Xó!
Aftosa
Ministério
da Agricultura, certifica o Estado, como “Livre da Febre Aftosa com vacinação”,
possibilitando aos pecuaristas local comercializarem seus produtos no Brasil e
a meta é em 2019 conseguir o Certificado Livre de Aftosa sem vacinação”,
colocando o Amapá no mercado internacional.
Reinaldo
Coelho
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| MINISTRO BAGGI VISITA E CERTIFICA REBANHO AMAPAENSE |
Ministro da Agricultura Pecuária
e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, veio ao Amapá certificar o Estado como
“Livre de aftosa”. Esse passo abrirá as porteiras nacional para a proteína
animal produzida pelos pecuaristas amapaense. Em 2018, o Brasil deve apresentar
à comunidade internacional esses resultados no Amapá que receberá o certificado
internacional, podendo trabalhar com exportação de carne para outros países.
A decisão tomada pelo Ministério
da Agricultura de conceder ao Amapá o certificado de Estado livre de aftosa
abre uma imensa clareira para investimentos no setor pecuário, especialmente
impulsionados pelos incentivos da Zona Franca Verde. A avaliação foi feita pelo
governador Waldez Góes (PDT), durante o lançamento de mais uma campanha de
vacinação contra a febre aftosa em setembro, cumprindo assim mais um dos
protocolos para a certificação.
Na ocasião o governador Waldez
Góes, ressaltou que os índices alcançados nas três últimas campanhas,
alcançando 98% do rebanho do Amapá vacinado foi graças ao empenho dos
produtores e dos fiscais e agentes agropecuários da Diagro e que a meta de 2017
e 2018 é vacinar 100% do rebanho, hoje estimado em mais de 300 mil cabeças, para
que o Amapá receba o certificado de Estado livre de aftosa sem necessidade de
vacinação, isso a partir de 2019.
“Em 2018, o Brasil deve
apresentar à comunidade internacional esses resultados no Amapá e receberemos o
certificado internacional, então poderemos trabalhar com exportação de carne. E
a produção de alimentos é uma das nossas vocações, e pra fazer isso temos que
ter o controle sanitário”, comentou o governador.
O governador Waldez Góes, já
tinha recebido sinalização dessa certificação, pelos representantes e técnicos
do Mapa que vem acompanhando o trabalho dos técnicos amapaenses, para cumprir o
protocolo exigido para que a meta de 100% seja alcançada. Em um encontro com a equipe
de governo e representantes de instituições ligadas ao setor produtivo e de
fiscalização da produção bovina e bubalina no Amapá no Palácio do Setentrião, o
coordenador-geral de sanidade vegetal do Mapa, Heitor Medeiros, declarou sua
satisfação ao ver os resultados alcançados pelo Amapá e, principalmente, com a
excelente articulação de todos os entes envolvidos.
“Encontramos no Amapá todos os
atores necessários para a conquista deste reconhecimento, muito engajados e
compromissados, e essa é a base para que o trabalho flua com qualidade também
após a certificação, pois este status deverá ser mantido com muito trabalho”,
salientou.
No mesmo momento o coordenador
informou, ainda, que o ministério pleiteia o reconhecimento internacional para
o Amapá, junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que deverá ser
efetivado até maio do próximo ano.
Acriap
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| Jesus Pontes, presidente da Acriap |
O presidente da Associação dos
Criadores do Amapá, (ACRIAP), Jesus Pontes, explicou que a certificação do
Estado do Amapá como “Livre da Aftosa com vacinação”, é um grande passo,
esperado a cinquenta anos pelos pecuaristas amapaense.
“Esse é um passo gigante, são
cinquenta anos de luta, e em 2017, conseguimos resolver esse problema em
conjunto com o ministério, inciativa privada, governo do Estado, todos se
uniram. Quatro Estados apenas no Brasil, ainda não estavam livres dessa doença
animal. Isso atrapalhava a exportação brasileira, agora podemos sair desse
gargalo e gerar recursos, empregos e benefícios maiores com a implantação de
empresas que beneficiariam os produtos agregados da pecuária. Ampliando inclusive
a indústria de laticínio aqui já existente”.
O seleto mercado de países livres
da aftosa, com essas certificações do Roraima, Amapá e Amazonas e parte do
Pará. Uma das maiores vantagens para o produtor amapaense é o valor de mercado
que a proteína animal passaria a ter. “Os produtores colocarão no mercado um
produto competitivo, que terá uma valorização de preço em torno de 15% no valor
da arrouba”. Jesus Pontes destacou o exemplo dos produtores do Amazonas, que
atuam na área de abrangência do Estado do Acre, que tiveram até 30% de aumento
no preço da arrouba, após a certificação.
“Essa certificação, é um
benefício não só para o produtor ou para o Estado. Nós estamos falando em
renda, em emprego, em melhoria na economia do Estado”, finalizou Jesus Pontes.
Waldez intensificou a erradicação
O Estado do
Amapá possui, segundo a Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do Amapá –
DIAGRO, um rebanho de 54.710 bovinos e 271.709 bubalinos, totalizando 326.419
bovídeos com grande potencial de alcance do mercado externo, sobretudo dos
países orientais como China, Rússia, Emirados Árabes, Irã e Coréia do Sul. Esse
potencial de comércio se amplia ao se levar em consideração a carne de búfalos,
principalmente por ser o Amapá o estado brasileiro com maior diversidade
genética onde raças como Murrah e Mediterrâneo se adaptaram e expõe suas
versatilidades em forma de carcaças com excelente acabamento para um mercado
cada vez mais exigente.
O grande diferencial está na qualidade.
O governador Waldez Góes destacou
que a luta para a erradicação da aftosa no país é de cerca de 50 anos, e que no
Amapá os trabalhos foram intensificados desde 2015, visto que o Estado era,
juntamente com o Pará, Amazonas e Roraima, os que ainda não estavam livres e possuíam restrições sanitárias e comerciais causadas pelo perigo de contágio pela Febre
Aftosa, limitando a produção ao consumo interno e desestimulando investimentos
nas indústrias de corte e leite, que representam uma movimentação anual de
aproximadamente de R$ 188 bilhões na economia brasileira.
A
sanidade do rebanho amapaense sob aspectos epidemiológicos, mostram que apesar
de não possuirmos circulação de vírus vesicular, como o da Febre Aftosa,
existiam restrições impostas por Órgão Internacional de Epizootias – OIE, que
requer vários protocolos para certificação de mudança de status para livre de
Febre Aftosa com vacinação. Neste sentido, o poder público estadual através da
DIAGRO, estabeleceu forte parceria com a iniciativa privada que se organizou na
Associação dos Criadores do Estado do Amapá – ACRIAP, que sensibilizou e
mobilizou pecuaristas amapaenses na participação direta da campanha de
vacinação ocorrida no segundo semestre de 2016.
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| pecuaristas unidos pela ACRIAP |
Logo que assumiu o governo do
Estado em 2015, Waldez Góes, estabeleceu que a meta era tirar o Amapá da lista
de mercado impróprio para exportação, devido à
suspeita de febre aftosa no seu
rebanho.
A Agência de Defesa e Inspeção
Agropecuária (Diagro) do Amapá, informou que na época (2015) a cobertura
vacinal de 78% do rebanho amapaense em 2014 (355 mil animais) e as barreiras
sanitárias foram montadas nos municípios
de Oiapoque, Tartarugalzinho, Porto Grande, Mazagão e Laranjal do Jari.
A construção dessas 5 barreiras
sanitárias no estado contribuem para a mudança de status junto Mapa. E uma auditoria do ministério em julho do
mesmo ano avaliou a situação sanitária no Amapá. E foi formulado um inquérito
soroepidemiológico sobre a circulação do vírus no estado. O resultado positivo
deu ao Amapá, que era de alto risco, o status de médio risco para a doença.
Em 2016,
o estado do Amapá alcança os maiores índices de vacinação contra Febre Aftosa
de sua história, através do estabelecimento de parceria do poder público com a
iniciativa privada, movimentando campanha que supera as metas estabelecidas
pelo Ministério da Agricultura.
O governador também ressaltou o
cumprimento de todas as exigências junto ao Ministério da Agricultura. “O Amapá
fez o dever de casa, cumpriu todas as etapas. O Governo está organizado,
empenhado, motivado. Tanto o setor público, como o setor privado estão organizados.
Não tenho dúvida nenhuma, o Amapá nos dá total tranquilidade quanto à aftosa.
Nós, hoje, estamos declarando Amapá livre da aftosa com vacinação e esse é um
reconhecimento nacional”, garantiu.
“Esta é uma grande conquista, que
resultará em um impacto significativo no âmbito da produção e comercialização
de proteína animal bovina e bubalina do Amapá. A qualidade da nossa carne
bubalina, principalmente, é excelente e agora ganharemos o mercado nacional,
posteriormente o internacional, pois o único fator limitador já foi vencido.
Temos muito a comemorar”, frisou o chefe do Executivo.
O diretor-presidente da Agência
de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro), José Renato Ribeiro,
complementando a fala do governador, ressaltou que o trabalho em conjunto só
obteve êxito pelas condições de trabalho e atuação garantidas pelo governo do
Estado. Graças também à conscientização e empenho dos produtores nesse sentido.
Todos serão beneficiados, segundo o gestor.
A
proximidade do estado do Amapá de se tornar livre da Aftosa, abre
possibilidades significativas que incluem uma maior segurança alimentar da
população pela qualidade do produto que passa a chegar à sua mesa, até à
perspectiva de investimentos nas indústrias de corte para a modernização de abatedouros
e frigoríficos, além da indústria de laticínios com produtos como leites e
iogurtes. Isso significaria uma injeção na economia local pelo surgimento de
novos negócios e geração de empregos e, consequentemente, aumento do mercado
consumidor interno afetando em cadeia as demais áreas econômicas.
Próximos passos
Waldez lembrou que, superada a
principal barreira sanitária animal, o Amapá agora está bem perto de alcançar
condições sanitárias ideais para impulsionar outro segmento: a fruticultura.
“Estamos bem perto de erradicar a
mosca da carambola. As frutas regionais têm mercado certo no mundo. E vamos
desenvolver o comércio de frutas naturais e processadas. É uma conquista
enorme”, acrescentou.










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