quinta-feira, 5 de novembro de 2015

SAÚDE EM FOCO

   


 AÇÃO CURATIVA E ANTOXIDANTE DOS BIOFLAVONÓIDES



   Os medicamentos alopáticos são obtidos por síntese com acréscimo de moléculas ou radicais nas substancias originais, o que lhes confere a ação terapêutica ou visando reduzir os efeitos adversos. Mesmo que originados de plantas não deixam de ser chamados de medicamentos alopáticos. Quando os princípios ativos são isolados de plantas medicinais, são denominados de fitofarmacos.
Somente quando os medicamentos ou produtos originados de plantas medicinais são empregados de maneira tradicional em seu extrato bruto ou fitocomplexo, sem isolamento de princípios ativos, podem ser chamados de fitoterápicos. Um dos mais promissores princípios ativos das plantas medicinais é o grupo dos flavonóides, que por possui a função de proteção contra agressões e  poluição ambiente (calor, frio, radiação, radicais livres).
Essa proteção dada às plantas pelos flavonóides decorre de sua potente ação antioxidante e inibidora de radicais livres, propriedade essa que pode ser empregada no combate e prevenção de doenças degenerativas, envelhecimento e agressões celulares. Os próprios remédios alopáticos podem funcionar como estimulantes da oxidação.
Mas para possuir essa poderosa propriedade a planta tem que ser utilizada na sua integralidade, no seu chamado “fitocomplexo”, que agirá através da ação benéfica do conjunto de componentes em harmonia e perfeita sinergia (combinando, completando e potencializando os efeitos)  
Assim como as plantas se defendem dos efeitos nocivos e desequilibrantes das radiações solares, poluição e outras agressões externas, através da produção de fito-estimulinas, fitohormonios e flavonóides, o ser humano pode utilizar essas mesmas substâncias para defender-se, tratar-se e até curar-se das doenças auto-agressivas ou degenerativas, ou retardar os efeitos do próprio envelhecimento.
Os bioflavonóides são pigmentos considerados potentes antioxidantes, capazes de reduzir ou inibir a oxidação celular, impedindo a lesão das membranas e a parede dos vasos sanguíneos (endotélio). As enfermidades que respondem aos flavonóides são as crônico-degenerativas, resultantes do contato cotidiano com os mais variados poluentes e alimentos artificiais, tais como a Diabetes II, Hipertensão, Distúrbios Circulatórios Periféricos, Tromboflebites, Varizes, etc.
O mecanismo básico de ação farmacológica seria a alteração da permeabilidade das paredes dos vasos sanguíneos e das membranas celulares, possuindo três propriedades: a) ação sobre os capilares venosos; b) ação em distúrbios cardíacos e circulatórios; c) ação antiespasmódica. Uma das variedades de bioflavonóides, as antocianidinas, encontradas na uva (Vitis vinifera) e hamamélis(H. vigininiana) e Ginkgo (G. biloba), possuem papel vasoprotetor e reduzindo a permeabilidade capilar, atenuando hemorragia, fragilidade capilar e insuficiência venosa.
Outra ação importante nas doenças degenerativas e circulatórias periféricas seria na estabilização das fibras colágenas dos vasos e do tecido conjuntivo, ajudando a circulação periférica e atuando na formação e proteção capilar. Essa propriedade é potencializada quando os flavonóides agem junto com o ácido ascórbico (Vitamina C), formando o Complexo P (citroflavonóides), que só ocorre quando a planta é usada no seu todo (fitocomplexo), como nas frutas cítricas (limão, laranja, acerola)e nas frutas vermelhas (amoras), como o Cranberry.
As plantas que possuem os flavonóides além da ação protetora dos vasos possuem outras utilidades, tais como diuréticas, antiespasmódicas, estrogênicas, hipoglicemiantes, hemostáticas, adstringente, vasoconstritora  e antiinflamatórias. Entre as plantas que se incluem nessas propriedades temos: o espinheiro-alvar (Crataegus oxyacantha), cavalinha (Equisetum arvense), urtiga (Urtica dioca), sabugueiro (Sambucus nigra), cebola. 
       JARBAS ATAÍDE, Macapá-AP, 13.10.2015, DIA DO FISIOTERAPEUTA       


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