sexta-feira, 21 de novembro de 2014

coluna católica



                   

   Davi e Jesus

       Não é fácil comparar Davi, Rei de Israel, com Jesus, Rei dos Judeus. A característica predominante de Davi era a violência, uma violência que não era maior, mas também não menor, do que a violência característica da sua cultura e da sua época. Sua violência não era só física, mas também das paixões, porque com um só olhar o rei Davi desejou possuir Betsabéia, apesar de ter um numeroso harém.
        Davi devia possuir também um bom grau de astúcia e habilidade política se conseguiu alcançar um grande êxito na sua vida, pois de pastor que era chegou a ser um rei.
Sendo um bom político, certamente descuidou-se um pouco da família, e a revolta de seu filho Absalão o pegou de surpresa. Mostrou-lhe também que já não tinha muito contato com o povo e que vivia meio alienado, preocupado só com o seu sucesso já alcançado.
          A religião de Davi era igual á sua moralidade: simples, ambiciosa e violenta. Era convencido que Iahwehestava sempre ao seu lado, que os seus interesses era iguais aos do povo e de Deus. Não conhecendo bem a moral, ele ficou fiel ao mínimo, de acordo com a sua consciência.
          Os hebreus e a própria Bíblia, com a tradição davídica, exaltaram o rei Davi porque conseguiu a unidade nacional, enriqueceu o povo, libertou-o dos inimigos externos e possibilitou às famílias viver em paz, à sombra do seu vinhedo ou da sua figueira. Comparados com ele, os outros reis de Judá foram inferiores, inclusive o seu filho Salomão.
         Mas aos poucos aparece na bíblia a ideia messiânica de que haveria um sucessor superior a Davi e este seria também filho da descendência dele... A sentar-se no trono de Davi, identificado com o trono de Judá.
          No Novo Testamento, Davi é mencionado em vários episódios que se referem a Jesus taumaturgo, a Jesus Rei, a Jesus Messias. Os doentes gastavam de honrar Jesus com o titulo de “filho de Davi”, enquanto todo o povo proclamou, no domingo de ramos, com hosanas e gestos de entusiasmo.
          Não podemos esquecer que como Davi era poeta, Jesus tinha gosto poético na sua arte oratória. Como Davi era pastor, que arriscava sua vida para salva as ovelhas do lobo, Jesus gostou de se apresentar como o bom Pastor que simplesmente dá a vida pelas suas ovelhas.
           Mas a diferença extrema entre os dois foi a vida: Davi era pecador e Jesus o Santo; Davi era uma pessoa como nós, e Jesus uma pessoa das três. Entre o antigo que e o novo testamento, portanto, há quase uma distância infinita, como aquela que passa entre a terra e o céu. Felizes os que acreditam!



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