sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Iluminação Pública

Iluminação Pública
Sai a CEA entra a PMM, nada muda!
 

 Reinaldo Coelho

 

A gestão de Clécio Luís (REDE) tem uma mania, prometer o que não pode cumprir. Desta vez foi com referência a iluminação pública de Macapá, que passou a ser gerida pelo município, após assinatura   de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com intermediação do Ministério Público do Estado, no dia 10 de março deste ano.

Uma das primeiras decisões que o atual prefeito tomou após o ato e que adora cometer, foi contratar em caráter emergencial, ou seja sem licitação, uma empresa para executar os serviços. De acordo com a prefeitura a empresa tem experiência e já cuida de sistemas em grandes capitais como Salvador (BA).

E a promessa veio logo em seguida, A meta é revitalizar todos os pontos de iluminação que estão apagados num período de 6 meses. A estimativa é de 60% das luminárias não estejam funcionando”.

Com todo o sistema mediático da prefeitura, estardalhaço nos meios de comunicação a prefeitura iniciou em maio a recuperação da iluminação pública pela orla de Macapá, e foi bem escolhida pois o local é um dos cartões postais da cidade, para iniciar o trabalho de recuperação e iluminada, fará a população esquecer a periferia na escuridão. Logico com vinculação de publicidade institucional elogiando o feito e as promessas de Macapá Luz seria a magia do novo mandato de Clécio Luís. 

Recursos
A CEA repassou no ato da assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta cerca de R$ 600 mil ao município, mas atrasou o pagamento da segunda parcela da taxa de iluminação pública referente a abril, o que causou um princípio de crise na relação entre a PMM e a companhia.
Essas falhas financeiras irão prejudicar as ações de reposição de 250 pontos de luz nos bairros da periferia, principalmente nos locais onde existe perigo eminente, grande trafegabilidade e os que possuem maior números de lâmpadas apagadas.

Clécio e representantes da CEA no MP, acordo proporcionou a transferência do sistema para a prefeitura
O prefeito que assumiu diretamente o comando dos serviços do Macapá Luz, não pode culpar ninguém pelo não cumprimento das metas por ele estabelecidas. Esse projeto vem andando deste do primeiro mandato de Clécio Luís, e incrível, que assim mesmo as decisões são erradas.
 No primeiro mandato, havia uma corrente dentro da prefeitura que defendia a criação de um novo órgão apenas para tocar o projeto da iluminação. Clécio optou pela alternativa mais barata, que foi passar os serviços para responsabilidade da Semob, que não dá conta das atividades que lhe são inerentes, asfaltar, tapar buraco e agora iluminar Macapá.

Critérios usados pela PMM não agrada cidadão
Passados cinco meses da execução dos serviços, a cidade continua com as problemáticas, agravadas pelo péssimo posteamento a CEA mantém e alguns bairros, principalmente da periferia, continuam sofrendo com a falta do serviço que é cobrado na conta de energia elétrica.
Um dos locais que predomina a escuridão é nos arredores do Sambódromo favorecendo ação dos assaltantes. Os pedestres e moradores que precisam passar pela avenida Ivaldo Veras e suas adjacências, situadas no bairro Zerão, zona sul, têm sofrido sérios riscos ocasionados pela falta de iluminação pública. Muitos assaltos ocorrem a partir do final da tarde.
A moradora Estela Pantoja, 25 anos, foi abordada por dois rapazes que rodavam na área de bicicleta. Mostraram uma faca e ameaçaram agredi-la caso não desse a bolsa e o celular. “Assalto nessa rua é muito frequente. Todos os dias, quando vou para o trabalho, me deparo com pessoas falando que foram abordadas por ladrões que tomaram bolsas e celulares”, reclamou.
Os assaltos são consequências da falta de segurança no local. Situação que piora ainda mais com a escuridão. De acordo com o repasse oficial da iluminação pública da cidade para a Prefeitura de Macapá, as coisas não eram para estar dessa forma. Todos os bairros estão sofrendo o mesmo problema e tem piorado nos últimos meses.
Na avenida Francisco Alves Correia, entre os bairros Jardim Felicidade II com o Novo Horizonte, a iluminação pública já não existe. A maioria das lâmpadas dos postes já não funciona. Devido ao abandono, até mesmo a parte em que se acopla a lâmpada estão se soltando.
Os munícipes macapaenses estão questionando os critérios que a prefeitura, adotou pelo Programa Macapá Luz, para recuperar as luminárias apagadas da cidade. Um exemplo é o bairro Beirol, que já recebeu o serviço. No bairro tem o quartel da Polícia Militar, já no Congós, está desguarnecido, a base da PM está desativada há muito tempo”, finalizou.
Segundo denúncias, a falta de luminária no Congós vai desde a Unidade Básica de Saúde (UBS), até o terminal de ônibus, no final do bairro. Os moradores reclamam que há três anos não é feito nenhum serviço de manutenção ou reparo nos postes e lâmpadas do bairro.
Congós é considerado o bairro mais violento de Macapá. Cerca de 30 mil moradores se trancam em suas casas com medo de circular pelas ruas do bairro durante a noite. A população inteira está acuada com medo de ser assaltada, as vítimas são comerciantes, moto-táxis, vendedores ambulantes, salão de beleza e bares, com a iluminação pública, esta falta de segurança seria amenizada.


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