sexta-feira, 16 de outubro de 2015

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Cotidiano

Ah, como greve atrapalha!

Reinaldo Coelho
Da Editoria

O direito à greve é um dos mais importantes dentre os direitos sociais. É ainda, elevado à categoria de direito constitucional, garantido no art. 9º de nossa Constituição Cidadã, e constitui uma das formas pelas quais podem os trabalhadores pleitear melhores condições ao exercício de suas funções, bem como salários mais dignos e justos.


As greves, em geral, deveras atrapalham a vida de todos. É o Judiciário parado por meses, deixando de impulsionar milhares e milhares de processos; são os médicos e enfermeiros que não atendem, deixando várias e várias pessoas sucumbir nos corredores de hospitais inóspitos; são professores que prejudicam o ano letivo dos alunos; são os rodoviários que deixam centenas de milhares de pessoas impossibilitadas de irem aos seus trabalhos, às suas aulas quando os professores estão em greve; ficar sem as correspondências e contas a pagar e agora não ter como pagar.

Os bancários estão em greve e o mais uma vez o cidadão é que paga, tanto os tributos quanto enfrentar as longas filas nas casas lotéricas de Macapá que estão lotadas, pois é o único ligar onde as demandas bancárias podem ainda ser resolvidas, a grande procura faz o serviço fica mais lento aumentando o tempo de espera na fila.
Segundo o gerente de uma lotérica, o movimento anda agitado. Na verdade, três vezes maior que o normal e a reclamação também aumentaram.



Nas agencias bancárias pagamento de contas, por exemplo, não pode ser feito dentro das agências. Somente os caixas eletrônicos estão com serviço normal. Quem tem conta para pagar tem que chegar cedo e ter paciência.

Os bancários entraram em greve por tempo indeterminado em 19 Estados da Federação, inclusive no Amapá. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Amapá (SINTRAF-AP), os principais motivos da greve são reajuste salarial de 16% e participação nos lucros dos bancos.

A pauta de reivindicações dos 839 bancários amapaenses inclui: adicional de R$ 7 mil, vale-alimentação, melhores condições de trabalho, plano de cargo, carreira e salário, auxílio educação, fim das metas abusivas e combate ao assédio moral.


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