sexta-feira, 14 de novembro de 2014

AVESSO DO AVESSO

COLUNA
AVESSO DO AVESSO 15.11.2014

20 anos
Em outubro completei duas décadas de jornalismo. Iniciei em 1994 na redação do jornal Amapá Estado, onde tive o privilégio de compartilhar da companhia de figuras como Alcinea Cavalcante, Jara Dias, Edson Cardoso, Edi Prado, João Silva, Randolph Scooth e  Everlando Mathias. Em 1995 fui convidado para o recém criado Diário do Amapá. Ali aprendi muito com Luiz Melo, Douglas Lima e Joel Elias. No ano seguinte, a convite do Jorge Hernany, segui pro SBT, onde me ajudaram Olimpio Guarany, Simone Teran, Roberto Souza, Manfredo Vidro, José Menezes, Mônica Silva, Irineu Ribeiro e Sândala Barros.

Rádio
Em 1995 tive a primeira experiência no rádio, como repórter do programa Luiz Melo Entrevista, mas confesso que minha grande escola foi mesmo a Rádio Difusora de Macapá, para onde fui atendendo convite do jornalista Roberto Gato. Lá tive a oportunidade de conhecer o vasto universo do rádio e a contribuição que a Difusora presta, especialmente ao homem do interior, na interlocução com a cidade. Também no rádio fiz “O troco”, com o hoje deputado Pedro da Lua. Foi uma experiência riquíssima pois nunca tinha atuado no humor.

Serviço público
No serviço público já atuei na Universidade Federal do Amapá, na Secretaria de Estado da Educação, na Secretaria de Comunicação, na extinta Empresa Municipal de Transportes Urbanos e na Prefeitura de Macapá. Devo ao ex-prefeito Roberto Góes, que atendendo indicação do jornalista Roberto Gato, me deu uma grande oportunidade na gestão pública. Em geral, as pessoas acham que o jornalista não pode e nem deve ser administrador. Isso é um grande mito. Temos grandes jornalistas que também são excelentes administradores na iniciativa privada. Além de Roberto Gato, cito Silas Júnior, Luiz Melo e Reginaldo Borges.

Saudosos
Não posso esquecer de citar figuras saudosas que deram uma grande contribuição a minha formação profissional. Além de Manfredo Vidro, Simone Teran e Jorge Hernany, acho oportuno citar Hélio Guarany Pennafort e Carlos Bezerra, com quem convivi na redação do Diário do Amapá. Existem também aqueles que jogaram pedras no caminho. Mas estes já nem me lembro pois foram pro meu cemitério particular, parafraseando Jorge Amado, em Navegação de Cabotagem.


FOLCLORE POLÍTICO
Pauxy Gentil Nunes governou o Amapá de fevereiro de 1958 a março de 1961. Não abandonou o seu espírito extrovertido e se apegou mais ainda à sua vocação populista. Tanto que, a pretexto de festejar os aniversários do mês, Pauxy convocava todo mundo, no último sábado de cada mês, para uma feijoada na praia do Araxá, que era de sua propriedade, onde corria muita comida, cerveja e batida. A diferença  que tinha das outras festanças de aniversário era porque nessas feijoadas havia também calorosos debates sobre os problemas do Amapá, com todos os presentes dispondo de ampla liberdade de expressão. Como estavam ali, além do governador, todos os diretores de divisão (hoje secretarias de governo), essas discussões geralmente tinham consequências imediatas. Muitos problemas saíam dali praticamente solucionados graças às sugestões oferecidas. Depois da discussão havia jogo de futebol. Enquanto Janary visitava os governados de cada em cada, Pauxy preferia o “furdunço” de uma feijoada. E não é que dava certo.

 
                                                               Em 1997, com Roberto Souza, entrevista a atriz Lucélia Santos.


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