MUNÍCIPES INSATISFEITOS COM OS PREFEITOS
Rodolfo Juarez
A Legislação
Eleitoral, depois da reforma, deu mais tempo para os partidos políticos e os
candidatos ao cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador analisarem as
condições e se apresentarem ao eleitor.
Também deu
mais tempo para o eleitor, desde agora, começar a imaginar o administrador
ideal para os seus respectivos municípios. Afinal de contas, a grande maioria
dos atuais mandatários alega dificuldades e falta de condições para governar.
Então,
observar a situação dos que agora estão exercendo o cargo e a necessidade do
município onde irá votar nos escolhidos para a Prefeitura e para a composição
da Câmara Municipal, passa a ser uma obrigação para que os erros futuros não
comprometam as administrações futuras.
O eleitor
também é responsável.
Claro que os
partidos, os candidatos e os apoiadores também são, mas o eleitor tem o poder
de brecar qualquer candidatura que entende ruim para o momento dos municípios
no Brasil, seja pela razão que for, inclusive aquelas alegadas pelos atuais
detentores dos cargos.
Ainda há
tempo. Não é muito, mas há.
A eleição
acontecerá no dia 2 de outubro de 2016, quando haverá o primeiro turno de
votação. Caso nenhum dos candidatos alcance a maioria absoluta dos votos
válidos, então haverá segundo turno, entre os dois mais votados e está
confirmado para o dia 30 de outubro de 2016.
Atualmente
os munícipes, em regra, não estão satisfeitos com os seus prefeitos. A regra é
a reprovação das administrações, mesmo assim alguns dos atuais prefeitos estão
dispostos a concorrer à reeleição.
As notícias
mais recentes indicam dificuldades concretas. Em Macapá o prefeito autorizou
corte no próprio salário e ainda diz que tem que demitir auxiliares para poder
enquadra-se à Lei de Responsabilidade Fiscal. Em Santana, um dos vereadores
está pedindo a cassação do mandato do prefeito por não cumprir o passo-a-passou
da gestão, não prestando contas dos exercícios anteriores que já estavam sob o
seu comando.
Em verdade
os municípios estão com muitas dificuldades, mas é real que algumas dessas
dificuldades foram causadas pelos próprios administradores municipais que não
conseguiram gerir, com eficiência, os recursos que ficaram à disposição dos
atuais prefeitos em 2013 e 2014.
A safra de
problemas é abundante e a forma escolhida para resolver estes problemas não foi
a melhor, tanto que os prefeitos ou a maioria deles está encalacrada com a
respectiva prestação de contas, ou obras ou serviços precisando de ajustes,
todos os dias, para não tornar o município inviável.
A Proposta
Orçamentária para o exercício de 2016 que já deveria estar em todas as Câmaras
Municipais, ainda não estão sendo discutidas, mesmo depois de um mês inteiro
decorrido depois da data final para apresentação, pelo Executivo, à respectiva
Câmara Municipal.
O momento é
propício para que as despesas públicas, seja dos municípios, seja do Estado,
sejam vista de tal maneira a romper o
comodismo, uma espécie de desapega às tradicionais distribuições da receita
pública, sem se dar ao trabalho de encontrar limites mais adequados para a
realidade municipal e a realidade estadual.
É preciso
reinventar o Orçamento Público, que deverá ser balizado por um programa de
desenvolvimento que represente a vontade da população.
Chega de
improviso ou de repetições que não vêm dando certo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário