Waldez Góes, tem as Mãos Limpas!
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| Família Waldez e Marília Góes |
A minha inocência já estava decretada
por Deus e pelo povo do Amapá, que sempre confiou em mim, e deu a demonstração
inequívoca nas últimas eleições que participei. E agora a justiça dos Tribunais
confirmou por unanimidade.
Reinaldo Coelho
A última Ação Penal contra o governador do Amapá Waldez Góes
(PDT), com origem na Operação Mãos Limpas, foi arquivada por unanimidade na
quarta-feira, 29, pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O
processo foi relatado pela ministra Nancy Andrighi.
No processo o Ministério Público Federal (MPF) acusava Góes
de prática de crimes como peculato, fraude em licitação e associação criminosa
o que foi rejeitado por todos os membros da Corte Especial do STJ. A Operação
Mãos Limpas ocorreu em setembro de 2010, vésperas das eleições gerais em que
Waldez liderava todas as pesquisas de intenção de voto.
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| relatora, ministra Nancy Andrighi |
De acordo com a ministra Andrighi, a denúncia do MPF não
apresentou elementos que pudessem comprovar que Waldez Góes cometeu os crimes
dos quais foi acusado. O relatório foi acompanhado por todos os ministros
presentes à sessão, inclusive João Otávio de Noronha, que julgou medidas
referentes à Operação Mãos Limpas.
Os demais ministros votaram igualmente a relatora. Mesmo
concordando com a inépcia da denúncia, o ministro João Otávio de Noronha, que
anteriormente autorizou medidas da Operação Mãos Limpas, falou do trabalho do
MPF. “É um prejuízo enorme pelos gastos, custos. Horas e horas de trabalho, de
custo para o erário público foram jogados rio abaixo. Pode apresentar outra
(denúncia), mas... Isso tem reflexo em outras demandas para o Estado. E aí a
gente fica triste porque foram meses e meses de trabalho muito árduo. Mas não
há como contestar a manifesta inépcia da denúncia”, disse.
O governador Waldez Góes recebeu a notícia no Palácio do
Setentrião com serenidade. “Minha consciência de que não havia transgredido
nenhuma das leis que pautam a minha conduta e principalmente a minha vida
pública sempre prevaleceu. Sempre confiei em Deus de que essa injustiça seria
desfeita”, comentou.
O governador Waldez Góes lembrou que desde 2010, quando
usurparam seu mandato de senador da República e o jogaram “aos leões”, junto
com sua família e que não deseja o que lhe aconteceu, a ninguém. Destacou que é
um grande defensor dos órgãos de controle, que tudo seja fiscalizado e
esclarecido, quando houver culpabilidade que os culpados sejam punidos,
“Devemos sempre defender uma sociedade mais reta e transparente, cumpridores de
suas obrigações. A política brasileira e os políticos tem que se reformular,
para que possamos ter mais confiança em nossos representantes. Então, eu peço
que tenho agido ao longo de minha vida, como servidor público e deputado
estadual e como governante. Logicamente que isso não é suficiente para
livrar-nos das armadilhas, das perseguições. Vou continuar defendendo todos os
órgãos de controle e vou continuar lamentando que pessoas não tenham o cuidado
de averiguar na exaustão se há ou não culpabilidade de um cidadão”.
Com referência a esse processo Waldez sempre afirmou que
ninguém mancha uma mente consciente. “A minha consciência e a minha fé é a
união da nossa família, é o apoio de nossos correligionários, o apoio do povo
do Amapá. A minha inocência já estava decretada por Deus e pelo povo do Amapá,
que sempre confiou em mim, e deu a demonstração inequívoca nas últimas eleições
que participei. É uma forma gratificante, da parte de Deus e do Povo. Agora, o
tempo da justiça não é nosso é da Justiça. E sempre confiei que no tempo da
Justiça dos tribunais, seria provado minha inocência e o meu não envolvimento
nesses ilícitos que me colocaram na época. E agora foi concretizado por unanimidade”.
Os adversários de Waldez Góes, na época das ações da Operação
“Mãos Limpas” o tripudiaram. “E o resultado está ai, dita pelo STJ, por
unanimidade, dos três processos que abriram contra mim, todos foram arquivaram
e os ministros sequer reconheceram as denúncias como procedente. Essa é a maior
prova da minha inocência que sempre manifestei, e minha paciência, e minha
tolerância em lidar com essas adversidades. A política é muito perversa, as
vezes as pessoas esquecem que tem história, que tem família, que tem amigos. As
pessoas passam sobre isso sem o menor respeito”.
Góes continua afirmando que nunca tripudiou em cima de nenhum adversário seu. “Meus adversários tem problemas e nunca usei isso para ofende-lo. Porque, eu acho que todos tem a oportunidade de provar sua inocência e mostrar sua lisura, e o tempo não é da gente, ele é de cada processo, que as vezes surgem e temos de ter paciência para lidar”.
Waldez Góes aproveitou para apresentar seus agradecimentos a
Deus a quem sempre vai render sua fé. “Agradecer a minha família, a minha
esposa, e aproveitar para pedir perdão, por tanto sofrimento, que a política
trouxe para dentro do nosso LAR. Aos meus filhos e netos, que vem crescendo e
acompanhando essa história, eles tem sido muito forte, mas, não é fácil. Enfim,
dizer para eles que temos de confiar nas instituições democráticas brasileira e
que cada um tem que melhorar nossas táticas e que eles podem ser infinitamente
melhor do que eu. Pois, eles estão tendo acesso a uma vida que não tive. Tive
acesso à escola com 10 anos de idade. Conversamos muito para protegê-los do mau”
Góes enfatizou que foram preciso sete anos para que a verdade
triunfasse. “Me defendi das acusações mentirosas, aumentei minha fé e me
dediquei a minha família e aos interesses do Estado do Amapá. Nunca ataquei
quem me acusou e recebi os ataques de modo sereno. Sei respeitar meus
adversários e conviver com os contrários”, afirmou, ressaltando que continua
firme lutando para o Amapá vencer a crise, melhorando a vida das pessoas.





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