sábado, 30 de setembro de 2017

MPE/AP

Força-tarefa do MP vai apurar conflitos agrários e atuação da Amcel
 
Uma força-tarefa composta por sete promotores de Justiça vai apurar os conflitos agrários existentes na região dos municípios de Porto Grande, Ferreira Gomes, Tartarugalzinho, Amapá e Calçoene. A decisão foi tomada no último dia 18 de setembro, pelo procurador-geral de Justiça, Marcio Augusto Alves.
A comissão é formada pelos promotores Ivana Cei, Wueber Penafort, Neuza Barbosa Leite, Christie Girão, Manoel Júnior, Saullo Andrade e Eduardo Fernandes de Pinho. A coordenação das ações está a cargo da promotora Ivana Cei, conforme estabelece a portaria n° 0485/2017.
A iniciativa de montar a força-tarefa levou em consideração as informações colhidas durante a correição ordinária realizada na Promotoria de Justiça de Tartarugalzinho, solicitando a formação de um grupo para enfrentamento de conflitos agrários existentes no Amapá.
O expediente informa, ainda, sobre a existência de conflitos agrários nos municípios de Porto Grande, Ferreira Gomes, Tartarugalzinho, Amapá e Calçoene, com destruição de plantações e de casas, além de ameaças aos agricultores e moradores da região.
Outro ponto que levou à formação da força-tarefa foi a indicação da existência de eventuais irregularidades nas matrículas de imóveis na região dos conflitos agrários, assim como o procedimento administrativo 0000528-39.2015.8.03.0005, que objetiva o bloqueio e a anulação dos registros de imóveis e das respectivas matrículas e averbações em nome da empresa Amcel (Amapá Florestal e Celulose S.A.). "Considerando a complexidade do caso e a necessidade de ações conjuntas e coordenadas por parte do Ministério Público envolvendo as Promotorias de Justiça dos municípios, resolvo designar os promotores para apuração", diz parte da portaria.
Os negócios da empresa no Amapá englobam, aproximadamente, 67 mil hectares de florestas plantadas de pinus e de eucalipto nos municípios amapaenses de Santana, Tartarugalzinho, Porto Grande, Ferreira Gomes, Macapá e Itaubal do Piririm, além da produção de cavacos e biomassa

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