Artigo
Equilíbrio Necessário
Pedro Velleda
Sem o divino benefício da reencarnação, fico
imaginando como seria possível explicar as mazelas do mundo, os desajustes das
pessoas, as grandes catástrofes, a violência absurda e espantosa que
presenciamos a toda hora.
Permitir acusar o inconformismo deplorável do
atraso moral em que vive a Terra, que ainda acalenta privação e necessidade,
seria injusto, sem examinar a nós mesmos, que inclinados pela ambição
desvairada, penamos através das muitas vidas, que nos permitem a corrigenda dos
excessos.
Beneficiados pelas inúmeras encarnações,
atreladas ao nosso espírito, vemos desaparecer os
preconceitos de raças e de castas, pois o mesmo espírito pode tornar a nascer
rico ou pobre, capitalista ou proletário, chefe ou subordinado, livre ou
escravo, homem ou mulher.
Argumentar contra a
injustiça da servidão e da escravidão, contra a sujeição da mulher à lei do
mais forte, não parece lógico, ao fato material de uma nova oportunidade
encarnatória. Sem a condição de espírito livre e independente, sobrevivente à
matéria, seríamos uma simples máquina organizada, sem finalidade, nem
responsabilidade.
Enxergando os mutilados e considerando a
lástima pelas condições físicas, na condição do sofrimento, mister se faz
observemos o pesado lastro de animalidade que conservamos no próprio ser e
reconheceremos que sem as doenças do corpo, através da reencarnação, seria
quase impossível aprimorar as qualidades da alma.
Percebendo crianças infelizes, suscitando angústia no lar, e assumindo que é natural comover-nos diante de problemas assim dolorosos, o mais sensato seria meditar nos ódios e aversões, conflitos e contendas, que tantas vezes carregamos para além do sepulcro.
Percebendo crianças infelizes, suscitando angústia no lar, e assumindo que é natural comover-nos diante de problemas assim dolorosos, o mais sensato seria meditar nos ódios e aversões, conflitos e contendas, que tantas vezes carregamos para além do sepulcro.
Em dias de infortúnio e momentos de ignorância,
o melhor é agradecer, resignadamente, as dores e as aflições a nós oferecidas,
por espólio de nossos próprios erros.
Através da reencarnação podemos progredir
espiritualmente, mas para isso, devemos praticar a lei de justiça, de amor e
caridade, na sua maior pureza. Interrogar nossa consciência sobre nossos
próprios atos. Precisamos ter fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na
sua sabedoria e, no futuro, colocando os bens espirituais acima dos bens
temporais. As vicissitudes da vida, nossas dores e decepções, são provas ou
expiações que devemos aceitar sem murmúrios.
A filosofia espírita apresenta-nos a
destruição como uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos,
importando no aniquilamento da vida material, a interrupção da atual experiência.
Há, segundo a cátedra espírita, as desencarnações naturais, as provocadas e as
violentas. As naturais decorrem do esgotamento dos órgãos e representam o
encerramento ‘programado’ das existências corporais, segundo a lei de causa e
efeito e o planejamento encarnatório do ser. As provocadas resultam da ação
humana no espectro da criminalidade e da agressividade (assassínio, atentados,
guerras). As violentas encampam a ocorrência de catástrofes naturais
(enchentes, terremotos, maremotos, ciclones, erupções, desmoronamentos,
acidentes aéreos, automobilísticos, ferro ou aquaviários, entre outros...), sem
desconsiderar que a ação ou omissão humana, em face da ganância, da prepotência
e da corrupção, pode estar entre as causas que geram tais efeitos danosos.
A compreensão espírita, calcada no sério estudo e na relação direta entre os fundamentos filosóficos espíritas e o cotidiano do ser, na análise de tudo o que lhe rodeia, permite, assim, a desconsideração do termo ‘fatalidade’ como sendo algo relativo à desgraça, ao destino imutável dos seres, pois o Espírito, conservando o livre-arbítrio quanto ao bem e ao mal, é sempre senhor de ceder ou de resistir. Então, a palavra destino também ganha um redesenho, para representar, tão-somente, o mapa de probabilidades e ocorrências da existência corporal, resultantes, em regra, das escolhas e adequações realizadas anteriormente à nova vida, somadas às atitudes e aos condicionantes do contexto atual, onde, com base no seu discernimento e liberdade, continuará o rol de decisões que levarão o ser aos caminhos diretamente proporcionais àquelas, colocando-o, sempre, na condição de primeiro e principal responsável por tudo o que lhe ocorra.
Outro ponto que não devemos perder de vista é a natureza de nosso mundo. Ainda na classe de provas e expiações, pela maioria de Espíritos imperfeitos que o habitamos, nosso orbe sofre o efeito de toda nossa esfera psíquica inferior, sofrendo abalos dos mais diversos. E com tantos Espíritos ignorantes, e muitos propriamente maus, não é de se estranhar que de tempos em tempos algo ocorra para influir sobre mudanças de comportamento. Foi assim com a AIDS. E será assim sempre que precisarmos dos grilhões da dor para nos ensinar a refrear os excessos e a ponderar nossas atitudes.
A compreensão espírita, calcada no sério estudo e na relação direta entre os fundamentos filosóficos espíritas e o cotidiano do ser, na análise de tudo o que lhe rodeia, permite, assim, a desconsideração do termo ‘fatalidade’ como sendo algo relativo à desgraça, ao destino imutável dos seres, pois o Espírito, conservando o livre-arbítrio quanto ao bem e ao mal, é sempre senhor de ceder ou de resistir. Então, a palavra destino também ganha um redesenho, para representar, tão-somente, o mapa de probabilidades e ocorrências da existência corporal, resultantes, em regra, das escolhas e adequações realizadas anteriormente à nova vida, somadas às atitudes e aos condicionantes do contexto atual, onde, com base no seu discernimento e liberdade, continuará o rol de decisões que levarão o ser aos caminhos diretamente proporcionais àquelas, colocando-o, sempre, na condição de primeiro e principal responsável por tudo o que lhe ocorra.
Outro ponto que não devemos perder de vista é a natureza de nosso mundo. Ainda na classe de provas e expiações, pela maioria de Espíritos imperfeitos que o habitamos, nosso orbe sofre o efeito de toda nossa esfera psíquica inferior, sofrendo abalos dos mais diversos. E com tantos Espíritos ignorantes, e muitos propriamente maus, não é de se estranhar que de tempos em tempos algo ocorra para influir sobre mudanças de comportamento. Foi assim com a AIDS. E será assim sempre que precisarmos dos grilhões da dor para nos ensinar a refrear os excessos e a ponderar nossas atitudes.
A corrupção trata-se de um mal que
infelizmente acompanha e faz parte da história mundial desde quando o ser
humano começou a se organizar em sociedade. É um termo abrangente na língua
portuguesa e culturalmente essa conduta atinge níveis absurdos entre os brasileiros,
porque a nossa sociedade é tolerante e conivente.
Busquemos o equilíbrio espiritual, que nada
mais é do que a busca permanente da Dignidade perante Deus, na Fé Raciocinada,
de amor ao próximo, de caridade, de socorro ao nosso irmão, de resistência aos
desafios que enfrentamos diariamente em relação a Moral e aos bons sentimentos,
em razão da sociedade enfraquecida que fazemos parte.
Toda ação terá uma reação, tal é a Lei de Newton,
que aplicada no plano físico rege nossas relações com o mundo.
Ensinam os Espíritos Superiores que o
progresso moral nem sempre segue o progresso intelectual. Mais vale um
analfabeto que preza a moral e a prática do bem naturalmente, do que o
intelectual voltado para o mal, e para o próprio benefício.
Perante a Moral Espírita, bem comum é
sinônimo de Caridade, e na Administração Pública é o código perfeito de
incentivo à lisura e qualidade na prestação de serviços públicos.
Precisamos estar atentos as nossas atitudes,
as nossas ações, na educação aos menores, dando exemplos de moral e firmeza.
Já dizia o espírita Chico Xavier –, ‘Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um
novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim’.
Tem jeito ainda, de políticos, funcionários
públicos, profissionais diversos que estejam envolvidos em qualquer tipo de
corrupção – mudarem de atitude e produzir ações dentro da moral contra a
corrupção e a favor da caridade.
A Moral Espírita é a Moral de Jesus, a Moral
dos bons costumes, bons sentimentos, com o objetivo do aperfeiçoamento do ser e
da dignidade espiritual perante Deus, pela prática contínua e diária do bem.

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