quinta-feira, 19 de novembro de 2015

PIONEIRISMO



Foi agraciado com a Medalha Cultural Gaspar Viana, que foi oficializada por Portaria do Ministério de Estado da Saúde do Brasil, do Estado de São Paulo, datada de 24 de abril de 1962, instituída para comemorar o Cinquentenário da descoberta da cura da LEISHMANIOSE, mediante o emprego das antimanioses pela sua grande contribuição aos estudos relativos àquela PROTOZOOSE.

Professor Reinaldo Damasceno – um pioneiro da saúde do Amapá

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Esta semana estaremos prestando um tributo a um pioneiro da Educação, da pesquisa e da saúde no Amapá. O professor Reinaldo Damasceno que desde a década de 1950 dedicou sua vida as Terras Tucujus, em sala de aula, nos laboratórios ou desbravando as matas tropicais do Amapá, pesquisando nossa biodiversidade e fornecendo informações importantíssimas para a cura da LEISHMANIOSE, sendo reconhecido o seu trabalho nacionalmente. Estudioso da etimologia e zoologia amapaense, estudando os insetos das florestas amapaenses sob todos os seus aspectos e relações com o homem, as plantas, os animais e o meio-ambiente. O amor a flora do Amapá era tão grande que morava no Bairro do Pacoval e sua residência era um verdadeiro Parque Botânico. O amor maior desse grande educador foi lecionar aos que escolheram o magistério como profissão e o tiveram como exemplo de educador, dedicado e um orientador, angariando assim o reconhecimento dos hoje professores, a maioria aposentados, que o tiveram como MESTRE.
Reinaldo Coelho

O professor e pesquisador Reinaldo Maurício Goubert Damasceno – um dos Pioneiros da Saúde do Amapá – é natural da cidade paraense de Igarapé-Açu, onde nasceu no dia 24 de julho de 1916. O mestre foi filho de Manoel Nina Damasceno e Dona Maria Luzia Golbert Damasceno. Foi casado com Dona Natalícia Menezes Damasceno.

Fez os seus primeiros estudos em sua terra natal. Com 20 anos de idade alistou-se no 22º Batalhão de Caçadores e Recrutamento de Igarapé-Açu, sendo sorteado para servir no município de Belém, foi considerado reservista de 3ª categoria, por não ter sido convocado para o serviço do Exército e relacionado no 26º Batalhão de Caçadores da Capital Paraense.

Mudou-se mais tarde para Macapá, onde prosseguiu seus estudos, concluindo o antigo curso secundário e realizando curso preparatório à carreira superior, tendo conseguido apenas estudar Biologia em Belém PA, e não completou a sua formação universitária nessa ciência.

Na cidade do Rio de Janeiro participou com grande destaque dos seguintes cursos: Formação Superior em Biologia, pelo Instituto Oswaldo Cruz; Entomologia pela Fundação ROCKFELLIR em São Paulo, onde foi agraciado com o certificado do curso livre de Entomologia Médica, pela Faculdade de Higiene e Saúde Pública da Universidade do Estado de São Paulo, onde foi classificado em 12º lugar, conseguindo na média geral 98 pontos dos 100 possíveis.

Foi agraciado com a Medalha Cultural Gaspar Viana, que foi oficializada por Portaria do Ministério de Estado da Saúde do Brasil, do Estado de São Paulo, datada de 24 de abril de 1962, instituída para comemorar o Cinquentenário da descoberta da cura da LEISHMANIOSE, mediante o emprego das antimanioses pela sua grande contribuição aos estudos relativos àquela PROTOZOOSE.

Vida no Amapá

O professor Reinaldo Damasceno retornou a Macapá em 1953, e passou a exercer as funções de entomologista de campo e zoólogo na circunscrição do Serviço Nacional da Malária e, durante o período de 1961 a 1967 foi Diretor desta Autarquia do Ministério da Saúde, em Macapá. Paralelamente com essa função, continuou com seu sonho de pesquisa em Zoologia, cujo cargo de Diretor ocupou até 29 de outubro de 1970. Aposentou-se pela SUCAM-AP, de acordo com que foi publicado no Diário Oficial da União, de 25 de Janeiro daquele ano.
Caminhão da Ex sucam


Magistério


Em 1967 entrou para o magistério secundário como contratado pelo governo do ex-Território Federal do Amapá, lecionando em vários estabelecimentos, entre os quais, o Colégio Amapaense e Instituto de Educação do Amapá.  Embora já aposentado do Serviço Nacional da Malária continuou prestando os seus serviços em pesquisas pelo interior do ex-Território. Foi acometido de mal súbito, retornando urgentemente à Macapá, onde se internou no Hospital Escola São Camilo e São Luís. Não resistindo, veio a falecer no dia 14 de agosto de 1976, vinte dias depois de ter completado 60 anos de idade. Durante sua vida de pesquisador e estudioso de Insetologia, de 1938 a 1968, publicou vários trabalhos nestes 30 anos de pesquisas científicas descrevendo 39 espécies de novos dípteros.

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