sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

ARTIGO DO REI



TERRORISMO URBANO
O Brasil vive uma guerra civil diária

Entende-se por guerra civil a disputa por domínio entre grupos e/ou facções de um mesmo país, ainda que haja intervenção das forças de segurança pública, mesmo que não seja uma luta pró-independência. Os confrontos diários em favelas do Rio, de São Paulo e de outras partes do país ressaltam que o poder público, apesar de combater a criminalidade, ignora o real contexto para o qual o Brasil caminha ou já chegou.
Aqui o terrorismo cotidiano já foi banalizado. Mais do que uma guerra civil não declarada, o Brasil vive em constante estado de guerra. À diferença do que diz o filósofo John Locke, aqui o cidadão, mesmo renunciando a uma liberdade absoluta para não fazer justiça com as próprias mãos e viver em sociedade, não consegue contar com a proteção eficiente do Estado para defendê-lo, porque esse Estado se comporta de maneira omissa ou morosa.
Em algumas cidades o terrorismo cotidiano já foi banalizado, caso crônico na cidade do Rio de Janeiro, que continua maravilhosa, mas aterrorizada e aterrorizante. Não é somente no Rio de Janeiro nas grandes metrópoles a violência alcança índices alarmantes e tem permeado o nosso cotidiano, despertando atitudes de submissão, revolta e resignação. O descrédito nas instituições públicas é uma constante, o cidadão é atingido, diuturnamente, pelo desemprego, miséria, fome e por políticas públicas que impedem o acesso a direitos sociais mínimos.
Ninguém está protegido contra a violência, o país mergulhou na insegurança e no medo. Dálio Zippin autoridades e amplos segmentos sociais denunciam a violência difusa que produz a cada ano dezenas de milhares de mortos, entre os quais se contam também muitos policiais.
Uma polícia truculenta não resolverá o problema, assim como uma polícia inerte em nada adiantará para a efetivação da política eficaz de segurança pública. A violência é um inimigo comum. Pobres e ricos sofrem com o avanço da violência e da barbárie que atravessa a sociedade de alto a baixo.
Violência e corrupção andam juntas, principalmente diante da impunidade que grassa em todos os meios, dos mais simples aos mais abastados. O péssimo exemplo emanado das altas esferas de nossa vida pública corrompe os aparelhos de segurança. Implantou-se um cenário de caos e de descontrole.
A nação toda esta acossada pela sanha dos delinquentes de todos os gêneros, que tanto agem pacífica, mas solertemente, como descuidistas, punguistas e estelionatários, quanto com a máxima violência com elevados índices de homicídios, roubos, sequestros e crimes mórbidos de natureza sexual.
Nas ruas, nas estradas, e mesmo dentro de casa ou no lugar do trabalho, não há quem possa se sentir em segurança. A falta de segurança das pessoas, o aumento da escalada da violência que a cada dia se revela mais múltipla e perversa, exigem dos diversos atores sociais e governamentais uma atitude firme, segura e perseverante no caminho do respeito aos Direitos Humanos, tantos dos criminosos quanto dos agentes policiais.
O cidadão está sendo duplamente enganado. Enganado porque paga impostos e não tem a segurança devida, e enganado porque as autoridades escamoteiam a verdade.
A Polícia Civil ou Militar é a primeira instância no combate à criminalidade e garantidora da Segurança Pública. A Polícia é uma das mais importantes instituições do Estado e imprescindível a toda e qualquer sociedade.
A comunidade reclama por um serviço mais eficiente, menos impregnado de burocracia, menos imprevisível e mais acessível ao povo. O povo clama por reformas e melhor Segurança Pública, mas a Polícia e seus componentes foram alijados do debate público em torno do seu futuro e de suas carreiras. Ninguém se preocupou com o estabelecimento de condutas eficientes de aferição do pensamento de um dos principais operadores jurídicos.
A Constituição Federal assegura em seu artigo 5.º que todos os brasileiros e estrangeiros residentes no país o direito democrático à segurança pessoal, familiar e comunitária, afirmando no artigo 144 que: “a segurança pública é dever do estado, direito e responsabilidade de todos…”.

Cumpra-se a CARTA MAGNA!

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