VEJA A MUDANÇA COMO UMA
OPORTUNIDADE.
Lendo neste fim de semana o
livro – Os Princípios de Liderança de
Jack Welch, ed. Você S/A, escrito por Jeffrey A. Krames, logo chamou-me à
atenção o título acima, vez que toda mudança exige sacrifícios e todo
sacrifício requer doação, sofrimento, dor, perdas... Mas o que desejo exprimir
neste artigo, que é o antepenúltimo deste ano, é o sentido da mudança de
comportamento pessoal que reflete no conjunto dos que ao redor do indivíduo
convivem ou se relacionam, seja qual for a atividade praticada. Diz parte do texto do livro que “ Para Jack
Welch, mudar faz parte da vida e, certamente, do negócio “ ou da atividade
exercida, acrescento. Outro trecho interessante é que “ Welch amava a sensação
de novidade e dizia que a mudança estava no sangue
dos colaboradores “. Mais adiante, diz outro trecho que “ Ao encarar a realidade, Welch decidiu que,
para criar a companhia de seus sonhos teria que mudar quase tudo : o foco da
empresa, os produtos, as atitudes e comportamentos, entre outros “.
O caminho para chegar a esse ideal
de empresa estava no comprometimento de Welch e de todos os colaboradores. Era
preciso alterar o enfoque do processo de mudança: em vez de ser visto como uma
ameaça, ele ( o processo ) passou a ser encarado como uma oportunidade.
Dentre tantas lições trazidas ao
longo do texto, destaco, como Norte aos que receiam encarar o processo de
mudanças como forma de alcançar melhores resultados com menos esforços, tendo
como colaboradores pessoal qualificado e ombreados com a mesma disposição de
servir ao processo de mudanças. (1) Aprenda
a lidar com o novo : Esteja sempre consciente de que a mudança o acompanha
onde quer que você esteja. Se você aceitar e usar isso a seu favor, ficará numa
posição de vantagem em relação àqueles que não sabem lidar com novidades. (2) Estimule sua capacidade de antecipação : Nem
sempre é possível prever os acontecimentos que fluirão das mudanças. Muitas
vezes a diferença entre o sucesso e o fracasso está na capacidade de
antecipação, enquanto outros ficam apenas no planejamento. (3) prepare sua equipe para as mudanças:Não
basta você se preparar – sua equipe também precisa estar atenta. Use um enfoque
positivo quando abordar o tema e trate a mudança como uma oportunidade, não
como uma ameaça.
Certamente que os trechos aqui
mencionados têm estreito comprometimento com as mudanças que ocorrerão a partir
do 1º dia do ano vindouro, vez que o Estado do Amapá terá novo Governador e que,
na mesma proporção do anterior, teve consagrada manifestação de apoio popular
quando eleitos. O que sai não soube realizar as mudanças necessárias ao
crescimento e desenvolvimento do Estado, desestruturando por completo a
Administração Pública deste Estado, por incompetência, desconhecimento das
formas de gestão, e do individualismo prepotente e característico dos
ditadores. A marca do Governador que sai foi a impessoalidade, frontal e
agressiva ao Princípio constitucional da Impessoalidade. O Governador Camilo
foi um líder de ações negativas, pois não se preparou para ser Governador e nem
teve experiência necessária para montar e preparar sua equipe de colaboradores.
O Estado não funcionou como uma empresa pública, mas como um pequeno negócio
particular de um só dono, mas nunca empresário.
O Governador que entra, por já ter
governado o Estado, acumula experiências positivas e negativas da gestão
anterior, portanto, tem a oportunidade agora de pensar e agir como Welch – “ O jogo vai mudar. E mudar
radicalmente “. Tem tudo para mudar para melhor, apesar das inúmeras
dificuldades estruturais, técnicas, patrimoniais, orçamentárias e financeiras
que receberá como “ herança maldita de uma gestão inoperante, incompetente e
nefasta ao POVO AMAPAENSE e ao Estado do Amapá “. O novo Governador foi eleito
sabendo e conhecendo essas e outras mazelas deixadas pela administração que se
vai e já vai tarde. O novo Governador tem o dever de não errar por omissão ou
incompetência. Tem, sim, a responsabilidade de recolher todos os pedaços deste
vazo minc ( chinês ), chamado Estado do Amapá, e uni-los, um a um, até que
volte ao estado normal.
Mas essa responsabilidade tem que
ser compartilhada pelos Assessores diretos e indiretos. Todos que compuserem a
equipe de trabalho nomeada pelo Governador, devem agir como um grande corrente,
de vários elos ligados entre si, fazendo cada um a sua parte e juntando-a a do
elo seguinte, e assim sucessivamente. Que nenhum elo dessa corrente pense ou
aja isoladamente como um idiota ( aquele que olha para eu umbigo ), achando-se
mais importante que os demais elos. Não há tempo para individualismo nessa
corrente de reconstrução da Administração Pública do Estado do Amapá.
Mais uma vez empresto de Welch a
seguinte frase e a dedico aos ELOS que comporão a equipe de governo a partir de
1º de janeiro de 2015 – “ Nós agora sabemos a origem da produtividade real e
ilimitada – ela vem de equipes premiadas, movidas a desafios, estímulos e
desenvolvimento de habilidades “.
Para reflexão semanal : “ Os desafios
fazem parte do cotidiano. Nossa missão é vencê-los “ J. Freitas
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