Morreu em 1556 um
santo que tinha a alma maior que o mundo, pois teve a missão de propagar a
maior glória de Deus. Era Santo Inácio de Loyola, espanhol, militar, convertido
enquanto estava se curando das feridas da guerra, porque uma freira o forçou a
ler a vida de Cristo.
Sua vida de
resume assim: 30 anos como cortesão e pecador, soldado doido e mulherengo; 20
anos como penitente, peregrino e estudante para se tornar um padre, e 16 anos
como Capitão de uma Companhia de guerra santa, dando-lhe leis e regras para ser
vencedor em todas as batalhas. Essa Companhia diferente foi chamada de Jesus,
ou Jesuítas.
Espanhol puro
sangue, Inácio se metia nas coisas com todo o ardor de seu ânimo. Desde jovem,
ameaçou uma fila inteira de gente que não lhe tinha dado passagem, empurrando
todo o mundo contra a parede, disposto a matar ou morrer em defesa da sua
honra.
Na batalha de
Pamplona, diante do perigo de morte, procurou um padre para confessar seus numerosos
pecados: não o encontrando, os confessou a um companheiro.
Durante a
batalha, os comandantes queriam render-se, mas ele incitou á resistência até o
fim. Ferido gravemente caiu no chão, mas sua alma ficou de pé.
Na cirurgia
que lhe recolocava os ossos desencaixados, não disse uma palavra, nem mostrou
outro sinal, senão apertar muito os punhos.
Vontade de
ferro, melhor, de aço! Na longe convalescença se salvou com a leitura de vida
de Cristo e dos santos.
Se no mundo
queria ser primeiro, na fé quis superar os santos: mais do que Francisco, mas
do que Domingos!
A sua
confissão geral durou três dias; depois deixou crescer unhas, barba e cabelos,
vestiu de saco eparou de beber!
Suas
disciplinas causaram-lhe enormes feridos. Espancado por assaltantes, quase
morreu, mas continuou suas peregrinações á Terra Santa e aos Santuários.
Deixou a
Espanha quando seus companheiros o largarem, mas foi a paris para estudar
filosofia e teologia. Na universidade encontrou outros companheiros, como
Francisco Xavier, e com eles fundou a companhia Jesus.
A 15 de Agosto
de 1534 fez os votos, confirmados pelo Papa Paulo lll. Para santo Inácio, Deus
é o Imperador, o Papa é o Generalíssimo e o mundo o campo de batalha ser conquistado
para a maior glória de Deus. Ao morrer em Roma, Santo Inácio tinha conquistado
mais companheiros, todos consagrados á nobre missão de dar glória a Deus e
salvação ás almas!

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