Golpismo
O comportamento do governador
Capiberibe e seus correligionários, comandados pelo Senador João Alberto é
primeiramente de inconformismo com o resultado das eleições. Uma derrota
acachapante para alguém que eles batiam em rosto a todo momento que eram
corruptos e que estiveram presos. Segundo é a intolerância com a democracia e,
daí, os atentados contra o futuro governo com manobras golpistas para deixar
suas digitais na próxima gestão.
A tentativa do Ministério Público
de antecipar as eleições da Instituição ao arrepio da Constituição Estadual é
uma manobra para que pessoas alinhadas ao pensamento do comunismo bolivariano
continue no Poder. Essa ação é complementada pela tentativa de eleição para
diretores das escolas. Essa, senhores leitores, não é uma ação democrática,
pelo contrário. É o ranço da indignação pela vitória do seu maior adversário
político, Waldez Góes.
Nesse contexto golpista a
diferença está sendo feita pela Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, que
tem se posicionado firmemente contra essas manobras, primeiramente convocando o
governador a se explicar naquela Casa sobre o desvio de mais de R$ 200 milhões
dos cofres público. R$ 117 milhões dos convênios federais (BNDS, DNER e SUS) e
da Amprev R$ 118 milhões. Depois a aprovação da PEC-Proposta de Emenda
Constitucional que proíbe que promotores participem do processo de escolha do
Procurador Geral do Ministério Público. A convocação da mulher do governador
foi outra ação que se impunha aos parlamentares e que resgata a altivez do
parlamento como órgão fiscalizador.
Essas e outras atitudes é o
rescaldo de uma gestão rejeitada e inconfiável que (des) governou o Amapá por longos e intermináveis quatro
anos, porém que finda de forma melancólica. Camilo Capiberibe sai do Setentrião
pela porta do fundo e deixa um rastro de destruição fruto de sua incompetência
gerencial. Quem foram os conselheiros de Camilo? Essa pergunta carece de
respostas, pois esses identificados deverem ser proscritos da administração
pública.
O TFD-Tratamento Fora de
Domicílio não funciona, Vigilantes não recebem, Caixa Escolar, Transporte
escolar, Bolsistas e etc. O Amapá finda uma gestão acéfala, pois começou do
mesmo jeito, sem pé e muito mesmo cabeça. Camilo Capiberibe no setor econômico
deixa, em que pese os números maquiados, um rastro de destruição e sua maior
vítima foram os pequenos e os micros.
Este governo psicodélico vai para
a lata do lixo e deixa nos anais da administração a intolerância ao diálogo, a
perseguição aos servidores públicos e a corrupção desenfreada. No domingo
enquanto as urnas lhe indicação a esmagadora vitória do povo, um caminhão se
apresava a retirar da Afap, SDR e outras secretarias toneladas de papeis. Estão
armazenados ou já foram incinerados. Mas enquanto encobriam ou tentavam
encobrir as falcatruas desse (des) governo, o povo soltava o grito de
“liberdade, liberdade, bata as asas sobre nós e que a voz da igualdade seja
sempre a nossa voz...” Ninguém suporta a concentração de poder na mão de quem é
avesso ao contraditório.
O Brasil sofreu um revés com a
reeleição de Dilma Rousseff, a campanha difamatória e mentirosa entabulada pelo
Partido dos Trabalhadores permitiu a manutenção do status quo, mas o amapaense
não caiu no conto do vigário e apesar de você, amanhã será um outro dia.
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