segunda-feira, 13 de abril de 2015

DE BRAÇOS CRUZADOS - Indiferente aos problemas da cidade, PMM de Clécio apenas assiste as dificuldades da população.

DE BRAÇOS CRUZADOS

Indiferente aos problemas da cidade, PMM de Clécio apenas assiste as dificuldades da população.

Geograficamente, Macapá é a única capital brasileira sem interligação por rodovia com outras capitais do País. Ela está isolada do restante do Brasil, por onde se chega apenas de barco ou avião. Em 2012 experimentou o efeito que este isolamento pode causar, quando sua imensa frota de veículos parou de uma hora para outra. O motivo foi a falta de combustíveis nos postos por conta de uma interrupção no abastecimento. Durante uma semana, a venda fracionada do produto complicou o dia a dia da cidade de 446 mil 757 habitantes (dados do IBGE 2014).

Frota de veículos cresceu mais de 300% de 2003 a 2013
Filas quilométricas se formavam nos postos e condutores chegavam a passar o dia inteiro à espera do combustível que não chegava. O problema serviu para assinalar um problema que já naquela época era grave, o aumento da frota de veículos sem o devido planejamento da cidade para tanto.

Hoje, três anos depois, o número de carros que vão para as ruas chega a ser de mil unidades a cada trinta dias. A cidade tem uma área urbana de 170 quilômetros quadrados. Já em nível de Estado, de acordo com o Departamento Nacional de Trânsito, o Amapá tem hoje nada menos que 140 mil veículos com maioria rodando na capital. Uma década atrás, este número era de 36 mil veículos, ainda de acordo com o Denatran. Para as dimensões da cidade, o número é considerado acima da média pelos estatísticos que também consideram que a frota cresceu sem que o município tomasse qualquer providência para ao menos amenizar o problema. Milhares de motoristas hoje enfrentam a dificuldade de trafegar e principalmente estacionar no horário comercial seja no dentro ou periferia.
  

Frota gigantesca de carros

A atual gestão que governa o município ainda não apresentou qualquer plano para lidar com a frota gigantesca de carros que ao que tudo indica ainda vai crescer muito nos próximos anos. A medida tomada até agora foi a colocação de semáforos que para alguns motoristas chega a ser exagerada. “Em quase toda a esquina tem um semáforo. Nós acabamos vivendo em engarrafamentos sem necessidade por conta de tantos semáforos”, dizem os motoristas.
  


Do lado de fora dos veículos, pedestres fazem o que podem para evitar serem atropelados nas ruas e avenidas da cidade transitando entre o vai e vem dos carros perdidos na falta de sinalização, seja ela eletrônica ou de solo. O município não consegue manter sequer as faixas de segurança dos cruzamentos. Quase a totalidade delas está apagada pela falta de manutenção. Já os sinais para pedestres existem em poucos pontos. Nas periferias, por exemplo, eles praticamente não existem. “Nós temos que aproveitar os intervalos entre um carro e outro e isso é cada dia mais difícil”, dizem os pedestres. Na frente das escolas o problema é ainda mais sério. Estudantes correm risco de serem atropelados todos os dias já que a tinta das faixas desapareceu com o tempo e não foi reposta.


Prefeito de Macapá, Clésio Luis
Se a gestão de Clécio Luís (PSOL) caminha devagar até para resolver problemas simples como a pintura de uma faixa o que dizer do planejamento do trânsito que começaria com o asfaltamento e melhoria do asfalto das ruas e avenidas, tão prometido durante a campanha mas que até agora não aconteceu. Às vésperas da eleição, Clécio tem aparecido cada vez menos e já ganhou o título de prefeito impopular e distante do povo.

 As providências sobre mobilidade ficaram apenas na conversa e reuniões que não saíram dos gabinetes ou auditórios. Uma delas ocorreu logo no primeiro período da gestão e reuniu CTMac, Secretaria de Obras do Município e Instituto de Planejamento Urbano. A direção da TCMac chegou a declarar que a prioridade do município era a organização do trânsito de Macapá e as discussões seriam levadas para a Câmara de Vereadores, além dos parceiros da PMM. Mais de dois anos depois e nada foi visto pela população. A prefeitura comandada por Clécio, que dizia ter solução para tudo, não resolveu nada e chega ao fim do mandato praticamente inerte.  


MACAPÁ EMBAIXO D´ÁGUA E DA LAMA

Fortes chuvas alagam as ruas e avenidas de Macapá
Mas os problemas de Macapá estão longe de ficarem somente no trânsito complicado, buracos e falta de asfaltamento. Ultimamente parte da população que reside em áreas de ressaca tem vivido momentos ruins com os alagamentos. O volume de chuvas de março causou inúmeros prejuízos para famílias destas áreas.

A prefeitura reagiu de forma lenta e ineficaz tanto em Macapá quanto no Bailique, que teve parte de suas casas e uma unidade de saúde destruída pela força da água. A população esperava uma reação mais ativa do prefeito que se limitou em dizer que a situação era difícil e que o acesso a recursos para reparar os danos seria difícil.

Voltando para Macapá, a cidade parece estar entregue à própria sorte. Na orla, a erosão está destruindo a estrutura construída para deter a força do Amazonas. No bairro Cidade Nova, boa parte da calçada já cedeu e compromete quase que inteiramente o local onde costuma ocorrer a programação do Macapá Verão durante o mês de julho, antes recorde de público aos domingos, mas que na gestão de Clécio Luís perdeu força.  


A maré alta do Amazonas ameaça as casas do Aturiá e donos pedem socorro
Do outro lado da orla, no Aturiá, a erosão é a responsável pela destruição de dezenas de casas de onde famílias tiveram que sair às pressas. Outras ainda permanecem resistindo e dizem preferir correr os riscos ao confiar na prefeitura, acusada de não pagar os aluguéis sociais e com isso provocar o despejo delas dos imóveis. Mais uma vez a iniciativa da gestão que se elegeu com promessas, mostra que a estratégia não passou exatamente disso.


Bairro do Goiabal sofre com a falta de infraentrutura
Ainda falando destes dois bairros prejudicados pela força da natureza e inoperância da gestão municipal, ruas e avenidas estão tomadas pela lama e pelo mato. Enormes buracos encheram de água e hoje são valas que impedem o trânsito de veículos e até de pedestres. Alguns são verdadeiros atoleiros que dificultam até mesmo o tráfego de carros maiores como caminhões e ônibus. Pedestres se arriscam dividindo espaço com estes veículos ou passando mesmo pelo alagado. Em alguns locais, moradores partiram para a ironia colocando placas ao lado de buracos com críticas à prefeitura e questionando o abandono. O sentimento da população de norte a sul da cidade é um só, de terem sido esquecidos por quem prometeu tanto e até hoje não fez nada.        

Acesso a Ilha Mirim




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