51ª Expofeira do Amapá
Mudanças estruturais devem
colocá-la no padrão das grandes feiras de negócio do Brasil
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| A Vitrine de Negócios (o maior stand da imagem) será o ponto principal da 51ª Expofeira. |
Reinaldo
Coelho
Este ano a Expofeira terá
uma padronização voltada para a sua transformação em uma grande feira de negócios
focada no desenvolvimento econômico do Estado com foco na produção florestal e
de alimentos.
A medida visa a inclusão do
evento no ranking das maiores feiras de negócios do país. Em 2009 a feira
ocupava a 6ª posição. No período de 2010 a 2013 foi perdendo espaço e o foco
dos negócios. A expectativa é que o evento esteja no patamar de feiras como as
de Ribeirão Preto/SP, Paraná e de Uberlândia/MG, consideradas as maiores feiras
do Brasil.
Outro objetivo do GEA é
assegurar que o espaço seja utilizado durante todo o ano. Para isso um projeto
de construção de um Centro de Convenções está em andamento. Também serão
implantados espaços para instituições que trabalham com desenvolvimento de
pesquisas.
As telhas, madeiras e
estruturas metálicas, portas e janelas retiradas das antigas estruturas serão
reaproveitadas nas obras do parque. Outros materiais serão reaproveitados nas
obras do Centro de Treinamento do RURAP, o CD Rural, para montagem de abrigos e
criação de animais.
O primeiro espaço a ser
modificado são as baias que eram utilizadas como Praça de Alimentação, o local
funcionará este ano como a Vitrine de Negócios, um ambiente voltado para as
potencialidades do Amapá.
A feira acontecerá no
período de 30 de outubro a 8 de novembro.
A retirada das baias é
necessária, pois a feira passa por uma reformulação que, além de redirecionar o
foco para o desenvolvimento econômico, vai otimizar a utilização dos
espaços. As baias, por exemplo, eram inadequadas para consumo e venda de
alimentos, pois a altura da estrutura não era ideal para a permanência de
pessoas, em razão do odor das fezes e urina e por ter sido construída para
abrigar animais que ficavam expostos na época em que a feira ainda possuía um
conceito rural. Com o novo conceito da Expofeira voltado para o agronegócio e
relações comerciais, as baias darão lugar a uma vitrine de negócios no tamanho
de 3.900 m² tornando-se o ponto central do evento.
"Este é um espaço nobre
da feira que deve ser valorizado focando nas novas oportunidades do agronegócio
agregando todas as tecnologias e potencialidades do Estado, transformando-a em
uma grande feira de negócios", explicou o secretário de Desenvolvimento
das Cidades e coordenador da Expofeira, Alcir Matos.
Ao todo serão construídos
110 stands: 90 padrão, 10 voltados para a mostra das potencialidades do Estado
e 10 para oportunidades. A estrutura também comportará quatro salas e um
auditório com capacidade para 50 e 130 pessoas respectivamente. A vitrine
contará ainda com espaço para o turismo e outro para o investidor. A estrutura
móvel facilitará as adequações de acordo com as necessidades levantadas.
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| O projeto foi pensado para que, desde a entrada, o visitante circule por todas as áreas da Expofeira |
Onze stands que estavam
abandonados e sem utilidade serão desmontados para agregar o setor primário que
contará com uma mini fazenda para expor o desenvolvimento da Agricultura
Familiar no plantio de mandioca, feijão, milho, melancia, açaí, banana e
hortaliças. O mesmo local também vai mostrar todas as potencialidades da
pecuária, piscicultura e agricultura de grande escala como o plantio de grãos.
De acordo com Matos, todo
setor terá iluminação para valorizar o ambiente e atrair os visitantes. "Essa
parte da feira era esquecida, escura e mal aproveitada. Vamos fazer com que o
visitante tenha a visão do espaço desde a entrada do portão principal",
afirmou.
Antes a feira não possuía a
logística ideal para a circulação das pessoas. Para suprir essa demanda o
corredor central que vai desde a entrada principal até a mini fazenda, será
aberto passando inclusive por dentro da fazenda para que a visão do visitante
seja privilegiada. O corredor dará acesso ainda a arena e ao parque de
diversões.


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