Há
12 anos inserindo jovens no ensino superior no Amapá.
“Se
a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a
sociedade muda.”. Paulo Freire.
Keully Maciel
Estagiário
No último fim de semana, milhares
de brasileiros se submetiam ao Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Porta de
entrada para os estudantes ingressarem ao ensino superior. Evento este de
modelo semelhante aos que já ocorrem em países como os Estados Unidos. O Amapá
não ficou de fora e certamente fez mais uma vez bonito.
Não obstante, atendendo ao tripé da educação
superior; ensino, pesquisa e extensão, a Universidade Federal do Amapá (Unifap)
possui um projeto de extensão universitária que vem sendo executados junto os jovens
carentes amapaenses, principalmente do seu entorno, há 12 anos. Uma das
particularidades do pré-vestibular é o fato de o corpo docente ser formado por
acadêmicos dos diversos cursos de licenciaturas da instituição.
A comprovação da carência inclusive é um dos
pré-requisitos para o ingresso no curso preparatório. O projeto favorece esses
jovens, proporcionado curso intensivo de preparação ao ENEM, porém tudo começou
em 2002, com o antigo pré-vestibular, voltado para jovens negros, quando ainda
se chamava CPV – NEGROS, até 2014 já foram inscritos mais de 5.000 alunos.
Chegando a aprovar em diversas instituições aproximadamente 750 estudantes do
cursinho. Números expressivos para um projeto que se sustenta com recursos
federais escassos.
Um dos grandes desafios da
coordenação é manter o nível de qualidade do ensino ofertado todos os anos,
apesar do pouco apoio da própria universidade federal, a comunidade abraçou o
modesto curso de preparação para vestibulares.
“É um desafio enorme para nossas
vidas enquanto acadêmicos poder lecionar e ajudar esses jovens que não podem
pagar um curso pré-vestibular. A prerrogativa de lecionar mesmo sem a graduação
concluída não diminui a qualidade do nosso trabalho, além de contribuir para
nossa formação universitária, o que vale sobretudo, é poder ensinar o que
sabemos e de certa forma aprendemos também com nossos alunos”. Afirma Jeferson
Costa, o jovem monitor de Química do projeto.
Embora o UPV não seja tão
reconhecido e visível aos olhos da sociedade, já foram aprovados centenas de
estudantes ao longo de sua curta história. Muitos já formados e inseridos no
mundo do trabalho. Sem dúvida sonhos que foram realizados. Nesse sentido, não
resta dúvida de que o UNIFAP PRÉ-VESTIBULAR é uma realidade que vem mudando a
vida de jovens e adultos há mais de uma década.
Em 2010 o projeto passou por uma
reformulação, o que antes era CPV – NEGROS, hoje é um curso preparatório para a
comunidade carente em geral. Dessa forma esse serviço gratuito não mais atende
apenas negro.
Vale ressaltar ainda que, a partir
dessa atualização alguns municípios foram atendidos com unidades do UPV, como por
exemplo; Santana, Oiapoque, Calçoene, Tartarugalzinho, Pedra Branca do Amapari,
Amapá, Mazagão e Porto Grande.
“Não temos dúvida que em mais uma
edição do ENEM nossos alunos irão se sair muito bem, pois confio no trabalho
dos monitores juntamente com o empenho da coordenação como um todo. Nós não
queremos status, queremos ver o máximo de alunos adentrando ao ensino
superior”. Afirma com ênfase Isis Renata, secretária geral do projeto de
extensão UNIFAP PRÉ-VESTIBULAR.

Muito boa a matéria, todo e qualquer projeto que tenha como visão incluir pessoas carentes é sempre bem visto por todos, parabenizar a Unifap pela iniciativa tão bonita, de poder dar oportunidade aos nossos jovens de se preparem para ingressar em um curso superior a custo zero. Parabéns Keully Maciel.
ResponderExcluirAss: Alexandra Barbosa