sexta-feira, 22 de setembro de 2017

SAÚDE EM FOCO

ESTUDOS COMPROVAM AÇÃO DAS PLANTAS NAS DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS
        No último modulo do curso que fiz em agosto de 2017 na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, tirei fotos de alguns pôsteres de estudantes de Medicina falando dos resultados de pesquisas do efeito neuroprotetor e antioxidante dos flavonoides. Lembrei-me do artigo “Efeito Curativo e Antioxidante dos Bioflavonóides”, publicado por mim no TA em 13.10.2015.
        A ação farmacológica dos flavonoides, presente nas plantas, possuem três propriedades: a) ação sobre os capilares venosos; b) ação em distúrbios cardíacos e circulatórios; c) ação antiespasmódica. Possuem papel vasoprotetor e reduzindo a permeabilidade capilar, atenuando hemorragia, fragilidade capilar e insuficiência venosa.
       A maioria dessas plantas é antioxidante, cujos compostos fenólicos constituem o principal grupo e entre estes os flavonoides, encontrados em plantas, frutos e grãos comestíveis. Eles possuem propriedades medicinais e farmacológicas já estudadas, tais como anti-inflamatórios, antibacterianos, antivirais, antialérgicos e antitumorais, além das propriedades antioxidantes. 
       As plantas que possuem os flavonóides além da ação protetora dos vasos possuem outras utilidades, tais como diuréticas, antiespasmódicas, estrogênicas, hipoglicemiantes, hemostáticas, adstringente, vasoconstritora e anti-inflamatórias.
      Voltando a falar sobre os estudos contidos nos pôsteres, encontrei um que me chamou a atenção: “ Potencial de Prevenção dos Flavonoides em Doenças Neurovegetativas: revisão baseada em nível de evidencias”. Nele, os resultados mostraram a propriedade antioxidante (contra radicais livres, ativação de enzimas), peroxidação lipídica, redução da neuro-inflamação e controle de morte celular, atuando inclusive nas demências, como o Alzheimer e Doença de Parkinson.
     O estudo conclui que “ os flavonoides apresentam grande potencial neuroprotetor , com  atuação em diversas vias ...neuronais por meio de mecanismos  antioxidantes e antinflamatórios,...importante alternativa terapêutica nas doenças neurodegenerativas...como Alzheimer e Parkinson”. (Santana MG et al, 2017).
     Relembrando o artigo de minha autoria de 2015, digo que os Bioflavonóides são potentes antioxidantes, capazes de reduzir ou inibir a oxidação celular, impedindo a lesão das membranas e a parede dos vasos sanguíneos (endotélio). Cito seus efeitos em outras doenças, tais como a Diabetes II, Hipertensão, Distúrbios Circulatórios Periféricos, Tromboflebites, Varizes, etc.
        O mecanismo básico e ação farmacológica seria atuar nas paredes dos vasos sanguíneos e das membranas celulares, com três propriedades: a) ação sobre os capilares venosos; b) ação em distúrbios cardíacos e circulatórios; c) ação antiespasmódica. Uma das variedades de bioflavonóides, as antocianidinas são encontradas na uva (Vitis vinifera), hamamélis(H. vigininiana) e Ginkgo (G. biloba), possuindo  papel vasoprotetor na fragilidade capilar e insuficiência venosa.

         

        Outra ação importante nas doenças degenerativas e circulatórias periféricas seria na estabilização das fibras colágenas dos vasos e do tecido conjuntivo, ajudando a circulação periférica  e proteção capilar. Essa propriedade é potencializada quando os flavonóides agem junto com o ácido ascórbico (Vitamina C), formando o Complexo P (citroflavonóides), que só ocorre quando a planta é usada no seu todo (fitocomplexo), como nas frutas cítricas (limão, laranja, acerola) e nas frutas vermelhas (amoras), como o Cranberry.
        Mas para obtermos os benefícios dos flavonoides precisamos não apenas comer as frutas aleatoriamente e usar de maneira indiscriminada as plantas. Precisamos da orientação e prescrição criteriosa de profissionais, que possam dar um diagnóstico correto e saber a utilização certa das plantas e suplementos que os contenham. Macapá-AP, 18.09.2017, JARBAS ATAÍDE.
      




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