Descuidos
Como todo mês de agosto, que marca o aniversário de minha amada mãe, estou no Sul, curtindo essa confraternização abençoada e aquele friozinho minuano, lembrei de um artigo que escrevi a alguns anos e que fala das inquietações da sociedade, num mundo de atrocidades, covardia e ingratas surpresas.
Já faz tempo que venho percebendo o ‘Meio do Mundo’ agitado,
afeito a malvadezas e atos violentos, como a chacina cruel contra uma mãe e
seus filhos, ocorrida em 2015. Logo num lugar abençoado, que me acolheu e, onde
tenho agradecido, por não ter que viver aos sobressaltos, com receio do meu
próximo e da própria sombra, como tem se notado em outros lugares.
O Mundo está cheio de turbulências, que estimula o homem a
progredir. O hoje nos parece ruim, amanhã veremos que foi a nossa salvação. Dor
e sofrimento é parte da vida de cada um. Na dor se conhece o amor, no
sofrimento a compaixão. Porém, são mais fáceis de vencer, com a ajuda de Deus.
O que está nos faltando? Porque esse desprezo a vida?
Se nos foi dada a oportunidade de aprender a ler, porque
esquecemos de amparar o que ainda não se alfabetizou. Se nos é peculiar a palavra
esclarecida, porque não ajudar ao companheiro, ensinando-lhe a ciência da frase
correta e expressiva.
Não é justo desfrutarmos do equilíbrio orgânico, desprezando a
possibilidade de auxiliar o doente. Porque não suportar com paciência o infeliz
que ainda não se abriu a mínima noção de responsabilidade perante o Criador, se
tivemos a chance de acender uma luz de fé no nosso próprio espírito?
Se possuímos recursos para trabalhar, tentemos conduzir o irmão
menos ajustado ao serviço. Mesmo que já tenhamos conseguido cultivar a
humildade não nos afastemos do orgulhoso, induzindo-o ao reajuste.
A vida não nos reclama sacrifício integral, em favor dos outros, mas em nosso próprio benefício, portanto não desdenhemos fazer alguma coisa na extensão da felicidade comum.
A vida não nos reclama sacrifício integral, em favor dos outros, mas em nosso próprio benefício, portanto não desdenhemos fazer alguma coisa na extensão da felicidade comum.
Na verdade, a Terra, mãe de todos os homens, está necessitando ser
acariciada pelos filhos que, até o presente momento, somente a têm tratado com
desdém e ingratidão, em tremendo processo de ‘vampirismo’ que a esgota nas
energias que lhe são vitais. E, o individualismo, a cobiça desenfreada, o
orgulho e a inveja tem promovido a desunião geral entre os Homens.
Não nos esqueçamos de que a tolerância é uma virtude preciosa em
um mundo cheio de facetas e que a consciência tranquila constitui o maior tesouro
que se pode possuir.
Tentemos um basta a violência, começando em casa com os mais
próximos.
Fez-me lembrar de uma sugestão de Emmanuel, via Chico Xavier...
“Incompreensivelmente,
muitas escolas religiosas, através de seus expositores, relegam o homem à
esfera de miserabilidade absoluta. Púlpitos, tribunas, praças, livros e
jornais estão repletos de tremendas acusações. Os filhos da Terra são
categorizados à conta de réus da pena última.
Ninguém contesta que o homem, na condição de aluno em crescimento na Sabedoria Universal, tem errado em todos os tempos; ninguém ignora que o crime ainda obceca, muitas vezes, o pensamento das criaturas terrestres; entretanto, é indispensável restabelecer a verdade essencial.
Se muitas almas permanecem caídas, Deus lhes renova, diariamente,
a oportunidade de reerguimento. Além disso, o Evangelho é o roteiro do otimismo divino. Paulo, em sua epístola aos romanos, confere aos homens, com justiça, o título de herdeiros do Pai e coerdeiros de Jesus.
Por que razão se dilataria a paciência do Céu para conosco, se nós, trabalhadores encarnados e desencarnados da Terra, não passássemos de seres desventurados e inúteis? Seria justa a renovação do ensejo de aprimoramento a criaturas irremediavelmente malditas?
É necessário fortalecer a fé sublime que elevamos ao Alto, sem nos esquecermos de que o Alto deposita santificada fé em nós. Que a Humanidade não menospreze a esperança.
Não somos fantasmas de penas eternas e sim herdeiros da Glória
Celestial, não obstante nossas antigas imperfeições. O imperativo de felicidade, porém, exige que nos eduquemos, convenientemente, habilitando-nos à posse morredoura da herança divina.
Olvidemos o desperdício da energia, os caprichos da infância espiritual e cresçamos, para ser, com o Pai, os tutores de nós mesmos”.
Ninguém contesta que o homem, na condição de aluno em crescimento na Sabedoria Universal, tem errado em todos os tempos; ninguém ignora que o crime ainda obceca, muitas vezes, o pensamento das criaturas terrestres; entretanto, é indispensável restabelecer a verdade essencial.
Se muitas almas permanecem caídas, Deus lhes renova, diariamente,
a oportunidade de reerguimento. Além disso, o Evangelho é o roteiro do otimismo divino. Paulo, em sua epístola aos romanos, confere aos homens, com justiça, o título de herdeiros do Pai e coerdeiros de Jesus.
Por que razão se dilataria a paciência do Céu para conosco, se nós, trabalhadores encarnados e desencarnados da Terra, não passássemos de seres desventurados e inúteis? Seria justa a renovação do ensejo de aprimoramento a criaturas irremediavelmente malditas?
É necessário fortalecer a fé sublime que elevamos ao Alto, sem nos esquecermos de que o Alto deposita santificada fé em nós. Que a Humanidade não menospreze a esperança.
Não somos fantasmas de penas eternas e sim herdeiros da Glória
Celestial, não obstante nossas antigas imperfeições. O imperativo de felicidade, porém, exige que nos eduquemos, convenientemente, habilitando-nos à posse morredoura da herança divina.
Olvidemos o desperdício da energia, os caprichos da infância espiritual e cresçamos, para ser, com o Pai, os tutores de nós mesmos”.

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