AÇÃO CURATIVA E
ANTOXIDANTE DOS BIOFLAVONÓIDES
Os medicamentos alopáticos
são obtidos por síntese com acréscimo de moléculas ou radicais nas substancias
originais, o que lhes confere a ação terapêutica ou visando reduzir os efeitos
adversos. Mesmo que originados de plantas não deixam de ser chamados de
medicamentos alopáticos. Quando os princípios ativos são isolados de plantas
medicinais, são denominados de fitofarmacos.
Somente quando os medicamentos ou produtos originados de
plantas medicinais são empregados de maneira tradicional em seu extrato bruto
ou fitocomplexo, sem isolamento de princípios ativos, podem ser chamados de fitoterápicos. Um dos mais promissores
princípios ativos das plantas medicinais é o grupo dos flavonóides, que por possui a função de proteção contra agressões e
poluição ambiente (calor, frio,
radiação, radicais livres).
Essa proteção dada às plantas pelos flavonóides decorre
de sua potente ação antioxidante e inibidora de radicais livres, propriedade
essa que pode ser empregada no combate e prevenção de doenças degenerativas, envelhecimento
e agressões celulares. Os próprios remédios alopáticos podem funcionar como
estimulantes da oxidação.
Mas para possuir essa poderosa propriedade a planta tem
que ser utilizada na sua integralidade, no seu chamado “fitocomplexo”, que agirá através da ação benéfica do conjunto de
componentes em harmonia e perfeita sinergia (combinando, completando e potencializando
os efeitos)
Assim como as plantas se defendem dos efeitos nocivos e
desequilibrantes das radiações solares, poluição e outras agressões externas,
através da produção de fito-estimulinas, fitohormonios e flavonóides, o ser humano pode utilizar essas mesmas substâncias
para defender-se, tratar-se e até curar-se das doenças auto-agressivas ou
degenerativas, ou retardar os efeitos do próprio envelhecimento.
Os bioflavonóides são pigmentos considerados potentes
antioxidantes, capazes de reduzir ou inibir a oxidação celular, impedindo a lesão
das membranas e a parede dos vasos sanguíneos (endotélio). As enfermidades que
respondem aos flavonóides são as crônico-degenerativas, resultantes do contato
cotidiano com os mais variados poluentes e alimentos artificiais, tais como a
Diabetes II, Hipertensão, Distúrbios Circulatórios Periféricos, Tromboflebites,
Varizes, etc.
O mecanismo básico de ação farmacológica seria a
alteração da permeabilidade das paredes dos vasos sanguíneos e das membranas
celulares, possuindo três propriedades: a) ação sobre os capilares venosos; b)
ação em distúrbios cardíacos e circulatórios; c) ação antiespasmódica. Uma das
variedades de bioflavonóides, as antocianidinas, encontradas na uva (Vitis vinifera) e hamamélis(H. vigininiana) e Ginkgo (G. biloba), possuem papel vasoprotetor e
reduzindo a permeabilidade capilar, atenuando hemorragia, fragilidade capilar e
insuficiência venosa.
Outra ação importante nas doenças degenerativas e
circulatórias periféricas seria na estabilização das fibras colágenas dos vasos
e do tecido conjuntivo, ajudando a circulação periférica e atuando na formação
e proteção capilar. Essa propriedade é potencializada quando os flavonóides
agem junto com o ácido ascórbico
(Vitamina C), formando o Complexo P (citroflavonóides), que só ocorre
quando a planta é usada no seu todo (fitocomplexo), como nas frutas cítricas
(limão, laranja, acerola)e nas frutas vermelhas (amoras), como o Cranberry.
As plantas que possuem os flavonóides além da ação
protetora dos vasos possuem outras utilidades, tais como diuréticas,
antiespasmódicas, estrogênicas, hipoglicemiantes, hemostáticas, adstringente,
vasoconstritora e antiinflamatórias.
Entre as plantas que se incluem nessas propriedades temos: o espinheiro-alvar (Crataegus oxyacantha), cavalinha (Equisetum arvense), urtiga (Urtica dioca), sabugueiro (Sambucus nigra), cebola.
JARBAS
ATAÍDE, Macapá-AP, 13.10.2015, DIA DO FISIOTERAPEUTA
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