sexta-feira, 9 de outubro de 2015

EDITORIAL

Editorial

Criar para vencer a Crise

Os sábios japoneses escreveram um haikai lapidar: “Agora, que a minha casa pegou fogo, eu, finalmente, Posso ver a lua”.

Samurais na arte e na guerra, nipônicos são à prova de catástrofes. Imunes a tsunamis, sobreviveram a bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki.
Para poupar vidas, edificaram arranha-céus inteligentes. São conhecidos por edifícios “balança-mais-não-cai”.

Qual o segredo dos japoneses? Eles usam a inteligência para criar ciência, tecnologia. Enfim, eles produzem inteligência artificial.

Ah! Se os brasileiros fossem samurais...! Certamente, não estaríamos à beira de um colapso econômico. O que fazer para sairmos da crise? A resposta é simples: basta usar os neurônios e encontrar as soluções.

Com os neurônios a mil, norte-americanos descobriram água em marte. E, agora, constataram que Plutão, o planeta mais distante da Terra, também tem água em seu subsolo. E, por estranha coincidência, Plutão também é azul, já que sua atmosfera é semelhante à do Planeta Água.

Volvendo os olhos para o Brasil de Dilma & Cia, sabemos que a saída pode não ser simples. Mas a luz no fim do túnel está diante dos nossos olhos.

Dilma e seu séquito lançaram mão do contingenciamento. Com isso, deixaram a maioria dos 27 Estados da Federação numa curtíssima saia justa. Imaginem, então, o Amapá, dependente das transferências do Orçamento Geral da União. Aqui, os cortes alvejaram nossa combalida economia de contracheques.

O que fez o governador Waldez Góes? Ele partiu para uma estratégia de guerra. Sua mais recente cartada foi reativar a Expofeira Agropecuária, cancelada em 2014 por Camilo Capiberibe. Para readequar o evento à conjuntura, Waldez injetou R$ 3 milhões – a metade do que havia investido o filho de Capí, em 2013.

Para tanto, o governador suplantou, pelo menos, uma adversidade adicional. O Ministério Público Estadual – que gasta meio milhão de reais por mês com auxílio-moradia – recomendou o cancelamento do evento. O pedetista firmou parceria com o SEBRAE. Com isso, gerou 87 postos de trabalho, oportunizando, especialmente, uma renda extra a 78 desempregados, residentes no entorno do Parque de Exposições da Fazendinha.

Mesmo não sendo um Samurai, Waldez já governou o Amapá e sabe que desenvolvê-lo é uma tarefa gigantesca. Ainda não há energia suficiente para a implantação de um parque industrial. Entretanto, ele segue em frente.

Através do PPI, o Governo do Amapá estimula a produção agrícola. Também não mede esforços para tocar as obras, sem as quais não poderá inaugurar a ponte binacional (que liga o Brasil à Guiana Francesa), concluída há mais de três anos. A situação é tão vexatória, para não dizer jocosa, que os jornais parisienses reafirmaram o que dissera, em passado recente, o general Charles De Gaulle, ex-presidente da República Francesa e herói da Segunda Guerra Mundial: “O Brasil não é um país sério”, proferiu o general, após visita ao nosso país.


Com neurônios ativos, ideias pulsantes e disposição redobrada, oxalá a alternativa encontrada pelo governador Waldez possa ser o melhor  caminho para o Amapá vencer a crise.

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