Câmara dos Deputados
Aprovado em 1° turno 1% no FPM que
não é suficiente para o caixa dos municípios
Reinaldo Coelho
De acordo com a proposta, em julho de 2015
passa a vigorar metade do novo repasse e, em julho de 2016, a outra metade será
acrescida.
A Constituição determina que a União repasse
ao FPM um total de 23,5% do produto líquido da arrecadação do Imposto de Renda
(IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Com a PEC, o total
passa a 24,5%.
Mais a situação de
penúria que as administrações municipais vêm sofrendo, qualquer aumento nos
caixas é bom, mais é pouco. Vários parlamentares se manifestaram que esse aumento vai ajudar o
caixa dos municípios, mas não é suficiente.
Pois o aumento do repasse que está previsto na PEC 426/14, do Senado, que
aumenta de 23,5% para 24,5% será fatiado
ou seja, sendo 0,5% em 2015 e 0,5% em
2016. O custo estimado para 2015, segundo o relator, deputado Danilo Forte
(PMDB-CE), é de R$ 3,5 bilhões.
Precisam muito mais
As prefeituras têm os encargos diretos com o seus munícipes, poia e aos
gestores municipais que os problemas chegam de imediato e são cobrados com
ações rápidas. Os municípios precisam de muito mais dinheiro para dar conta das
responsabilidades que têm atualmente: investimento em educação, saúde e outras
áreas.
A União fica com a fatia maior do bolo dos recursos arrecadados, pois
mesmo com o aumento da arrecadação a cada ano, os tributos não são divididos de
acordo com as responsabilidades de cada ente federativo (estados e munícipios),
ao contrario repassa a cada dia mais responsabilidades que não vem acompanhado
na mesma proporção com as reponsabilidades para os prefeitos.
Várias cidades, de acordo com a CNM, já atingiram
o nível de endividamento estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e
têm problemas de caixa.
Para o líder do PV, deputado Sarney Filho
(MA), o texto da PEC deveria aumentar em 2% os repasses da União ao fundo.
“Vamos votar a favor da PEC, mas não nos sentimos satisfeitos com os efeitos
dela. É apenas o começo que as prefeituras precisam, mas não é suficiente”,
avaliou.
Impacto das desonerações
O deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) chamou a
PEC de um “refresco”. Ele criticou o impacto que as desonerações de Imposto
sobre Produtos Industrializados (IPI) têm sobre os repasses do FPM. “A
desoneração diminui o bolo tributário, diminui o FPM e fragiliza os municípios
mais carentes, mais dependentes desse dinheiro”, comentou.
Já o líder do DEM, deputado Mendonça Filho
(PE), também aumentou o coro de parlamentares para quem a PEC ainda é modesta.
“Levam-se os recursos para o governo central e se impõem responsabilidades para
os municípios”, criticou.
O líder do PSC, deputado Andre Moura (SE),
disse que essa não é a PEC que os prefeitos queriam – eles defendiam um aumento
de 2%.
Defesa do governo
O deputado Sibá Machado (PT-AC) rejeitou as
críticas e disse que o governo atual não pode ser responsabilizado pela falta
de recurso dos municípios. Ele chamou atenção para o aumento do número dos
municípios na década de 90. “No ano de 1992, criou-se a farra do boi para
criação dos municípios, com impacto no governo. Hoje, 50% do PIB é produzido
por apenas 55 municípios”, disse.
Para Sibá Machado, o mais correto seria um
escalonamento dos recursos previstos na PEC, com a priorização dos municípios
pequenos no recebimento do dinheiro.

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