Operária da Educação
Profª Célia Rangel
De
saia azul marinho com pregas, e blusa branca, em fila bem comportada,
comparecia assiduamente à ditadura do bê-á-bá.
Sonhava!
Um
dia serei igual a ela: - Professora!
Farei
de meus alunos, amigos. Brincaremos e dialogaremos sobre nossos ideais.
Em
parte, consegui.
Afinal,
caminhei por mais de 42 anos na estrada educacional.
Hoje
assisto o que vivem meus colegas! Aviltante! Abominável! Indescritível!
E,
pensar que, ainda pregam uma “Pátria Educadora”?
Palavras
vazias, demagogas, sem nenhum eco moral.
Meu
grande privilégio foi ser “educadora” em colégios com infraestrutura humana,
para nos acolher e encubar nossos sonhos, tornando-os realizáveis. Havia
respeito. Consideração. Valorização do humano.
Mais
aprendi que ensinei...
Hoje,
entristeço-me com a banalização com que se trata a Educação no meu país!
Há
um medo do/a professor/a que transfere seu conhecimento e experiências para
pessoas que com ele/a convivem...
Lógico,
pois assim, teremos menos fantoches. Teme a hierarquia do poder!
Saberemos
nos expressar e entender textos subliminares podendo rejeitá-los.
Apenas
‘na e com a’ “Educação” recobraremos a dignidade do brasileiro e do Brasil.
Se
você hoje é “um político” que ocupa certa posição de “gestar nosso país”, com
toda certeza passou por muitas escolas, professores, aprendeu não só a
matemática de somar, ou o português de iludir contando histórias, mas também,
sociologia, ética, psicologia, biologia... Passou bons anos inserido no projeto
político- pedagógico, adquirindo sua metodologia de vida e trabalho. Foi o
PROFESSOR/A quem em tudo o orientou. Pense nisso!

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