sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Artigo - Coluna cismando





Onde é que vamos parar...

Mas a que ponto chegamos! Ter que lutar com unhas e dentes para garantir o sustento, enquanto a presidente do país vomita idiotices na imprensa, frases desconexas e expressões que não existem.

A massa desandou, aqui não tem mais essa de patrão ou peão, são empregados e empresários, todos de boca aberta sem saber pra que rumo o caldo vai entornar. Investimentos e o sonho de ser um novo empreendedor, então, nem se fala. Impossível. Há um clima de incerteza no ar.

No fundo a gente sabia que não iria dar certo marginalizar a educação, o ensino profissional e, principalmente, a pesquisa.
Adeus tecnologia, pras cucuias a competitividade, sem desenvolvimento econômico, esquece.

Que desgraça esse sistema político viciado, corrompido, forjado, que domina o poder executivo e toda a vida nacional.
Isso já virou sacanagem, diria o bom carioca.
Pelo visto só as importações se processam, parece que o que vale são os interesses externos. Aqui, falta investir em infraestrutura numa economia onde inexiste um planejamento estratégico de longo prazo.

E o governo só ludibria, mente que está empenhado na busca de soluções, engana na cara dura, com um tapa-buracos administrativo. Isso não resolve.

Esse atrelamento da política econômica à política partidária é tão mesquinho que chega a desestruturar a máquina pública, e com reflexos gerais, na educação, saúde pública, segurança e claro, na economia.

Ninguém mais acredita em ninguém, a coisa degringolou, está escrota, reclama o paraense.
Enquanto os agricultores se esforçavam e os industriais e prestadores de serviço trabalhavam pesado para garantir produtividade e competitividade, os incompetentes dos Governos esqueciam o planejamento estratégico, a infraestrutura e a política fiscal.

A pujança virou recessão. O meio político a própria lambança. E ainda, os ‘bonitinhos’ querem agora justificar a ‘porra’ da crise tentando iludir que tudo não passa de uma ‘recessão técnica’. Ora, o IBGE já sinalizou que o Brasil está numa estagnação geral.
Foi pro saco a indústria, os meios de produção, bens e serviços, o meio rural e o ‘raio que o parta’...
Uma merda de PIB, um quadro desolador, uma imprevisível situação futura.
E, não adianta espernear, aqui não cabe o ‘jus esperniandus’, pois, nem o pacotão de estímulos do governo, nem o protecionismo federal seguraram o encolhimento da produção industrial.
Aliás, o setor industrial já vem encolhendo há alguns meses.
O furo é na economia, não adianta negar, fruto de muita corrupção. Inflação, redução do superávit primário, baixo crescimento econômico, falta de crédito na praça e elevadas taxas de juros, que levaram o país a uma quebradeira geral, reduzindo a nossa economia a uma condição anã, reduzindo negócios e aumentando o desemprego.
Sem trabalho o cidadão não paga suas dívidas. Os problemas sociais se agigantam. Os preços sobem e a confiança dos empresários e consumidores desmorona.
O Brasil precisa de um giro de 360 graus.
A péssima educação, imposta pela elite dominante, esmigalha a maioria.
O que fazer, se aqueles poucos que detém o poder aquisitivo financiam partidos políticos, elegem e reelegem, pois a maioria dominada vota satisfeita e esperançosa.
Povo ‘burro’ é mais fácil de enganar.
O país da sociedade passiva, de professores desiludidos, descrentes, desmotivados e revoltados.
Onde a classe média e a classe média alta não agem diante dos resultados que a escola pública tem apresentado, buscando sempre manter seus filhos na rede particular de ensino, fomentando uma cultura mercadológica da Educação e propiciando a seus donos um ganho maior a cada ano, muitos dos quais integram a bancada da Educação no Congresso ou a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.
Em um olhar espírita, diria: ‘o planeta vive uma hora angustiosa e sem precedentes em sua história. Na esfera física, o papel e a moeda se sobrepujam a todos os valores. A vida humana, os direitos do homem, as necessidades básicas de todos os seres vivos, pouco importam aos olhos da ganância prepotente e desabrida. Vazios de paz, os homens cada vez mais se aprestam para a guerra. Inconscientemente sedentos de amor, eles se deixam envenenar e incendiar pelo ódio.
Por outro lado, em nosso plano se amontoam nuvens e nuvens de pensamentos deletérios, emitidos pelas próprias coletividades terrestres. E não é só. A esse acúmulo de energias degeneradoras, acrescentam-se outras nuvens, constituídas de irmãos nossos que, desencarnados embora, mantêm ainda a ilusão do poder e das paixões desenfreadas. Dividem-se esses filhos da ilusão em dois grupos principais: o daqueles que propugnam pelo caos absoluto, pela terra de ninguém, onde vale mais quem é mais forte, e o daqueles que se batem pela instituição daquilo a que chamam de uma nova ordem: um regime tirânico, no qual prevaleçam os desejos de uma cúpula inconsciente que se supõe investida, junto aos homens, de verdadeiro messianato. No fundo, esses dois grupos têm um só objetivo: o mando ilusório e o poder a qualquer custo. Para isto vampirizam, instilam ou cooperam para que se instigue a guerra. Provocam derrocada de instituições respeitáveis, realizam, em suma, um trabalho de sapa que vai dos lares aos governos’.
Enfim, é tempo de ir à luta pelo poder da palavra.
Excelente semana!


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