A REFORMA POLÍTICA E A ATUALIDADE
Rodolfo Juarez
Em épocas
de “salve-se quem puder” os políticos acabam sendo ainda mais inventivos e
atrevidos, tendo como único objetivo manter-se com mandato e, se possível, na
área de influência do Poder.
A Reforma
Política que está sendo trabalhada na Câmara Federal está se tornando um
labirinto onde só as “raposas” da política saberiam caminhar. E estamos apenas
a menos de dois meses para que as regras sejam definidas com validade para as
eleições de 7 de outubro de 2018.
O cuidado
como estão sendo colocadas as palavras no texto que pretendem aprovar, em dois
turnos, na Câmara e dois turnos no Senado, com quorum qualificado, precisam ser
bem entendidas. As barreiras estão sendo propostas para que os que atuais
detentores de mandato assim continuem.
A criação
do “distritão” e o aumento do financiamento público de campanha são dois pontos
que, possivelmente não terão problemas para serem aprovados por aqueles que,
hoje, detêm o mandato parlamentar.
São
regras que dificultam a ação do eleitor. São equações complicadas que precisam
ser resolvidas e que estarão confundindo a cabeça de todos, devido a
dificuldade que têm os partidos, em suas bases estaduais e municipais, para
explicar o que realmente está acontecendo.
Falo dos
partidos que têm nesse momento, maior número de parlamentares nas casas
congressuais em Brasília. Os “nanicos” continuarão com a sua missão, quase
inglória, de fragilizar a democracia pelo favorecimento que permite aos
partidos considerados grandes, a fazer a “democracia” que lhes interessam.
É uma
pena que as eleições no Brasil sejam realizadas nestas bases, pois, assim, as
modificações que muitos pregam e até querem, não têm chances de serem
conseguidas em conquistas tão densas quando o momento precisa.
Ora,
daqui a 50 dias as regras deverão estar, todas elas, aprovadas.
Até agora
permanecem em “fogo brando” deixando a decisão para última hora e, assim,
definir apenas os pontos que interessam a poucos, ficando a maioria sem sequer
entender o quanto parcial e contra os interesses coletivos foram tomadas.
A
população, o eleitor e a imprensa clamam por mudanças radicais nas
representações que o eleitor manda para as cadeiras em Brasília e, também para
as assembleias legislativas, os comandos dos governos e o senado, mas com esses
freios de mão puxados, sem tempo para que as regras sejam compreendidas por
todos, esse clamor não será atendido.
Aliás, as
eleições suplementares que estão em andamento no Estado do Amazonas é um
retrato disso: os dois candidatos que se habilitaram para concorrer em segundo
turno de votação são duas daquelas “raposas” que são “repudiadas” e que, na
hora do voto, têm a preferência do eleitor.
Isso
indica que a eleição será para os mesmos e, aqui e acolá, em casos bem
específicos, aqueles que são indesejados como candidatos ou eleitos, durante o
período que não seja de eleição, são aqueles que estarão, no período da
eleição, vencendo as disputas para os principais cargos decorrentes de mandatos
eletivos.
Mesmo com
esse cenário e com os primeiros sintomas demonstrados pelos eleitores
amazonenses, ainda há quem acredite em mudanças radicais em 2018,
principalmente nos parlamentos.
O eleitor
se puder, - e se os candidatos deixarem -, poderá mudar essa história, mas é
preciso saber que muitos políticos, com e sem mandado, “remam” em outra
direção.

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