Mais um passo para o crescimento da
pecuária sem aftosa
No dia 25 de maio Santa Catarina
comemorou 10 anos do reconhecimento como zona livre de febre aftosa sem
vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A exemplo dos catarinenses,
os amapaenses dia 5 de dezembro de 2017, receberam a Certificação de Não Febre
Aftoso com vacinação, podendo comercializar a proteína animal aqui produzida e
já está se preparando para receber a certificação internacional da OMSA em
2018.
A conquista do certificado
internacional é fundamental para que o estado se torne um produtor nacional de
carne bovina e chegue aos mercados mais exigentes do mundo. A sanidade do rebanho
é o grande diferencial para a exportação.
A certificação nacional com vacina
foi anunciada pelo Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento (Mapa), aguardando apenas a entrega oficial do
documento, que aconteceu nesta terça-feira (5). O próximo passo será a certificação
internacional, prevista para ser concedida em maio do próximo ano, em Paris.
Os pecuaristas amapaenses, que
esperaram esse acontecimento há 50 anos, festejam o avanço econômico que é
imensurável com a abertura de trânsito e passe livre no mercado nacional e em
breve internacional.
A febre aftosa é a enfermidade que mais causa
prejuízo econômico a um país pelas restrições aos mercados internacionais de
animais. A partir da certificação como zona livre sem vacinação, o Amapá terá
acesso aos mercados mais competitivos e se tornará um exportador de carne de
bubalino do norte do país
Porém, a fiscalização tem que
continuar e mais intensificada, e isso exigirá a vigilância constantes dos
órgãos estaduais e federal, além da conscientização dos produtores, pois, a manutenção
do status sanitário exige esforço de todos.
Para evitar a entrada do vírus da
febre aftosa no Amapá, o Governo do Estado e a iniciativa privada devem
continuar realizando um controle sanitário através da Diagro, com a participação dos criadores e
suas entidades representativas, no caso a Acriap.
A Diagro deve continuar mantendo as
barreiras sanitárias fixas nas divisas municipais e interestaduais que
controlam a entrada e a saída de animais e produtos agropecuários. Além do
controle do trânsito de animais e produtos de origem animal nas fronteiras.
Devemos seguir o que acontece em Santa
Catarina onde todos os bovinos e
bubalinos são identificados e rastreados
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