Tratamento do câncer por
imunoterapia ainda gera diversas incertezas.
Não há dúvidas de que a
imunoterapia veio para ocupar um lugar de honra no combate ao câncer — ao lado
da tríade cirurgia, radioterapia e quimioterapia —, mas muitas incertezas ainda
cercam a nova estratégia de tratamento. Uma das questões que aguardam resposta
é o motivo para a terapia oferecer resultados espetaculares em alguns pacientes
e não dar resultado nenhum em outros.
Carlos Barrios, professor da PUCRS e diretor do Instituto do Câncer do Mãe de Deus, observa que, em muitos dos estudos feitos até o momento, as medicações têm beneficiado apenas de 20% a 30% dos pacientes.
De 30% a 60% dos casos de câncer poderiam ser evitados com uma boa alimentação
— O fato de que agora temos pacientes que respondem é entusiasmante, porque antes não tínhamos opções nesses tipos de câncer. Mas ainda não é em todos os casos — diz Barrios.
Carlos Barrios, professor da PUCRS e diretor do Instituto do Câncer do Mãe de Deus, observa que, em muitos dos estudos feitos até o momento, as medicações têm beneficiado apenas de 20% a 30% dos pacientes.
De 30% a 60% dos casos de câncer poderiam ser evitados com uma boa alimentação
— O fato de que agora temos pacientes que respondem é entusiasmante, porque antes não tínhamos opções nesses tipos de câncer. Mas ainda não é em todos os casos — diz Barrios.
Uma via promissora para
melhorar o alcance do tratamento é usar mais de um imunoterápico ao mesmo
tempo. Segundo Barrios, em alguns estudos onde dois medicamentos foram
ministrados em conjunto, as taxas de sucesso aumentaram dramaticamente, batendo
nos 80% — e isso em doenças de estágio avançado, em que nenhum outro tipo de
terapia funcionou. O certo é que, para ampliar o sucesso da nova terapia, ainda
é preciso aprofundar muito a pesquisa sobre a interação entre sistema
imunológico e câncer.
— Existem muitas proteínas e receptores envolvidos no processo. Não sabemos qual é o papel de cada um, como bloquear certas proteínas e que proteínas devem ser bloqueadas. Há muito a evoluir — relata o oncologista André Fay.
— Existem muitas proteínas e receptores envolvidos no processo. Não sabemos qual é o papel de cada um, como bloquear certas proteínas e que proteínas devem ser bloqueadas. Há muito a evoluir — relata o oncologista André Fay.
Outra dúvida diz respeito ao tipos de tumor que
poderão ser beneficiados pela imunoterapia. Já há aprovação de drogas para
tratar o melanoma e o câncer de pulmão. Mas não existe certeza do quanto a
lista pode se ampliar. No Hospital São Lucas, por exemplo, Barrios testa as
novas drogas em pacientes com câncer de pulmão, bexiga, melanoma, estômago e rim.
São tumores que, em estudos mundo afora, têm respondido muito bem à nova
técnica.
— A imunoterapia deve funcionar nos tumores que têm
alguma relação com o sistema imunológico. Aparentemente, beneficiam-se os
tumores que têm uma taxa maior de mutação genética, porque se tornam um alvo
mais fácil para o sistema imunológico — diz Barrios.


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