A
METADE DE MIM.
Ainda
não me dei conta de como será o Natal deste ano e também os festejos de entrada
de Ano Novo, sem a presença física de Dª Maria Raimunda, que partiu dia 31 de
outubro deste ano.
Ainda
não programei (se isso é possível) meu computador cerebral para essa ausência,
mesmo porque o tempo de ligação entre nós foi longo, duradouro, estável,
compartilhado, dividido e multiplicado seus resultados, sempre somados as
nossas peculiaridades pessoais como enriquecimento de nossos conhecimentos.
Ainda
não encontrei o momento certo ou adequado para dizer a mim que essa convivência
duradoura possa ser medida ou substituída na escala do tempo presente, e que,
doravante, isto é, desde o dia 1 de novembro, já deveria ter-me associado à
realidade da falta da presença física.
Ainda
vejo, materialmente, sua presença nas coisas que construímos juntos e nos
presentes que costumeiramente dava-lhe em datas comemorativas ou trazidas das
viagens que empreendi Brasil afora, a trabalho ou estudos de aperfeiçoamento.
Ainda
recordo das músicas de serestas, cantadas nas rodas semanais de antigamente,
juntamente com Mestre Bira Picanço, Zé Criolo, Chico e Zenaide, Oneide e Sena
Bastos, Noé, Amilar, Savino, Lolito e outros, em frente ao Macapá Hotel, no bar
do Noé e em outros lugares que só o momento desejado era capaz de promover
esses encontros.
Ainda
ouço seu cantar pelas ondas das Rádios, nas canções prediletas que ensejavam
mensagens de amor, de afeição, de reconhecimento, como : “Que queres tu de
mim”, e “Brigas”, de Altemar Dutra, e as vezes escorria um dueto, porque a
letra dessa música traduzia parte de nossas convicções como casal; de Roberto
Carlos, “Nossa Senhora”, tocada no dia de sua partida, acalentava, talvez, um
pedido fraterno de proteção, conforto espiritual e serenidade pessoal.
Ainda
que não estejamos juntos fisicamente nos festejos de aniversário de nosso Irmão
Jesus, dia 25 de dezembro, desejo-te espiritualmente a paz eterna junto ao Pai
Celestial, nesta mensagem entoada de todo o coração – FELIZ NATAL na companhia
de Jesus.
O certo
é que a canção NAQUELA MESA... Está faltando ela, será o hino de gratidão
perene e eterna pôr tudo quanto por nós fizestes, destacando-se teu sacrifício
pessoal de renúncia à vida, para que pudéssemos entender a dimensão do Amor que
a nós todos dedicastes.
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