Energia Elétrica
Consumidor amapaense paga a conta da
privatização
As promessas de queda no valor da energia
elétrica com a federalização da CEA e da construção de duas hidroelétricas no
Amapá, foram por água abaixo, os aumentos estão vindos em cascatas e estão
dando choques no consumidor.
Reinaldo Coelho
O anúncio da privatização da
Eletrobras deve ter impacto significativo e duradouro para os consumidores do
Amapá e deverá sair mais cara do que se imaginava, pois além da estatal
nacional que é a responsável no Estado pelo fornecimento da energia elétrica os
amapaenses irão perder a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), que será
vendida pelo governo federal juntamente com outras concessionárias.
O principal objetivo dessas
privatizações é fazer caixa para diminuir o déficit nas contas públicas, que
deve ser de R$ 159 bilhões tanto em 2017 quanto em 2018. Os
seis estados atendidos diretamente pela Eletrobrás, que reúnem 12 milhões de
habitantes, seriam diretamente afetados, mas como a estatal também vende
energia para distribuidoras de todo o país, a população inteira deverá sofrer
as consequências de um aumento as tarifas.
E o consumidor vai pagar
essa conte e os amapaenses ainda mais, pois para piorar a situação, a conta de
energia elétrica do amapaense, vai subir 11,8%. O reajuste, já autorizado pela
Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) poderá ser feito a qualquer
momento. E na última semana recebemos mais uma péssima notícia da Aneel, a conta
de luz de outubro terá bandeira vermelha, com cobrança extra mais alta. É pouco
o quer mais.
Bandeira Vermelha
Agência
Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a bandeira tarifária das
contas de luz em outubro será a vermelha patamar 2. A tarifa é a mais cara do
modelo e representa a cobrança de taxa extra de R$ 3,50 a cada 100
Quilowatt-hora (kWh) consumidos. Em setembro, a bandeira tarifária das contas
de luz foi a amarela, com taxa extra de R$ 2 para cada 100 kWh de energia
consumidos.
Segundo o diretor-presidente da Aneel, Romeu
Rufino, a decisão foi tomada devido à baixa vazão das hidrelétricas, porque as
chuvas em setembro ficaram abaixo da média. “Em função do regime hidrológico
muito crítico, este setembro foi o pior mês de setembro, do ponto de vista da
vazão, da série histórica do setor elétrico”.
Apesar do alerta, Rufino disse que não há risco para o abastecimento de
eletricidade.
Desde que a bandeira vermelha passou a ter
dois patamares, 1 e 2, em janeiro de 2016, esta é a primeira vez que o nível
mais alto é acionado. A tarifa extra mais alta se deve à necessidade de operar
mais usinas térmicas, cujo custo de produção da energia é mais alto que a da
produzida nas hidrelétricas.
Na semana passada, o Comitê de Monitoramento
do Setor Elétrico (CMSE), ligado ao Ministério de Minas e Energia, havia
decidido não acionar as usinas termelétricas mais caras, o chamado “despacho
fora da ordem de mérito” mas aprovou, se necessário, o aumento da importação de
energia elétrica da Argentina e do Uruguai “na medida em que for possível”.
Na reunião, o CMSE também decidiu retomar a
operação de três usinas termelétricas que estão paradas. Segundo o comitê, as
usinas de Araucária, Cuiabá e Termonorte II “são capazes de produzir energia a
preços mais competitivos se comparados com os de outras usinas térmicas.”
Economia de energia
Além disso, a Aneel também realizará uma
campanha de conscientização do uso da energia elétrica. Entre as recomendações
que a agência fará, estão a de usar a temperatura morna do chuveiro e tomar
banhos mais curtos, de até cinco minutos; diminuir ao máximo a utilização de
ar-condicionado e não deixar portas e janelas abertas em ambientes com o
equipamento; não colocar alimentos quentes e deixar a porta da geladeira aberta
apenas o tempo que for necessário; e utilizar iluminação natural ou lâmpadas
econômicas, além de apagar a luz ao sair de um cômodo.
O Consumidor paga pelos erros da União
Como sempre os gestores que erram em suas
decisões populistas ou politiqueiras, repassam as contas desses erros para o
brasileiro, que além dos altos impostos que paga obrigatoriamente, tem de arcas
com taxas altíssimas de produtos e serviços considerados essenciais para seu
dia a dia, caso da energia elétrica.
A ex-presidente Dilma Rousseff em um arroubo
que lhe é peculiar decidiu, de olho na reeleição de 2014, alterar o marco
regulatório do setor elétrico e retirou encargos da tarifa de energia. Isso
permitiu, em 2013, a redução de cerca de 20% na conta de energia elétrica para
os domicílios e para a indústria.
Mas, em 2015, o governo percebeu que não
tinha dinheiro para manter os subsídios à tarifa. Então veio o reajuste, com um
aumento de mais de 50% na conta de luz.
De acordo com a decisão da Aneel a primeira
parcela deve ser de R$ 10,8 bilhões. Ou seja, em 2017, as contas de luz já
estão chegando às casas e às empresas com um aumento médio de 7,17%. E para os amapaenses mais a bandeira vermelha
e 11,08% de reajuste.
Perdemos a CEA, a Eletrobrás e estamos
pagando um empréstimo bilionário para quitar a dívida da estatal amapaense com
a União, para federalizar e nada disso se concretizou, ao contrário o Amapá
está pagando o BNDES e continuamos endividado com a CEA, que está aumentando as
taxas para recuperar esses recursos. Uma decisão de nosso governador
socialista.


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