sábado, 14 de outubro de 2017

Energia Elétrica

Energia Elétrica
Consumidor amapaense paga a conta da privatização






As promessas de queda no valor da energia elétrica com a federalização da CEA e da construção de duas hidroelétricas no Amapá, foram por água abaixo, os aumentos estão vindos em cascatas e estão dando choques no consumidor.

Reinaldo Coelho


O anúncio da privatização da Eletrobras deve ter impacto significativo e duradouro para os consumidores do Amapá e deverá sair mais cara do que se imaginava, pois além da estatal nacional que é a responsável no Estado pelo fornecimento da energia elétrica os amapaenses irão perder a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), que será vendida pelo governo federal juntamente com outras concessionárias.

O principal objetivo dessas privatizações é fazer caixa para diminuir o déficit nas contas públicas, que deve ser de R$ 159 bilhões tanto em 2017 quanto em 2018. Os seis estados atendidos diretamente pela Eletrobrás, que reúnem 12 milhões de habitantes, seriam diretamente afetados, mas como a estatal também vende energia para distribuidoras de todo o país, a população inteira deverá sofrer as consequências de um aumento as tarifas.
E o consumidor vai pagar essa conte e os amapaenses ainda mais, pois para piorar a situação, a conta de energia elétrica do amapaense, vai subir 11,8%. O reajuste, já autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) poderá ser feito a qualquer momento. E na última semana recebemos mais uma péssima notícia da Aneel, a conta de luz de outubro terá bandeira vermelha, com cobrança extra mais alta. É pouco o quer mais.
Bandeira Vermelha
 Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a bandeira tarifária das contas de luz em outubro será a vermelha patamar 2. A tarifa é a mais cara do modelo e representa a cobrança de taxa extra de R$ 3,50 a cada 100 Quilowatt-hora (kWh) consumidos. Em setembro, a bandeira tarifária das contas de luz foi a amarela, com taxa extra de R$ 2 para cada 100 kWh de energia consumidos.

Segundo o diretor-presidente da Aneel, Romeu Rufino, a decisão foi tomada devido à baixa vazão das hidrelétricas, porque as chuvas em setembro ficaram abaixo da média. “Em função do regime hidrológico muito crítico, este setembro foi o pior mês de setembro, do ponto de vista da vazão, da série histórica do setor elétrico”.  Apesar do alerta, Rufino disse que não há risco para o abastecimento de eletricidade.

Desde que a bandeira vermelha passou a ter dois patamares, 1 e 2, em janeiro de 2016, esta é a primeira vez que o nível mais alto é acionado. A tarifa extra mais alta se deve à necessidade de operar mais usinas térmicas, cujo custo de produção da energia é mais alto que a da produzida nas hidrelétricas.

Na semana passada, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), ligado ao Ministério de Minas e Energia, havia decidido não acionar as usinas termelétricas mais caras, o chamado “despacho fora da ordem de mérito” mas aprovou, se necessário, o aumento da importação de energia elétrica da Argentina e do Uruguai “na medida em que for possível”.

Na reunião, o CMSE também decidiu retomar a operação de três usinas termelétricas que estão paradas. Segundo o comitê, as usinas de Araucária, Cuiabá e Termonorte II “são capazes de produzir energia a preços mais competitivos se comparados com os de outras usinas térmicas.”

Economia de energia

Além disso, a Aneel também realizará uma campanha de conscientização do uso da energia elétrica. Entre as recomendações que a agência fará, estão a de usar a temperatura morna do chuveiro e tomar banhos mais curtos, de até cinco minutos; diminuir ao máximo a utilização de ar-condicionado e não deixar portas e janelas abertas em ambientes com o equipamento; não colocar alimentos quentes e deixar a porta da geladeira aberta apenas o tempo que for necessário; e utilizar iluminação natural ou lâmpadas econômicas, além de apagar a luz ao sair de um cômodo.

O Consumidor paga pelos erros da União

Como sempre os gestores que erram em suas decisões populistas ou politiqueiras, repassam as contas desses erros para o brasileiro, que além dos altos impostos que paga obrigatoriamente, tem de arcas com taxas altíssimas de produtos e serviços considerados essenciais para seu dia a dia, caso da energia elétrica.

A ex-presidente Dilma Rousseff em um arroubo que lhe é peculiar decidiu, de olho na reeleição de 2014, alterar o marco regulatório do setor elétrico e retirou encargos da tarifa de energia. Isso permitiu, em 2013, a redução de cerca de 20% na conta de energia elétrica para os domicílios e para a indústria.
Mas, em 2015, o governo percebeu que não tinha dinheiro para manter os subsídios à tarifa. Então veio o reajuste, com um aumento de mais de 50% na conta de luz.
De acordo com a decisão da Aneel a primeira parcela deve ser de R$ 10,8 bilhões. Ou seja, em 2017, as contas de luz já estão chegando às casas e às empresas com um aumento médio de 7,17%.  E para os amapaenses mais a bandeira vermelha e 11,08% de reajuste.
Perdemos a CEA, a Eletrobrás e estamos pagando um empréstimo bilionário para quitar a dívida da estatal amapaense com a União, para federalizar e nada disso se concretizou, ao contrário o Amapá está pagando o BNDES e continuamos endividado com a CEA, que está aumentando as taxas para recuperar esses recursos. Uma decisão de nosso governador socialista.





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