sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

DE TUDO UM POUCO.


  
A METADE DE MIM.

         Ainda não me dei conta de como será o Natal deste ano e também os festejos de entrada de Ano Novo, sem a presença física de Dª Maria Raimunda, que partiu dia 31 de outubro deste ano.
         Ainda não programei (se isso é possível) meu computador cerebral para essa ausência, mesmo porque o tempo de ligação entre nós foi longo, duradouro, estável, compartilhado, dividido e multiplicado seus resultados, sempre somados as nossas peculiaridades pessoais como enriquecimento de nossos conhecimentos.
         Ainda não encontrei o momento certo ou adequado para dizer a mim que essa convivência duradoura possa ser medida ou substituída na escala do tempo presente, e que, doravante, isto é, desde o dia 1 de novembro, já deveria ter-me associado à realidade da falta da presença física.
         Ainda vejo, materialmente, sua presença nas coisas que construímos juntos e nos presentes que costumeiramente dava-lhe em datas comemorativas ou trazidas das viagens que empreendi Brasil afora, a trabalho ou estudos de aperfeiçoamento.
         Ainda recordo das músicas de serestas, cantadas nas rodas semanais de antigamente, juntamente com Mestre Bira Picanço, Zé Criolo, Chico e Zenaide, Oneide e Sena Bastos, Noé, Amilar, Savino, Lolito e outros, em frente ao Macapá Hotel, no bar do Noé e em outros lugares que só o momento desejado era capaz de promover esses encontros.
         Ainda ouço seu cantar pelas ondas das Rádios, nas canções prediletas que ensejavam mensagens de amor, de afeição, de reconhecimento, como : “Que queres tu de mim”, e “Brigas”, de Altemar Dutra, e as vezes escorria um dueto, porque a letra dessa música traduzia parte de nossas convicções como casal; de Roberto Carlos, “Nossa Senhora”, tocada no dia de sua partida, acalentava, talvez, um pedido fraterno de proteção, conforto espiritual e serenidade pessoal.
         Ainda que não estejamos juntos fisicamente nos festejos de aniversário de nosso Irmão Jesus, dia 25 de dezembro, desejo-te espiritualmente a paz eterna junto ao Pai Celestial, nesta mensagem entoada de todo o coração – FELIZ NATAL na companhia de Jesus.
         O certo é que a canção NAQUELA MESA... Está faltando ela, será o hino de gratidão perene e eterna pôr tudo quanto por nós fizestes, destacando-se teu sacrifício pessoal de renúncia à vida, para que pudéssemos entender a dimensão do Amor que a nós todos dedicastes.


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