sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

EDITORIAL

  
Mais um passo para o crescimento da pecuária sem aftosa



No dia 25 de maio Santa Catarina comemorou 10 anos do reconhecimento como zona livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A exemplo dos catarinenses, os amapaenses dia 5 de dezembro de 2017, receberam a Certificação de Não Febre Aftoso com vacinação, podendo comercializar a proteína animal aqui produzida e já está se preparando para receber a certificação internacional da OMSA em 2018.
A conquista do certificado internacional é fundamental para que o estado se torne um produtor nacional de carne bovina e chegue aos mercados mais exigentes do mundo. A sanidade do rebanho é o grande diferencial para a exportação.
A certificação nacional com vacina foi anunciada pelo Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), aguardando apenas a entrega oficial do documento, que aconteceu nesta terça-feira (5). O próximo passo será a certificação internacional, prevista para ser concedida em maio do próximo ano, em Paris.
Os pecuaristas amapaenses, que esperaram esse acontecimento há 50 anos, festejam o avanço econômico que é imensurável com a abertura de trânsito e passe livre no mercado nacional e em breve internacional.
 A febre aftosa é a enfermidade que mais causa prejuízo econômico a um país pelas restrições aos mercados internacionais de animais. A partir da certificação como zona livre sem vacinação, o Amapá terá acesso aos mercados mais competitivos e se tornará um exportador de carne de bubalino do norte do país
Porém, a fiscalização tem que continuar e mais intensificada, e isso exigirá a vigilância constantes dos órgãos estaduais e federal, além da conscientização dos produtores, pois, a manutenção do status sanitário exige esforço de todos.
Para evitar a entrada do vírus da febre aftosa no Amapá, o Governo do Estado e a iniciativa privada devem continuar realizando um controle sanitário através da  Diagro, com a participação dos criadores e suas entidades representativas, no caso a Acriap.


A Diagro deve continuar mantendo as barreiras sanitárias fixas nas divisas municipais e interestaduais que controlam a entrada e a saída de animais e produtos agropecuários. Além do controle do trânsito de animais e produtos de origem animal nas fronteiras. Devemos seguir o que acontece  em Santa Catarina onde  todos os bovinos e bubalinos são identificados e rastreados

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