Iluminação Pública
Sai a CEA entra a
PMM, nada muda!
Reinaldo Coelho
A gestão de
Clécio Luís (REDE) tem uma mania, prometer o que não pode cumprir. Desta vez
foi com referência a iluminação pública de Macapá, que passou a ser gerida pelo
município, após assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC)
com intermediação do Ministério Público do Estado, no dia 10 de março deste
ano.
Uma das
primeiras decisões que o atual prefeito tomou após o ato e que adora cometer,
foi contratar em caráter emergencial, ou seja sem licitação, uma empresa
para executar os serviços. De acordo com a prefeitura a empresa
tem experiência e já cuida de sistemas em grandes capitais como Salvador (BA).
E a promessa
veio logo em seguida, “A meta é revitalizar todos
os pontos de iluminação que estão apagados num período de 6 meses. A estimativa
é de 60% das luminárias não estejam funcionando”.
Com todo o
sistema mediático da prefeitura, estardalhaço nos meios de comunicação a
prefeitura iniciou em maio a recuperação da iluminação pública pela orla de
Macapá, e foi bem escolhida pois o local é um dos cartões postais da
cidade, para iniciar o trabalho de recuperação e iluminada, fará a população
esquecer a periferia na escuridão. Logico com vinculação de publicidade
institucional elogiando o feito e as promessas de Macapá Luz seria a magia do
novo mandato de Clécio Luís.
Recursos
A CEA repassou no ato da assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta cerca de R$ 600 mil
ao município, mas atrasou o pagamento da segunda parcela da taxa de iluminação
pública referente a abril, o que causou um princípio de crise na relação entre
a PMM e a companhia.
Essas falhas financeiras irão prejudicar as
ações de reposição de 250 pontos de luz nos bairros da periferia, principalmente
nos locais onde existe perigo eminente, grande trafegabilidade e os que possuem
maior números de lâmpadas apagadas.
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| Clécio e representantes da CEA no MP, acordo proporcionou a transferência do sistema para a prefeitura |
O prefeito que assumiu diretamente o comando
dos serviços do Macapá Luz, não pode culpar ninguém pelo não cumprimento das
metas por ele estabelecidas. Esse projeto vem andando deste do primeiro mandato
de Clécio Luís, e incrível, que assim mesmo as decisões são erradas.
No
primeiro mandato, havia uma corrente dentro da prefeitura que defendia a
criação de um novo órgão apenas para tocar o projeto da iluminação. Clécio
optou pela alternativa mais barata, que foi passar os serviços para
responsabilidade da Semob, que não dá conta das atividades que lhe são
inerentes, asfaltar, tapar buraco e agora iluminar Macapá.
Critérios usados pela
PMM não agrada cidadão
Passados cinco meses da execução dos serviços, a cidade continua com as
problemáticas, agravadas pelo péssimo posteamento a CEA mantém e alguns
bairros, principalmente da periferia, continuam sofrendo com a falta do serviço
que é cobrado na conta de energia elétrica.
Um dos locais que predomina a escuridão é nos arredores do Sambódromo
favorecendo ação dos assaltantes. Os pedestres e moradores que precisam
passar pela avenida Ivaldo Veras e suas adjacências, situadas no bairro Zerão,
zona sul, têm sofrido sérios riscos ocasionados pela falta de iluminação
pública. Muitos assaltos ocorrem a partir do final da tarde.
A moradora Estela Pantoja, 25 anos, foi abordada por dois rapazes que
rodavam na área de bicicleta. Mostraram uma faca e ameaçaram agredi-la caso não
desse a bolsa e o celular. “Assalto nessa rua é muito frequente. Todos os dias,
quando vou para o trabalho, me deparo com pessoas falando que foram abordadas
por ladrões que tomaram bolsas e celulares”, reclamou.
Os assaltos são consequências da falta de segurança no local. Situação
que piora ainda mais com a escuridão. De acordo com o repasse oficial da
iluminação pública da cidade para a Prefeitura de Macapá, as coisas não eram
para estar dessa forma. Todos os bairros estão sofrendo o mesmo problema e tem
piorado nos últimos meses.
Na avenida Francisco Alves Correia, entre os bairros Jardim Felicidade
II com o Novo Horizonte, a iluminação pública já não existe. A maioria das
lâmpadas dos postes já não funciona. Devido ao abandono, até mesmo a parte em
que se acopla a lâmpada estão se soltando.
Os munícipes macapaenses estão questionando os critérios que a prefeitura,
adotou pelo Programa Macapá Luz, para recuperar as luminárias apagadas da
cidade. Um exemplo é o bairro Beirol, que já recebeu o serviço. No bairro tem o
quartel da Polícia Militar, já no Congós, está desguarnecido, a base da PM está
desativada há muito tempo”, finalizou.
Segundo denúncias, a falta de luminária no Congós vai desde a Unidade
Básica de Saúde (UBS), até o terminal de ônibus, no final do bairro. Os
moradores reclamam que há três anos não é feito nenhum serviço de manutenção ou
reparo nos postes e lâmpadas do bairro.
Congós é considerado o bairro mais violento de Macapá. Cerca de 30 mil
moradores se trancam em suas casas com medo de circular pelas ruas do bairro
durante a noite. A população inteira está acuada com medo de ser assaltada, as
vítimas são comerciantes, moto-táxis, vendedores ambulantes, salão de beleza e
bares, com a iluminação pública, esta falta de segurança seria amenizada.


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