Cotidiano
Ah, como greve atrapalha!
Reinaldo Coelho
Da Editoria
O direito à greve
é um dos mais importantes dentre os direitos sociais. É ainda, elevado à
categoria de direito constitucional, garantido no art. 9º de nossa Constituição
Cidadã, e constitui uma das formas pelas quais podem os trabalhadores pleitear
melhores condições ao exercício de suas funções, bem como salários mais dignos e
justos.
As greves, em
geral, deveras atrapalham a vida de todos. É o Judiciário parado por meses,
deixando de impulsionar milhares e milhares de processos; são os médicos e
enfermeiros que não atendem, deixando várias e várias pessoas sucumbir nos
corredores de hospitais inóspitos; são professores que prejudicam o ano letivo
dos alunos; são os rodoviários que deixam centenas de milhares de pessoas
impossibilitadas de irem aos seus trabalhos, às suas aulas quando os
professores estão em greve; ficar sem as correspondências e contas a pagar e
agora não ter como pagar.
Os bancários estão
em greve e o mais uma vez o cidadão é que paga, tanto os tributos quanto
enfrentar as longas filas nas casas lotéricas de Macapá que estão lotadas, pois
é o único ligar onde as demandas bancárias podem ainda ser resolvidas, a grande
procura faz o serviço fica mais lento aumentando o tempo de espera na fila.
Segundo o gerente
de uma lotérica, o movimento anda agitado. Na verdade, três vezes maior que o
normal e a reclamação também aumentaram.
Nas agencias
bancárias pagamento de contas, por exemplo, não pode ser feito dentro das
agências. Somente os caixas eletrônicos estão com serviço normal. Quem tem
conta para pagar tem que chegar cedo e ter paciência.
Os bancários
entraram em greve por tempo indeterminado em 19 Estados da Federação, inclusive
no Amapá. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do
Amapá (SINTRAF-AP), os principais motivos da greve são reajuste salarial de 16%
e participação nos lucros dos bancos.
A pauta de
reivindicações dos 839 bancários amapaenses inclui: adicional de R$ 7 mil,
vale-alimentação, melhores condições de trabalho, plano de cargo, carreira e
salário, auxílio educação, fim das metas abusivas e combate ao assédio moral.


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