TERRORISMO URBANO
O Brasil vive uma guerra civil diária
Entende-se por
guerra civil a disputa por domínio entre grupos e/ou facções de um mesmo país,
ainda que haja intervenção das forças de segurança pública, mesmo que não seja
uma luta pró-independência. Os confrontos diários em favelas do Rio, de São
Paulo e de outras partes do país ressaltam que o poder público, apesar de
combater a criminalidade, ignora o real contexto para o qual o Brasil caminha
ou já chegou.
Aqui o terrorismo
cotidiano já foi banalizado. Mais do que uma guerra civil não declarada, o Brasil
vive em constante estado de guerra. À diferença do que diz o filósofo John
Locke, aqui o cidadão, mesmo renunciando a uma liberdade absoluta para não
fazer justiça com as próprias mãos e viver em sociedade, não consegue contar
com a proteção eficiente do Estado para defendê-lo, porque esse Estado se
comporta de maneira omissa ou morosa.
Em algumas cidades
o terrorismo cotidiano já foi banalizado, caso crônico na cidade do Rio de
Janeiro, que continua maravilhosa, mas aterrorizada e aterrorizante. Não é
somente no Rio de Janeiro nas grandes metrópoles a violência alcança índices
alarmantes e tem permeado o nosso cotidiano, despertando atitudes de submissão,
revolta e resignação. O descrédito nas instituições públicas é uma constante, o
cidadão é atingido, diuturnamente, pelo desemprego, miséria, fome e por
políticas públicas que impedem o acesso a direitos sociais mínimos.
Ninguém está
protegido contra a violência, o país mergulhou na insegurança e no medo. Dálio
Zippin autoridades e amplos segmentos sociais denunciam a violência difusa que
produz a cada ano dezenas de milhares de mortos, entre os quais se contam
também muitos policiais.
Uma polícia
truculenta não resolverá o problema, assim como uma polícia inerte em nada
adiantará para a efetivação da política eficaz de segurança pública. A
violência é um inimigo comum. Pobres e ricos sofrem com o avanço da violência e
da barbárie que atravessa a sociedade de alto a baixo.
Violência e
corrupção andam juntas, principalmente diante da impunidade que grassa em todos
os meios, dos mais simples aos mais abastados. O péssimo exemplo emanado das
altas esferas de nossa vida pública corrompe os aparelhos de segurança.
Implantou-se um cenário de caos e de descontrole.
A nação toda esta
acossada pela sanha dos delinquentes de todos os gêneros, que tanto agem
pacífica, mas solertemente, como descuidistas, punguistas e estelionatários,
quanto com a máxima violência com elevados índices de homicídios, roubos,
sequestros e crimes mórbidos de natureza sexual.
Nas ruas, nas
estradas, e mesmo dentro de casa ou no lugar do trabalho, não há quem possa se
sentir em segurança. A falta de segurança das pessoas, o aumento da escalada da
violência que a cada dia se revela mais múltipla e perversa, exigem dos
diversos atores sociais e governamentais uma atitude firme, segura e
perseverante no caminho do respeito aos Direitos Humanos, tantos dos criminosos
quanto dos agentes policiais.
O cidadão está
sendo duplamente enganado. Enganado porque paga impostos e não tem a segurança
devida, e enganado porque as autoridades escamoteiam a verdade.
A Polícia Civil ou
Militar é a primeira instância no combate à criminalidade e garantidora da
Segurança Pública. A Polícia é uma das mais importantes instituições do Estado
e imprescindível a toda e qualquer sociedade.
A comunidade
reclama por um serviço mais eficiente, menos impregnado de burocracia, menos
imprevisível e mais acessível ao povo. O povo clama por reformas e melhor
Segurança Pública, mas a Polícia e seus componentes foram alijados do debate
público em torno do seu futuro e de suas carreiras. Ninguém se preocupou com o
estabelecimento de condutas eficientes de aferição do pensamento de um dos
principais operadores jurídicos.
A Constituição
Federal assegura em seu artigo 5.º que todos os brasileiros e estrangeiros
residentes no país o direito democrático à segurança pessoal, familiar e
comunitária, afirmando no artigo 144 que: “a segurança pública é dever do
estado, direito e responsabilidade de todos…”.
Cumpra-se a CARTA
MAGNA!

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