Caixa Escolar e UDEs
Justiça do Trabalho estabelece 90
dias para GEA rescindir contratos
Da Editoria
Próximo a completar os primeiros 30
dias (29 de novembro) dos 90 estabelecidos pela 5ª Vara do Trabalho de Macapá que atendendo ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) que a Secretaria
Estadual de Educação (SEED) demita todos os serventes, merendeiras, vigias,
auxiliares operacionais e outros profissionais contratados por caixas escolares
ou pelas unidades descentralizadas de educação (UDEs).
Cerca de três mil trabalhadores
compõem o quadro da Unidade Descentralizada de Execução da Educação (UDE). A
folha de pagamento dos trabalhadores corresponde a R$ 3 milhões mensais.
Dívida herdada
O MPT alega que foi descumprido um
acordo firmado com o governo do Estado há dois anos, quando o então gestor
Camilo Capiberibe se comprometeu a nomear servidores públicos aprovados em
concurso, contratar servidores temporários em caráter de excepcional; e não
terceirizar atividades fim da administração.
Seis meses depois do acordo, o MPT
deu mais um prazo de 180 dias para que as medidas fossem cumpridas. Os
contratos precisariam ser rescindidos, os salários pagos, assim como o FGTS.
“As audiências administrativas, no
entanto, comprovaram o descumprimento das cláusulas do termo extrajudicial, ensejando
a execução do TAC”, disse o MPT em nota.
Segundo o Ministério Público, há mais
de 2 mil trabalhadores em situação irregular. O MPT requereu à Justiça a
execução do TAC, pedindo ainda o reconhecimento do débito de R$ 22,2 milhões
“em razão do descumprimento pelo Estado das cláusulas do termo original”.
A dívida deixada pela gestão passada,
sem juros e correção monetária, totalizava R$ 117 milhões. Além dos salários
atrasados, esse valor compreende débitos com a Previdência Social, Imposto de
Renda, Férias, 13º Salário e outros direitos trabalhistas.
Logo quando assumiu o governo, o
governador Waldez Góes reuniu com os trabalhadores e parcelou a divida, pagando
de imediatos três meses. Em agosto o pagamento voltou a atrasar devido à
justiça ter bloqueado a conta da UDE por dívidas trabalhistas da antiga gestão
referentes ao ano de 2009.
Desespero
![]() |
| Presidente do Sindicato Celetista da Educação, Antônio Carlos Vasconcelos na Tribuna da ALAP |
Os servidores enquadrados
na decisão judicial estão desesperados com o eminente desemprego e tomaram as
galerias da Assembleia Legislativa na manhã da última terça-feira (10), para
buscar apoio dos deputados quanto a iminente demissão de serventes e
merendeiras.
O deputado Pedro da Lua propôs que a
única solução imediata para evitar a demissão em massa dos trabalhadores é o
governo contrata-los através de contratos administrativos enquanto organiza
concurso público para regularização da situação funcional desses milhares de
servidores. A Assembleia já autorizou o governo a proceder 2.100 contratações
administrativas e vai acompanhar o caso.


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