Foi agraciado com a Medalha Cultural Gaspar
Viana, que foi oficializada por Portaria do Ministério de Estado da Saúde do
Brasil, do Estado de São Paulo, datada de 24 de abril de 1962, instituída para
comemorar o Cinquentenário da descoberta da cura da LEISHMANIOSE, mediante o
emprego das antimanioses pela sua grande contribuição aos estudos relativos
àquela PROTOZOOSE.
Professor Reinaldo Damasceno – um pioneiro da saúde do
Amapá
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Esta semana estaremos prestando um tributo a
um pioneiro da Educação, da pesquisa e da saúde no Amapá. O professor Reinaldo
Damasceno que desde a década de 1950 dedicou sua vida as Terras Tucujus, em
sala de aula, nos laboratórios ou desbravando as matas tropicais do Amapá,
pesquisando nossa biodiversidade e fornecendo informações importantíssimas para
a cura da LEISHMANIOSE, sendo reconhecido o seu trabalho nacionalmente.
Estudioso da etimologia e zoologia amapaense, estudando os insetos das
florestas amapaenses sob todos os seus aspectos e relações com o homem, as
plantas, os animais e o meio-ambiente. O amor a flora do Amapá era tão grande
que morava no Bairro do Pacoval e sua residência era um verdadeiro Parque Botânico.
O amor maior desse grande educador foi lecionar aos que escolheram o magistério
como profissão e o tiveram como exemplo de educador, dedicado e um orientador, angariando
assim o reconhecimento dos hoje professores, a maioria aposentados, que o
tiveram como MESTRE.
Reinaldo Coelho
O professor e pesquisador Reinaldo Maurício
Goubert Damasceno – um dos Pioneiros da Saúde do Amapá – é natural da cidade
paraense de Igarapé-Açu, onde nasceu no dia 24 de julho de 1916. O mestre foi
filho de Manoel Nina Damasceno e Dona Maria Luzia Golbert Damasceno. Foi casado
com Dona Natalícia Menezes Damasceno.
Fez os seus primeiros estudos em sua terra
natal. Com 20 anos de idade alistou-se no 22º Batalhão de Caçadores e
Recrutamento de Igarapé-Açu, sendo sorteado para servir no município de Belém,
foi considerado reservista de 3ª categoria, por não ter sido convocado para o
serviço do Exército e relacionado no 26º Batalhão de Caçadores da Capital
Paraense.
Mudou-se mais tarde para Macapá, onde
prosseguiu seus estudos, concluindo o antigo curso secundário e realizando
curso preparatório à carreira superior, tendo conseguido apenas estudar
Biologia em Belém PA, e não completou a sua formação universitária nessa
ciência.
Na cidade do Rio de Janeiro participou com
grande destaque dos seguintes cursos: Formação Superior em Biologia, pelo
Instituto Oswaldo Cruz; Entomologia pela Fundação ROCKFELLIR em São Paulo, onde
foi agraciado com o certificado do curso livre de Entomologia Médica, pela
Faculdade de Higiene e Saúde Pública da Universidade do Estado de São Paulo,
onde foi classificado em 12º lugar, conseguindo na média geral 98 pontos dos
100 possíveis.

Foi agraciado com a Medalha Cultural Gaspar
Viana, que foi oficializada por Portaria do Ministério de Estado da Saúde do
Brasil, do Estado de São Paulo, datada de 24 de abril de 1962, instituída para
comemorar o Cinquentenário da descoberta da cura da LEISHMANIOSE, mediante o
emprego das antimanioses pela sua grande contribuição aos estudos relativos
àquela PROTOZOOSE.
Vida no Amapá
O professor Reinaldo Damasceno retornou a
Macapá em 1953, e passou a exercer as funções de entomologista de campo e
zoólogo na circunscrição do Serviço Nacional da Malária e, durante o período de
1961 a 1967 foi Diretor desta Autarquia do Ministério da Saúde, em Macapá.
Paralelamente com essa função, continuou com seu sonho de pesquisa em Zoologia,
cujo cargo de Diretor ocupou até 29 de outubro de 1970. Aposentou-se pela
SUCAM-AP, de acordo com que foi publicado no Diário Oficial da União, de 25 de
Janeiro daquele ano.
Magistério
Em 1967 entrou para o magistério secundário
como contratado pelo governo do ex-Território Federal do Amapá, lecionando em
vários estabelecimentos, entre os quais, o Colégio Amapaense e Instituto de
Educação do Amapá. Embora já aposentado
do Serviço Nacional da Malária continuou prestando os seus serviços em
pesquisas pelo interior do ex-Território. Foi acometido de mal súbito, retornando
urgentemente à Macapá, onde se internou no Hospital Escola São Camilo e São
Luís. Não resistindo, veio a falecer no dia 14 de agosto de 1976, vinte dias
depois de ter completado 60 anos de idade. Durante sua vida de pesquisador e
estudioso de Insetologia, de 1938 a 1968, publicou vários trabalhos nestes 30
anos de pesquisas científicas descrevendo 39 espécies de novos dípteros.



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