Cadê a cidadania?
Nesta semana, resolvi trazer para este destacado espaço que o
Tribuna concede a este apreensivo articulista, o teor do discurso do general
Paulo Chagas, sobre o Brasil de hoje.
“Liberdade para quê? Liberdade para quem?
Liberdade para roubar, matar, corromper, mentir, enganar,
traficar e viciar? Liberdade para ladrões, assassinos, corruptos e corruptores,
para mentirosos, traficantes, viciados e hipócritas? Falam de uma “noite” que
durou 21 anos, enquanto fecham os olhos para a baderna, a roubalheira e o desmando
que, à luz do dia, já dura 26!
Fala-se muito em liberdade! Liberdade que se vê de dentro de
casa, por detrás das grades de segurança, de dentro de carros blindados e dos
vidros fumê!
Mas, afinal, o que se vê?
Vê-se tiroteios, incompetência, corrupção, quadrilhas e
quadrilheiros, guerra de gangues e traficantes, Polícia Pacificadora, Exército
nos morros, negociação com bandidos, violência e muita hipocrisia.
Olhando mais adiante, enxergamos assaltos, estupros,
pedófilos, professores desmoralizados, ameaçados e mortos, vemos “bullying”,
conivência e mentiras, vemos crianças que matam, crianças drogadas, crianças
famintas, crianças armadas, crianças arrastadas, crianças assassinadas.
Da janela dos apartamentos e nas telas das televisões vemos
arrastões, bloqueios de ruas e estradas, terras invadidas, favelas atacadas,
policiais bandidos e assaltos a mão armada.
Vivemos em uma terra sem lei, assistimos a massacres,
chacinas e sequestros.
Uma terra em que a família não é valor, onde menores são
explorados e violados por pais, parentes, amigos, patrícios e estrangeiros.
Mas, afinal, onde é que nós vivemos?
Vivemos no país da impunidade onde o crime compensa e o
criminoso é conhecido, reconhecido, recompensado, indenizado e transformado em
herói!
Onde bandidos de todos os colarinhos fazem leis para si,
organizam “mensalões” e vendem sentenças!
Nesta terra, a propriedade alheia, a qualquer hora e em
qualquer lugar, é tomada de seus donos, os bancos são assaltados e os caixas
explodidos.
É aqui, na terra da “liberdade”, que encontramos a
“cracolândia” e a “robauto”, “dominadas” e vigiadas pela polícia!
Vivemos no país da censura velada, do “micro-ondas”, dos
toques de recolher, da lei do silêncio e da convivência pacífica do
contraventor e com o homem da lei.
País, onde bandidos comandam o crime e a vida de dentro das
prisões, onde fazendas são invadidas, lavouras destruídas e o gado dizimado,
sem contar quando destroem pesquisas cientificas de anos, irrecuperáveis!
Mas, afinal, de quem é a liberdade que se vê?
Nossa, que somos prisioneiros do medo e reféns da impunidade
ou da bandidagem organizada e institucionalizada que a controla?
Afinal, aqueles da escuridão eram “anos de chumbo” ou anos de
paz?
E estes em que vivemos, são anos de liberdade ou de compensação
do crime, do desmando e da desordem?
Quanta falsidade, quanta mentira quanta canalhice ainda
teremos que suportar, sentir e sofrer, até que a indignação nos traga de volta
a vergonha, a auto estima e a própria dignidade?
Quando será que nós, homens e mulheres de bem, traremos de
volta a nossa liberdade?”
É duro! Mas, hoje, quem depende de seu próprio salário está
alarmado com a atual situação econômica do Brasil. Quem tem que garantir seu
sustento, empregados ou empresários, está preocupado com os rumos que nossa
economia vem tomando nos últimos tempos. Investimentos adiados, incertezas
quanto a novos projetos, pânico geral com a frieza dos números que não deixam
dúvidas sobre a gravidade da situação econômica brasileira, muito embora o
governo tente mascarar a crise com interpretações convenientes e a negação dos
dados captados pelas diversas consultorias econômicas, instituições de classe e
até mesmo das próprias agências e órgãos governamentais. Estagnação, essa é a
palavra.
A crise econômica de 2015 não é mais apenas uma hipótese e
consta como fato em toda pauta de reunião de empresários do país e também fora
dele. O que não podemos é negar a realidade econômica do país, acreditando em
‘marolinhas’ e abrindo portas para o fracasso.
Medidas duras e coordenadas, é o que precisamos, sob pena da
situação econômica do Brasil se agravar, correndo o risco do país ser seduzido
pela heterodoxia econômica bolivariana adotada por venezuelanos e argentinos
com consequências trágicas.
O Brasil precisa de cada brasileiro consciente para a
reorganização deste trigueiro Estado.

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