sexta-feira, 7 de novembro de 2014

ARTIGO DO GATO

Golpismo

O comportamento do governador Capiberibe e seus correligionários, comandados pelo Senador João Alberto é primeiramente de inconformismo com o resultado das eleições. Uma derrota acachapante para alguém que eles batiam em rosto a todo momento que eram corruptos e que estiveram presos. Segundo é a intolerância com a democracia e, daí, os atentados contra o futuro governo com manobras golpistas para deixar suas digitais na próxima gestão.
A tentativa do Ministério Público de antecipar as eleições da Instituição ao arrepio da Constituição Estadual é uma manobra para que pessoas alinhadas ao pensamento do comunismo bolivariano continue no Poder. Essa ação é complementada pela tentativa de eleição para diretores das escolas. Essa, senhores leitores, não é uma ação democrática, pelo contrário. É o ranço da indignação pela vitória do seu maior adversário político, Waldez Góes.
Nesse contexto golpista a diferença está sendo feita pela Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, que tem se posicionado firmemente contra essas manobras, primeiramente convocando o governador a se explicar naquela Casa sobre o desvio de mais de R$ 200 milhões dos cofres público. R$ 117 milhões dos convênios federais (BNDS, DNER e SUS) e da Amprev R$ 118 milhões. Depois a aprovação da PEC-Proposta de Emenda Constitucional que proíbe que promotores participem do processo de escolha do Procurador Geral do Ministério Público. A convocação da mulher do governador foi outra ação que se impunha aos parlamentares e que resgata a altivez do parlamento como órgão fiscalizador.
Essas e outras atitudes é o rescaldo de uma gestão rejeitada e inconfiável que (des) governou  o Amapá por longos e intermináveis quatro anos, porém que finda de forma melancólica. Camilo Capiberibe sai do Setentrião pela porta do fundo e deixa um rastro de destruição fruto de sua incompetência gerencial. Quem foram os conselheiros de Camilo? Essa pergunta carece de respostas, pois esses identificados deverem ser proscritos da administração pública.
O TFD-Tratamento Fora de Domicílio não funciona, Vigilantes não recebem, Caixa Escolar, Transporte escolar, Bolsistas e etc. O Amapá finda uma gestão acéfala, pois começou do mesmo jeito, sem pé e muito mesmo cabeça. Camilo Capiberibe no setor econômico deixa, em que pese os números maquiados, um rastro de destruição e sua maior vítima foram os pequenos e os micros.
Este governo psicodélico vai para a lata do lixo e deixa nos anais da administração a intolerância ao diálogo, a perseguição aos servidores públicos e a corrupção desenfreada. No domingo enquanto as urnas lhe indicação a esmagadora vitória do povo, um caminhão se apresava a retirar da Afap, SDR e outras secretarias toneladas de papeis. Estão armazenados ou já foram incinerados. Mas enquanto encobriam ou tentavam encobrir as falcatruas desse (des) governo, o povo soltava o grito de “liberdade, liberdade, bata as asas sobre nós e que a voz da igualdade seja sempre a nossa voz...” Ninguém suporta a concentração de poder na mão de quem é avesso ao contraditório.
O Brasil sofreu um revés com a reeleição de Dilma Rousseff, a campanha difamatória e mentirosa entabulada pelo Partido dos Trabalhadores permitiu a manutenção do status quo, mas o amapaense não caiu no conto do vigário e apesar de você, amanhã será um outro dia.


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