sexta-feira, 13 de novembro de 2015

RETORNO



André Brito – Nadador e Maratonista
Superação física o traz de volta as piscinas e pistas de atletismo



“Depois de 13 anos, volto a competir pela natação do Amapá! Campeonato Máster de Natação - Amapá /Pará”.


Reinaldo Coelho


Que atire a primeira pedra o atleta competitivo – mesmo amador – que ainda não enfrentou uma lesão em sua vida esportiva. E, quando ela surge, o difícil é superar e voltar à ativa sem sequelas. “O primeiro passo é a aceitação, reconhecer que a lesão é natural e que faz parte de qualquer esporte”, é o aconselhamento dos especialistas.

O segredo é encarar o distanciamento das competições como uma oportunidade de cuidar do corpo, ouvi-lo e saber o que deve ser feito para retornar ainda melhor às pistas.
Foi o que fez o nadador e maratonista e educador físico André Brito (26), que teve uma fratura no colo do fêmur e mesmo sofrendo o trauma durante a competição conquistou medalhas, mas o resultado final foram três anos afastados das corridas.

“Os três anos afastado das pistas de atletismo somam com a necessidade de dedicar-me a faculdade de Administração e por um acidente ocorrido durante a participação em duas corridas em Belém (PA), em 2014, quando conquistei o terceiro lugar geral e na outra o segundo lugar. Durante a competição senti fisgadas na perna esquerda, mas fui até o fim”.

Ao voltar a Macapá e retornar os treinamentos a dor intensificou. “Procurei atendimento e médico e foi constatada a fratura no colo do fêmur. E o pior com um diagnóstico de que não poderia retomar a praticar o maratonismo. Fui submetido a cirurgias às pressas e fiquei de cama 26 dias”.

A ameaça

Os presságios para o retorno de André as pistas eram negativos, ele conta que a maioria dos médicos o aconselhava encerrar a carreira, pois não podia mais forçar a perna fraturada.

Mas, uma voz destoante lhe disse que era possível retomar as atividades desportivas. “O médico que me operou, Luiz Alberto, contrariando aos demais disse que eu ia voltar a correr e ele estava certo, voltei para o atletismo, pois competi na 1ª Corrida contra o Câncer aonde cheguei em 14º lugar geral, competindo com mais de 1000 maratonistas”.

Coroação

Para completar e coroar o retorno de André Brito as competições desportivas, conquistou três medalhas de prata no último fim de semana, na Piscina Olímpica no Campeonato Máster de Natação – Amapá /Pará.
A corrida foi d 5.400 km

Estava utilizando a natação como ferramenta de tratamento para manter o condicionamento. Porém, menos de dois meses depois do diagnóstico da lesão, fui convidado a integrar a equipe Máster de Natação amapaense e competiu no Campeonato Máster de Natação – Amapá/Pará e conquiste três medalhas de prata”.


"Quando, criança pratiquei Karatê e Capoeira e, aos 12 anos comecei a praticar natação e tive essa modalidade como pratica esportiva e competitiva. Através da natação, que foi o inicio de tudo, conquistei mais de 200 medalhas em diversas competições e isso me deu segurança em competir com meta certa da vitória eu tinha que está no pódio".  

Hoje, feliz com os resultados conquistados neste retorno, André Brito é consciente de que a insegurança – ou ansiedade – pode atrapalhar no momento final da recuperação, seja pelo medo de uma nova lesão ou pela vontade de voltar logo às pistas.

Para os ortopedistas, o atleta tem de entender que, embora a doença tenha sido completamente curada, o retorno precisa ser lento e gradual até que o condicionamento físico anterior à lesão seja alcançado.

Os especialistas reforçam que, em geral, o corredor deve retomar os treinos em terrenos planos e macios, além de apostar em um trabalho muscular. Então é melhor que o retorno seja estimulado com metas realistas, sem pressa. Ao alcançar cada objetivo, o atleta terá confiança para avançar nos treinamentos e, aos poucos, retomar as atividades.


Depois de 24 dias de cama, finalmente de pé! Obrigado Deus!

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