Justiça do Amapá será parceira do
Projeto Florescer
A Justiça do Amapá fará a entrega de 50
flautas doces para os alunos iniciantes das turmas do Projeto Florescer. A
cerimônia de entrega dos novos instrumentos, que ainda terá a data marcada,
acontecerá no Fórum da Comarca de Tartarugalzinho.
O
Projeto Florescer atende 60 jovens do assentamento rural da Vila de Bom Jesus,
às margens da Floresta Amazônica, no município de Tartarugalzinho, e terá a
parceria da Justiça do Amapá, oferece uma oportunidade nunca imaginada por
nenhuma das cerca de 250 famílias de pequenos agricultores que moram ali. Os
jovens trocam a enxada do trabalho na lavoura por instrumentos de sopro e
corda.
A
Orquestra Florescer, formada pelo grupo de jovens, é um sonho antigo da técnica
de enfermagem Íria de Sá Pinheiro, 49 anos, e que hoje se tornou uma conquista.
Ela foi uma das finalistas na categoria “Consultora Natura Inspiradora” do
Prêmio Claudia 2013, a maior premiação feminina da América Latina, que já está
em sua 18ª edição.
“A música abre novos horizontes para esses jovens,
que podem se profissionalizar e ganhar o mundo com seu talento”, diz a
enfermeira-chefe do único posto de saúde do lugar e mentora do Projeto
Florescer, responsável pela criação e gestão da orquestra.
No início de 2014 o Projeto começou sua fase de
expansão, vindo a formar turmas na sede do Município de Tartarugalzinho, em uma
sala cedida na Escola Reisalina. Os participantes do Florescer aprendem
gratuitamente a cantar e a tocar flauta, clarinete, saxofone, trombone,
trompete e violão, inspirados pelas músicas de compositores famosos como
Beethoven, Chopin, Vinícius de Morais e Tom Jobim.
Solidário
a proposta do projeto, o Juiz da Vara Única da Comarca de Tartarugalzinho,
Heraldo Nascimento da Costa, decidiu fazer parte da iniciativa. O magistrado
visualizou o alcance social e encaminhou o projeto para o Desembargador
Constantino Brahuna, Corregedor-geral de Justiça e Presidente do Fundo de Apoio
à Justiça da Infância e Juventude (FAJIJ) que, após determinar estudos e
viabilidade, concluiu que a Justiça do Amapá passará a ser parceira da ação.
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