014

COLUNA CATOLICA

                       


      
 Lázaro
         A palavra Lázaro vem da língua hebraica e significa “Deus ajudou”.  O Evangelho descreve com este nome a parábola de Lucas.16, e é a única parábola em  que um dos personagens recebe um nome. Talvez Jesus tenha escolhido esse nome simbólico pelo seu sentido hebraico, para indicar que são muitas as pessoas, os pequenos  “Lázaros”, ajudados por Deus, que olha com amor para os pobres de todos os tempos.
           Um homem de Betânia, irmão de Marta e Maria, chamava-se Lázaro e era muito amigo de Jesus. Sendo rico, dava hospitalidade ao grupo de 13 pessoas que Jesus encabeçava. Na sua casa cabia muita gente e havia muitas reservas alimentares, manifestadas pelos tanques cavados na pedra e contendo vários cerais. Havia também a mó para moer trigo e cevada.
            Antes da sua condenação a morte, Jesus ficava longe de Jerusalém, pois queria morrer somente durante as festas pascais. Lá foi avisado de que seu amigo estava doente. Permaneceu parado. Em seguida, tendo dito aos seus discípulos que Lázaro estava “dormindo”, e foi para  “acordá-lo”.
              Com esta linguagem simbólica o divino Mestre queria oferecer às gerações de todos os tempos, o maior milagre da sua vida, antes da morte, pois o supremo milagre seria a sua própria ressurreição.
               Chagado em Betânia, Marta vai os seu encontro e lhe expõe os fatos.  Jesus escuta e se impressiona. Pede para ser acompanhado ao túmulo. Lá chora e se faz notar pela sua sensibilidade extrema. Mas depois pede que lhe seja tirada a pedra do túmulo.
                 Lázaro não estava sepultado dentro de um caixão, costume que se tornaria comum somente no final do primeiro milênio. Ele estava coberto com lençol e amarrado com faixas: por isso o fedor da decomposição estragaria a emoção dos presentes e os faria fugir de horror. Mas Jesus pede e fica atendido.
                 Um olhar de entendimento para o seu Pai, e depois a palavra divina quebra o limiar da morte:  “Lázaro, vem para fora”. E o morto saiu. Totalmente renovado, vivo, perfumado como quando abraçava Jesus ao recebe-lo na sua casa. E continuou repetindo o mesmo gesto.
                   Fazia quatro dias que faltava de casa, mas logo entra na sua atividade e manda preparar um banquete que deixou todo o mundo admirado, tocadíssimo e decidido por Jesus. A obra de maior porte estava feita.
                     Quem entrou em crise foi também a irmã de Lázaro que logo manifestou todo o seu carinho e amor derramando nardo puríssimo após ter quebrado o vaso de alabastro. Nada melhor do que este gesto para agradecer o milagre da ressurreição do irmão e da sua própria ressurreição de alma.


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