Autor:
José Alberto Tostes
Com a proximidade do final do ano de
2014, cresce a especulação sobre o ano de 2015, afinal no Amapá e no Brasil,
“novos e velhos” governos irão assumir por um período de quatro anos, sempre
fica a esperança por dias melhores, o brasileiro é assim deposita a sua
confiança muito mais que a possibilidade de que possa participar de forma mais
efetiva não somente elegendo os gestores, mas também contribuindo ao longo do
mandato através dos diversos setores classistas ou até mesmo como simples
cidadão.
No cenário nacional, a Presidenta
Dilma terá uma árdua missão, tentar colocar nos trilhos um governo recheado de
denuncias generalizadas, a promessa após ter sido eleita, é de iniciar junto ao
Congresso Nacional a Reforma Política, algo importante, necessário, mas sempre
postergado por conta dos múltiplos interesses políticos e econômicos, creio que
esta medida se vier já vem tarde. O resultado do último pleito deixou claro que
o país precisa de mudanças radicais, visa dar mais celeridade e transparência
em todos os setores do Brasil.
Caso não ocorram as ações prometidas é
o próximo governo será um governo “novo” que começa “velho”, algo que poderá
ocasionar muitos degastes e embates políticos com setores da sociedade e com o
próprio Congresso Nacional. Em quaisquer pais civilizado, casos como este que
ocorreu com a Petrobras, autoridade maior já teria sido afastada do cargo,
Fernando Collor por muito menos que isso, teve os direitos políticos cassado e
afastado sumariamente do cargo, será fundamental a mudança de atitude em
relação aos tristes episódios de um Brasil completamente contaminado pela
corrupção nas mais diversas esferas.
No cenário local, a situação se
apresenta com enormes expectativas, fato motivado pelo recente passado que
envolveu o governador eleito em denuncias pelo poder público. Neste caso, será
importante considerar que a história não pode se repetir de forma desfavorável
para um mesmo lado. O governador eleito terá a grande oportunidade de
demonstrar o que o Amapá precisa para o futuro. A sociedade de alguma forma
está farta de ver o Amapá constantemente na mídia nacional com a divulgação de
fatos lamentáveis em relação a questão de mau uso de recursos públicos e as
mirabolantes operações da Policia Federal.
O que se espera dos eleitos, tanto no
contexto nacional como no âmbito local, é o comprometimento com as questões
defendidas no pleito eleitoral, de respeitar o eleitor, principalmente a
sociedade. Os eleitos não serão gestores apenas do universo que os elegeu, mas
de toda a sociedade. No caso do Amapá, as brigas intermináveis entre os
governadores e prefeitos tem prejudicado o desenvolvimento dos municípios,
prega-se historicamente o discurso da democracia de que não haverá retaliações,
entretanto na prática não é que acontece.
O
governador não consegue fiscalizar tudo, para isso existe o grupo de gestores
de primeiro e segundo escalão, neste quesito reside um dos maiores problemas
brasileiro. Os compromissos de campanha e os laços de tantas alianças quase
sempre deixam o mandatário “amarrado” em cumprir o que foi acordado, até aí,
tudo bem, o problema está em que vai ocupar funções estratégicas, na maioria
das vezes pessoas sem a qualificação necessária para assumir. O Brasil tem
pagado um preço elevado por este cenário institucional completamente perneta,
tudo conspira para dar errado.
O próximo governo do Amapá terá que
ter a sabedoria necessária para oportunizar o desenvolvimento do Amapá. As
causas dos problemas estruturais do Amapá já são conhecidas, porém deve-se
ressaltar a incapacidade administrativa ao longo de décadas para se avançar em
temas que são vitais para avançarmos em outra direção, um destes temas é a BR
156. Neste ano de 2014, foi veiculado em uma reportagem nacional sobre a BR 156
no Amapá, décadas de ostracismo, desvios de recursos, incapacidade para lidar
com as adversidades contribuíram para fazer esta BR federal a mais incompleta
do Brasil. Outro imbróglio é a famigerada ponte binacional, com quase dois anos
de inaugurada esta ponte neste momento não serve para nada, somente para compor
a paisagem entre o Oiapoque e Saint George na Guiana Francesa.
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