sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Waldez Góes, tem as Mãos Limpas!

Waldez Góes, tem as Mãos Limpas!


Família Waldez e Marília Góes
A minha inocência já estava decretada por Deus e pelo povo do Amapá, que sempre confiou em mim, e deu a demonstração inequívoca nas últimas eleições que participei. E agora a justiça dos Tribunais confirmou por unanimidade.


Reinaldo Coelho

A última Ação Penal contra o governador do Amapá Waldez Góes (PDT), com origem na Operação Mãos Limpas, foi arquivada por unanimidade na quarta-feira, 29, pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O processo foi relatado pela ministra Nancy Andrighi.
No processo o Ministério Público Federal (MPF) acusava Góes de prática de crimes como peculato, fraude em licitação e associação criminosa o que foi rejeitado por todos os membros da Corte Especial do STJ. A Operação Mãos Limpas ocorreu em setembro de 2010, vésperas das eleições gerais em que Waldez liderava todas as pesquisas de intenção de voto.

relatora, ministra Nancy Andrighi
De acordo com a ministra Andrighi, a denúncia do MPF não apresentou elementos que pudessem comprovar que Waldez Góes cometeu os crimes dos quais foi acusado. O relatório foi acompanhado por todos os ministros presentes à sessão, inclusive João Otávio de Noronha, que julgou medidas referentes à Operação Mãos Limpas.

Os demais ministros votaram igualmente a relatora. Mesmo concordando com a inépcia da denúncia, o ministro João Otávio de Noronha, que anteriormente autorizou medidas da Operação Mãos Limpas, falou do trabalho do MPF. “É um prejuízo enorme pelos gastos, custos. Horas e horas de trabalho, de custo para o erário público foram jogados rio abaixo. Pode apresentar outra (denúncia), mas... Isso tem reflexo em outras demandas para o Estado. E aí a gente fica triste porque foram meses e meses de trabalho muito árduo. Mas não há como contestar a manifesta inépcia da denúncia”, disse.

O governador Waldez Góes recebeu a notícia no Palácio do Setentrião com serenidade. “Minha consciência de que não havia transgredido nenhuma das leis que pautam a minha conduta e principalmente a minha vida pública sempre prevaleceu. Sempre confiei em Deus de que essa injustiça seria desfeita”, comentou.


O governador Waldez Góes lembrou que desde 2010, quando usurparam seu mandato de senador da República e o jogaram “aos leões”, junto com sua família e que não deseja o que lhe aconteceu, a ninguém. Destacou que é um grande defensor dos órgãos de controle, que tudo seja fiscalizado e esclarecido, quando houver culpabilidade que os culpados sejam punidos, “Devemos sempre defender uma sociedade mais reta e transparente, cumpridores de suas obrigações. A política brasileira e os políticos tem que se reformular, para que possamos ter mais confiança em nossos representantes. Então, eu peço que tenho agido ao longo de minha vida, como servidor público e deputado estadual e como governante. Logicamente que isso não é suficiente para livrar-nos das armadilhas, das perseguições. Vou continuar defendendo todos os órgãos de controle e vou continuar lamentando que pessoas não tenham o cuidado de averiguar na exaustão se há ou não culpabilidade de um cidadão”.
Com referência a esse processo Waldez sempre afirmou que ninguém mancha uma mente consciente. “A minha consciência e a minha fé é a união da nossa família, é o apoio de nossos correligionários, o apoio do povo do Amapá. A minha inocência já estava decretada por Deus e pelo povo do Amapá, que sempre confiou em mim, e deu a demonstração inequívoca nas últimas eleições que participei. É uma forma gratificante, da parte de Deus e do Povo. Agora, o tempo da justiça não é nosso é da Justiça. E sempre confiei que no tempo da Justiça dos tribunais, seria provado minha inocência e o meu não envolvimento nesses ilícitos que me colocaram na época. E agora foi concretizado por unanimidade”.
Os adversários de Waldez Góes, na época das ações da Operação “Mãos Limpas” o tripudiaram. “E o resultado está ai, dita pelo STJ, por unanimidade, dos três processos que abriram contra mim, todos foram arquivaram e os ministros sequer reconheceram as denúncias como procedente. Essa é a maior prova da minha inocência que sempre manifestei, e minha paciência, e minha tolerância em lidar com essas adversidades. A política é muito perversa, as vezes as pessoas esquecem que tem história, que tem família, que tem amigos. As pessoas passam sobre isso sem o menor respeito”.

Góes continua afirmando que nunca tripudiou em cima de nenhum adversário seu. “Meus adversários tem problemas e nunca usei isso para ofende-lo. Porque, eu acho que todos tem a oportunidade de provar sua inocência e mostrar sua lisura, e o tempo não é da gente, ele é de cada processo, que as vezes surgem e temos de ter paciência para lidar”.

Waldez Góes aproveitou para apresentar seus agradecimentos a Deus a quem sempre vai render sua fé. “Agradecer a minha família, a minha esposa, e aproveitar para pedir perdão, por tanto sofrimento, que a política trouxe para dentro do nosso LAR. Aos meus filhos e netos, que vem crescendo e acompanhando essa história, eles tem sido muito forte, mas, não é fácil. Enfim, dizer para eles que temos de confiar nas instituições democráticas brasileira e que cada um tem que melhorar nossas táticas e que eles podem ser infinitamente melhor do que eu. Pois, eles estão tendo acesso a uma vida que não tive. Tive acesso à escola com 10 anos de idade. Conversamos muito para protegê-los do mau”

Góes enfatizou que foram preciso sete anos para que a verdade triunfasse. “Me defendi das acusações mentirosas, aumentei minha fé e me dediquei a minha família e aos interesses do Estado do Amapá. Nunca ataquei quem me acusou e recebi os ataques de modo sereno. Sei respeitar meus adversários e conviver com os contrários”, afirmou, ressaltando que continua firme lutando para o Amapá vencer a crise, melhorando a vida das pessoas.


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