Editorial
Criar para vencer a Crise
Os sábios japoneses escreveram um haikai
lapidar: “Agora, que a minha casa pegou fogo, eu, finalmente, Posso ver a lua”.
Samurais na arte e na guerra, nipônicos são à
prova de catástrofes. Imunes a tsunamis, sobreviveram a bombas atômicas lançadas
sobre Hiroshima e Nagasaki.
Para poupar vidas, edificaram arranha-céus
inteligentes. São conhecidos por edifícios “balança-mais-não-cai”.
Qual o segredo dos japoneses? Eles usam a
inteligência para criar ciência, tecnologia. Enfim, eles produzem inteligência
artificial.
Ah! Se os brasileiros fossem samurais...!
Certamente, não estaríamos à beira de um colapso econômico. O que fazer para
sairmos da crise? A resposta é simples: basta usar os neurônios e encontrar as
soluções.
Com os neurônios a mil, norte-americanos
descobriram água em marte. E, agora, constataram que Plutão, o planeta mais
distante da Terra, também tem água em seu subsolo. E, por estranha
coincidência, Plutão também é azul, já que sua atmosfera é semelhante à do
Planeta Água.
Volvendo os olhos para o Brasil de Dilma &
Cia, sabemos que a saída pode não ser simples. Mas a luz no fim do túnel está
diante dos nossos olhos.
Dilma e seu séquito lançaram mão do
contingenciamento. Com isso, deixaram a maioria dos 27 Estados da Federação
numa curtíssima saia justa. Imaginem, então, o Amapá, dependente das
transferências do Orçamento Geral da União. Aqui, os cortes alvejaram nossa
combalida economia de contracheques.
O que fez o governador Waldez Góes? Ele partiu
para uma estratégia de guerra. Sua mais recente cartada foi reativar a Expofeira
Agropecuária, cancelada em 2014 por Camilo Capiberibe. Para readequar o evento
à conjuntura, Waldez injetou R$ 3 milhões – a metade do que havia investido o
filho de Capí, em 2013.
Para tanto, o governador suplantou, pelo menos,
uma adversidade adicional. O Ministério Público Estadual – que gasta meio
milhão de reais por mês com auxílio-moradia – recomendou o cancelamento do
evento. O pedetista firmou parceria com o SEBRAE. Com isso, gerou 87 postos de
trabalho, oportunizando, especialmente, uma renda extra a 78 desempregados,
residentes no entorno do Parque de Exposições da Fazendinha.
Mesmo não sendo um Samurai, Waldez já governou
o Amapá e sabe que desenvolvê-lo é uma tarefa gigantesca. Ainda não há energia
suficiente para a implantação de um parque industrial. Entretanto, ele segue em
frente.
Através do PPI, o Governo do Amapá estimula a
produção agrícola. Também não mede esforços para tocar as obras, sem as quais não
poderá inaugurar a ponte binacional (que liga o Brasil à Guiana Francesa), concluída
há mais de três anos. A situação é tão vexatória, para não dizer jocosa, que os
jornais parisienses reafirmaram o que dissera, em passado recente, o general
Charles De Gaulle, ex-presidente da República Francesa e herói da Segunda
Guerra Mundial: “O Brasil não é um país sério”, proferiu o general, após visita
ao nosso país.
Com neurônios ativos, ideias pulsantes e
disposição redobrada, oxalá a alternativa encontrada pelo governador Waldez
possa ser o melhor caminho para o Amapá
vencer a crise.

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