sexta-feira, 7 de novembro de 2014

ANTENADOS




A busca

Nós não podemos ser outra pedra no muro, mudos. É preciso ter coragem para se expressar e falar ao mundo.

A todo momento a rotina e as imposições implícitas da sociedade para que produzamos, produzamos, produzamos sem reclamar e sem refletir vão nos moldando amorfos até que sobre de nós mesmos e das nossas ideias e dos nossos sonhos construídos em tenra idade muito pouco.

Mas é preciso resistir. Não desistir de sonhar, porque a vida é sonhar. Não deixar de fazer, mas fazer sabendo por que se faz aquilo.

Somos pessoas com nomes. Nomes escolhidos. Essa talvez seja uma das coisas mais bonitas dos humanos: temos nomes e damos nomes. Ou seja, pensamos, agimos. Através da linguagem, possuímos, criamos. Há um mistério poderoso nisso. Somos um algo que se importa em nomear as coisas. Para possuir, sim, mas também para se afeiçoar a elas.

Seres que se afeiçoam, que amam, que pensam, que querem. Quando deixamos de querer, e nos cansamos de batalhar, a vida acaba. Batalhar contra grilhões que nos moldam e nos dizem: você deve fazer assim e ser menos. Mas o mundo está aí, ao mesmo tempo em que nos tolhe, para ser dominado. Escrever seu nome na pedra, essa deve ser a nossa sede. De algum modo, não passar por aqui sem ter nada a dizer. Temos um nome a ser lembrado. E esse texto nasce da sede de dizer algo. Ser humano é não contentar-se com o silêncio.



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