quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

DE TUDO UM POUCO



VEJA A MUDANÇA COMO UMA OPORTUNIDADE.
           
            Lendo neste fim de semana o livro  – Os Princípios de Liderança de Jack Welch, ed. Você S/A, escrito por Jeffrey A. Krames, logo chamou-me à atenção o título acima, vez que toda mudança exige sacrifícios e todo sacrifício requer doação, sofrimento, dor, perdas... Mas o que desejo exprimir neste artigo, que é o antepenúltimo deste ano, é o sentido da mudança de comportamento pessoal que reflete no conjunto dos que ao redor do indivíduo convivem ou se relacionam, seja qual for a atividade praticada.  Diz parte do texto do livro que “ Para Jack Welch, mudar faz parte da vida e, certamente, do negócio “ ou da atividade exercida, acrescento. Outro trecho interessante é que “ Welch amava a sensação de novidade e dizia que a mudança estava no sangue dos colaboradores “. Mais adiante, diz outro trecho que “ Ao encarar a realidade, Welch decidiu que, para criar a companhia de seus sonhos teria que mudar quase tudo : o foco da empresa, os produtos, as atitudes e comportamentos, entre outros “.
            O caminho para chegar a esse ideal de empresa estava no comprometimento de Welch e de todos os colaboradores.  Era preciso alterar o enfoque do processo de mudança: em vez de ser visto como uma ameaça, ele ( o processo ) passou a ser encarado como uma oportunidade.
            Dentre tantas lições trazidas ao longo do texto, destaco, como Norte aos que receiam encarar o processo de mudanças como forma de alcançar melhores resultados com menos esforços, tendo como colaboradores pessoal qualificado e ombreados com a mesma disposição de servir ao processo de mudanças. (1) Aprenda a lidar com o novo : Esteja sempre consciente de que a mudança o acompanha onde quer que você esteja. Se você aceitar e usar isso a seu favor, ficará numa posição de vantagem em relação àqueles que não sabem lidar com novidades. (2) Estimule sua capacidade de antecipação : Nem sempre é possível prever os acontecimentos que fluirão das mudanças. Muitas vezes a diferença entre o sucesso e o fracasso está na capacidade de antecipação, enquanto outros  ficam  apenas no planejamento. (3) prepare sua equipe para as mudanças:Não basta você se preparar – sua equipe também precisa estar atenta. Use um enfoque positivo quando abordar o tema e trate a mudança como uma oportunidade, não como uma ameaça.
            Certamente que os trechos aqui mencionados têm estreito comprometimento com as mudanças que ocorrerão a partir do 1º dia do ano vindouro, vez que o Estado do Amapá terá novo Governador e que, na mesma proporção do anterior, teve consagrada manifestação de apoio popular quando eleitos. O que sai não soube realizar as mudanças necessárias ao crescimento e desenvolvimento do Estado, desestruturando por completo a Administração Pública deste Estado, por incompetência, desconhecimento das formas de gestão, e do individualismo prepotente e característico dos ditadores. A marca do Governador que sai foi a impessoalidade, frontal e agressiva ao Princípio constitucional da Impessoalidade. O Governador Camilo foi um líder de ações negativas, pois não se preparou para ser Governador e nem teve experiência necessária para montar e preparar sua equipe de colaboradores. O Estado não funcionou como uma empresa pública, mas como um pequeno negócio particular de um só dono, mas nunca empresário.  
            O Governador que entra, por já ter governado o Estado, acumula experiências positivas e negativas da gestão anterior, portanto, tem a oportunidade agora de pensar e agir  como Welch – “ O jogo vai mudar. E mudar radicalmente “. Tem tudo para mudar para melhor, apesar das inúmeras dificuldades estruturais, técnicas, patrimoniais, orçamentárias e financeiras que receberá como “ herança maldita de uma gestão inoperante, incompetente e nefasta ao POVO AMAPAENSE e ao Estado do Amapá “. O novo Governador foi eleito sabendo e conhecendo essas e outras mazelas deixadas pela administração que se vai e já vai tarde. O novo Governador tem o dever de não errar por omissão ou incompetência. Tem, sim, a responsabilidade de recolher todos os pedaços deste vazo minc ( chinês ), chamado Estado do Amapá, e uni-los, um a um, até que volte ao estado normal.
            Mas essa responsabilidade tem que ser compartilhada pelos Assessores diretos e indiretos. Todos que compuserem a equipe de trabalho nomeada pelo Governador, devem agir como um grande corrente, de vários elos ligados entre si, fazendo cada um a sua parte e juntando-a a do elo seguinte, e assim sucessivamente. Que nenhum elo dessa corrente pense ou aja isoladamente como um idiota ( aquele que olha para eu umbigo ), achando-se mais importante que os demais elos. Não há tempo para individualismo nessa corrente de reconstrução da Administração Pública do Estado do Amapá.
            Mais uma vez empresto de Welch a seguinte frase e a dedico aos ELOS que comporão a equipe de governo a partir de 1º de janeiro de 2015 – “ Nós agora sabemos a origem da produtividade real e ilimitada – ela vem de equipes premiadas, movidas a desafios, estímulos e desenvolvimento de habilidades “.
Para reflexão semanal : “ Os desafios fazem parte do cotidiano. Nossa missão é vencê-los “ J. Freitas



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