quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

COLUNA CATÓLICA



 

      Morreu em 1556 um santo que tinha a alma maior que o mundo, pois teve a missão de propagar a maior glória de Deus. Era Santo Inácio de Loyola, espanhol, militar, convertido enquanto estava se curando das feridas da guerra, porque uma freira o forçou a ler a vida de Cristo.
      Sua vida de resume assim: 30 anos como cortesão e pecador, soldado doido e mulherengo; 20 anos como penitente, peregrino e estudante para se tornar um padre, e 16 anos como Capitão de uma Companhia de guerra santa, dando-lhe leis e regras para ser vencedor em todas as batalhas. Essa Companhia diferente foi chamada de Jesus, ou Jesuítas.
        Espanhol puro sangue, Inácio se metia nas coisas com todo o ardor de seu ânimo. Desde jovem, ameaçou uma fila inteira de gente que não lhe tinha dado passagem, empurrando todo o mundo contra a parede, disposto a matar ou morrer em defesa da sua honra.
        Na batalha de Pamplona, diante do perigo de morte, procurou um padre para confessar seus numerosos pecados: não o encontrando, os confessou a um companheiro.
         Durante a batalha, os comandantes queriam render-se, mas ele incitou á resistência até o fim. Ferido gravemente caiu no chão, mas sua alma ficou de pé.
         Na cirurgia que lhe recolocava os ossos desencaixados, não disse uma palavra, nem mostrou outro sinal, senão apertar muito os punhos.
          Vontade de ferro, melhor, de aço! Na longe convalescença se salvou com a leitura de vida de Cristo e dos santos.
          Se no mundo queria ser primeiro, na fé quis superar os santos: mais do que Francisco, mas do que Domingos!
          A sua confissão geral durou três dias; depois deixou crescer unhas, barba e cabelos, vestiu de saco eparou de beber!
          Suas disciplinas causaram-lhe enormes feridos. Espancado por assaltantes, quase morreu, mas continuou suas peregrinações á Terra Santa e aos Santuários.
          Deixou a Espanha quando seus companheiros o largarem, mas foi a paris para estudar filosofia e teologia. Na universidade encontrou outros companheiros, como Francisco Xavier, e com eles fundou a companhia Jesus.
        A 15 de Agosto de 1534 fez os votos, confirmados pelo Papa Paulo lll. Para santo Inácio, Deus é o Imperador, o Papa é o Generalíssimo e o mundo o campo de batalha ser conquistado para a maior glória de Deus. Ao morrer em Roma, Santo Inácio tinha conquistado mais companheiros, todos consagrados á nobre missão de dar glória a Deus e salvação ás almas!

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