sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Artigo




Operária da Educação

Profª Célia Rangel


De saia azul marinho com pregas, e blusa branca, em fila bem comportada, comparecia assiduamente à ditadura do bê-á-bá.
Sonhava!
Um dia serei igual a ela: - Professora!
Farei de meus alunos, amigos. Brincaremos e dialogaremos sobre nossos ideais.
Em parte, consegui.
Afinal, caminhei por mais de 42 anos na estrada educacional.

Hoje assisto o que vivem meus colegas! Aviltante! Abominável! Indescritível!
E, pensar que, ainda pregam uma “Pátria Educadora”?
Palavras vazias, demagogas, sem nenhum eco moral.
Meu grande privilégio foi ser “educadora” em colégios com infraestrutura humana, para nos acolher e encubar nossos sonhos, tornando-os realizáveis. Havia respeito. Consideração. Valorização do humano.
Mais aprendi que ensinei...

Hoje, entristeço-me com a banalização com que se trata a Educação no meu país!
Há um medo do/a professor/a que transfere seu conhecimento e experiências para pessoas que com ele/a convivem...
Lógico, pois assim, teremos menos fantoches. Teme a hierarquia do poder!
Saberemos nos expressar e entender textos subliminares podendo rejeitá-los.
Apenas ‘na e com a’ “Educação” recobraremos a dignidade do brasileiro e do Brasil.

Se você hoje é “um político” que ocupa certa posição de “gestar nosso país”, com toda certeza passou por muitas escolas, professores, aprendeu não só a matemática de somar, ou o português de iludir contando histórias, mas também, sociologia, ética, psicologia, biologia... Passou bons anos inserido no projeto político- pedagógico, adquirindo sua metodologia de vida e trabalho. Foi o PROFESSOR/A quem em tudo o orientou. Pense nisso!



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