André Brito – Nadador e Maratonista
Superação física o traz de volta as
piscinas e pistas de atletismo
“Depois de 13 anos, volto a competir
pela natação do Amapá! Campeonato Máster de Natação - Amapá /Pará”.
Reinaldo Coelho
Que atire a primeira pedra o
atleta competitivo – mesmo amador – que ainda não enfrentou uma lesão em sua
vida esportiva. E, quando ela surge, o difícil é superar e voltar à ativa sem
sequelas. “O primeiro passo é a
aceitação, reconhecer que a lesão é natural e que faz parte de qualquer esporte”,
é o aconselhamento dos especialistas.
O segredo é encarar o
distanciamento das competições como uma oportunidade de cuidar do corpo, ouvi-lo
e saber o que deve ser feito para retornar ainda melhor às pistas.
Foi o que fez o nadador e
maratonista e educador físico André Brito (26), que teve uma fratura no colo do
fêmur e mesmo sofrendo o trauma durante a competição conquistou medalhas, mas o
resultado final foram três anos afastados das corridas.
“Os três anos afastado das pistas de
atletismo somam com a necessidade de dedicar-me a faculdade de Administração e
por um acidente ocorrido durante a participação em duas corridas em Belém (PA),
em 2014, quando conquistei o terceiro lugar geral e na outra o segundo lugar.
Durante a competição senti fisgadas na perna esquerda, mas fui até o fim”.
Ao voltar a Macapá e
retornar os treinamentos a dor intensificou. “Procurei atendimento e médico e foi constatada a fratura no colo do
fêmur. E o pior com um diagnóstico de que não poderia retomar a praticar o
maratonismo. Fui submetido a cirurgias às pressas e fiquei de cama 26 dias”.
A ameaça
Os presságios para o retorno
de André as pistas eram negativos, ele conta que a maioria dos médicos o
aconselhava encerrar a carreira, pois não podia mais forçar a perna fraturada.
Mas, uma voz destoante lhe
disse que era possível retomar as atividades desportivas. “O médico que me operou, Luiz Alberto, contrariando aos demais disse que
eu ia voltar a correr e ele estava certo, voltei para o atletismo, pois competi
na 1ª Corrida contra o Câncer aonde cheguei em 14º lugar geral, competindo com
mais de 1000 maratonistas”.
Coroação
Para completar e coroar o
retorno de André Brito as competições desportivas, conquistou três medalhas de
prata no último fim de semana, na Piscina Olímpica no Campeonato Máster de
Natação – Amapá /Pará.
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| A corrida foi d 5.400 km |
“Estava utilizando a natação como ferramenta de tratamento para manter o
condicionamento. Porém, menos de dois meses depois do diagnóstico da lesão, fui
convidado a integrar a equipe Máster de Natação amapaense e competiu no
Campeonato Máster de Natação – Amapá/Pará e conquiste três medalhas de prata”.
"Quando, criança pratiquei Karatê e Capoeira e, aos 12 anos comecei
a praticar natação e tive essa modalidade como pratica esportiva e competitiva.
Através da natação, que foi o inicio de tudo, conquistei mais de 200 medalhas
em diversas competições e isso me deu segurança em competir com meta certa da
vitória eu tinha que está no pódio".
Hoje, feliz com os resultados
conquistados neste retorno, André Brito é consciente de que a insegurança – ou
ansiedade – pode atrapalhar no momento final da recuperação, seja pelo medo de
uma nova lesão ou pela vontade de voltar logo às pistas.
Para os ortopedistas, o
atleta tem de entender que, embora a doença tenha sido completamente curada, o
retorno precisa ser lento e gradual até que o condicionamento físico anterior à
lesão seja alcançado.
Os especialistas reforçam
que, em geral, o corredor deve retomar os treinos em terrenos planos e macios,
além de apostar em um trabalho muscular. Então é melhor que o retorno seja estimulado
com metas realistas, sem pressa. Ao alcançar cada objetivo, o atleta terá
confiança para avançar nos treinamentos e, aos poucos, retomar as atividades.






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