ALAP
Foi instalada a Frente Parlamentar em Defesa do
Cooperativismo
Reinaldo Coelho
A deputada estadual Marília Góes (PDT), propôs a
criação da Frente Parlamentar em Defesa do Cooperativismo no Estado do Amapá
através do Projeto de Resolução 0009/15 que dispõe sobre a instituição, com o
objetivo de reunir parlamentares da referida Casa de Leis a se comprometerem
com o desenvolvimento de ações institucionais em prol do aquecimento do
cooperativismo no Estado. Esta é segunda vez
que a deputada Marília Góes compõe a Frente Parlamentar em Defesa do
Cooperativismo. A primeira foi na legislatura passada, junto com o deputado
tucano, Michel JK.
A resolução
aprovada visa aperfeiçoar e complementar a legislação estadual que envolva
matérias de interesse do cooperativismo, além de apoiar e agilizar projetos
inovadores e criativos acerca do setor capazes de propiciar o desenvolvimento
socioeconômico, resultante de parcerias entre o poder público e as
cooperativas.
“Nós precisamos ter uma Frente nessa Casa de
Leis que possa fazer o acompanhamento do trabalho do cooperativismo e
fomentá-lo até para informar a sociedade de que forma essas cooperativas fazem
o seu trabalho, fomentar o comércio local e a economia do nosso Estado.
Queremos dar continuidade a esse trabalho iniciado ainda na legislatura
anterior”, afirmou Marília Góes.
As cooperativas se
baseiam em valores de ajuda mútua, responsabilidade, democracia, igualdade e
solidariedade. Uma cooperativa pode adotar qualquer gênero de serviço, operação
ou atividade, focando sempre na eliminação de intermediários para baratear
custos e diminuir preços através da racionalização e produção em grande escala.
No início da
sessão que instalou a Frente Parlamentar em Defesa do Cooperativismo, a deputada
Marília Góes apresentou a proposta para que o presidente da Organização das
Cooperativas do Amapá (OCB-AP), Gilcimar Pureza, encaminhe a relação com todos
os nomes das cooperativas em atividades no Estado. Além disso, a parlamentar
sugeriu a realização de uma sessão solene com a participação de todos os
diretores da OCB/AP.
A propositura da
deputada do PDT é com base no encontro ocorrido na quinta-feira (8) da semana
passada, em Macapá. Na oportunidade, Gilcimar Pureza apresentou dados
estatísticos sobre a produção das cooperativas e também, pediu o apoio governo
e do próprio parlamento estadual para a reformulação da Lei do Cooperativismo
no Estado.
A coordenação da
Frente ficou com a líder do PDT, deputada Marília Góes. A vice coordenadoria
ficou com o líder do governo na Casa, deputado Ericlaudio Alencar (PRB). Os
demais integrantes são os parlamentares Max da AABB (PSB), o líder da oposição
no Legislativo, Paulo Lemos (PSOL) e a deputada Maria Góes (PDT).
Esta é segunda vez
que a deputada Marília Góes compõe a Frente Parlamentar em Defesa do
Cooperativismo. A primeira foi na legislatura passada, junto com o deputado
tucano, Michel JK.
Ações
O cooperativismo é
um modelo socioeconômico fundamentado na participação democrática e na
autonomia dos que se unem de forma voluntária em prol de um objetivo econômico
e social comum. A meta do cooperativismo é atender às necessidades do grupo e
garantir o bem-estar de cada integrante.
Para superar os
obstáculos, a deputada estadual, por meio do parlamento estadual, e o Governo
do Estado, têm debatidos propostas que possam resultar no desenvolvimento de
políticas públicas como licenciamento ambiental, fomento, incentivo fiscal,
compras governamentais entre outros.
Outro grande
desafio para a deputada, ainda para 2015, é conseguir a reformulação da Lei
Estadual do Cooperativismo. O trabalho atende a reivindicação dos cooperados
que apostam na reformulação para ampliar a participação das cooperativas nas
políticas públicas.
A parlamentar
também pretende, junto com o colegiado, aprovar o Título de Utilidade Pública à
OCB AMAPÁ. Mas um dos grandes desafios da Frente será a defesa do Projeto de
Lei que trata da regionalização para a aquisição do mobiliário produzido no
Amapá. A propositura, de acordo com os cooperados, ajudaria a alavancar e
fortalecer o setor. Também apostam na regionalização da merenda escolar.
A Frente quer
ainda um calendário de atividades para 2016 para debater com os cooperados e
com o próprio governo, mecanismos para o desenvolvimento dos setores para
geração de trabalho e renda, no Estado.
Cooperativismo
O Amapá tem, hoje,
84 cooperativas ativas, nos mais diversos segmentos. Juntas somam 6.184
cooperados e geram 435 empregos diretos. Algumas cooperativas conseguem
destaques significativos na produção, principalmente no setor pesqueiro; e
somam altos valores e tem impacto importante na economia do Estado. Desde 1988,
segundo a Organização das Cooperativas do Amapá (OCB-AP), o faturamento tem
melhorado. Só com o pescado, a produção chega a 5 mil toneladas ano. Com o
camarão, a produtividade é de 850 toneladas ao ano. Juntas, elas somam R$ 48
milhões.
Gerações de
agricultores, como os da Colônia do Matapi, em Porto Grande, no norte oeste do
Estado, apostam na força do cooperativismo. A sucessão rural com base no
cooperativismo está dando certo. Só em 2014, com uma produção de 50 toneladas
entre polpas, verduras e frutas, os cooperados obtiveram uma renda de R$ 300
mil.
Mas apesar dos
êxitos, o sistema de cooperativismo também enfrente obstáculos. 72,03% de áreas
protegidas divididas entre unidades de preservação e conservação. 11,4% estão
sob o domínio do Estado e apenas 1,15% das terras destinadas para as atividades
econômicas.
Para população que
habita nesta região, a cooperativa se apresenta como o modelo ideal para
empreender, gerar negócios e acessar o mercado institucional dos programas de
incentivo a produção no campo.
O esforço dos
agricultores, pecuaristas, pescadores artesanais entre outros trabalhadores que
produzem nestas áreas para abastecer o Estado com alimentos e produtos para ter
um tratamento diferenciado, sem esquecer as limitações dos empreendimentos por
conta dos desafios que existem na região amazônica, como estradas, ramais e
energia.

Nenhum comentário:
Postar um comentário