sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Xó! Aftosa

Xó! Aftosa






Ministério da Agricultura, certifica o Estado, como “Livre da Febre Aftosa com vacinação”, possibilitando aos pecuaristas local comercializarem seus produtos no Brasil e a meta é em 2019 conseguir o Certificado Livre de Aftosa sem vacinação”, colocando o Amapá no mercado internacional.


Reinaldo Coelho

MINISTRO BAGGI VISITA
 E CERTIFICA REBANHO AMAPAENSE
Ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, veio ao Amapá certificar o Estado como “Livre de aftosa”. Esse passo abrirá as porteiras nacional para a proteína animal produzida pelos pecuaristas amapaense. Em 2018, o Brasil deve apresentar à comunidade internacional esses resultados no Amapá que receberá o certificado internacional, podendo trabalhar com exportação de carne para outros países. 

A decisão tomada pelo Ministério da Agricultura de conceder ao Amapá o certificado de Estado livre de aftosa abre uma imensa clareira para investimentos no setor pecuário, especialmente impulsionados pelos incentivos da Zona Franca Verde. A avaliação foi feita pelo governador Waldez Góes (PDT), durante o lançamento de mais uma campanha de vacinação contra a febre aftosa em setembro, cumprindo assim mais um dos protocolos para a certificação.


Na ocasião o governador Waldez Góes, ressaltou que os índices alcançados nas três últimas campanhas, alcançando 98% do rebanho do Amapá vacinado foi graças ao empenho dos produtores e dos fiscais e agentes agropecuários da Diagro e que a meta de 2017 e 2018 é vacinar 100% do rebanho, hoje estimado em mais de 300 mil cabeças, para que o Amapá receba o certificado de Estado livre de aftosa sem necessidade de vacinação, isso a partir de 2019.

“Em 2018, o Brasil deve apresentar à comunidade internacional esses resultados no Amapá e receberemos o certificado internacional, então poderemos trabalhar com exportação de carne. E a produção de alimentos é uma das nossas vocações, e pra fazer isso temos que ter o controle sanitário”, comentou o governador.

O governador Waldez Góes, já tinha recebido sinalização dessa certificação, pelos representantes e técnicos do Mapa que vem acompanhando o trabalho dos técnicos amapaenses, para cumprir o protocolo exigido para que a meta de 100% seja alcançada. Em um encontro com a equipe de governo e representantes de instituições ligadas ao setor produtivo e de fiscalização da produção bovina e bubalina no Amapá no Palácio do Setentrião, o coordenador-geral de sanidade vegetal do Mapa, Heitor Medeiros, declarou sua satisfação ao ver os resultados alcançados pelo Amapá e, principalmente, com a excelente articulação de todos os entes envolvidos.

“Encontramos no Amapá todos os atores necessários para a conquista deste reconhecimento, muito engajados e compromissados, e essa é a base para que o trabalho flua com qualidade também após a certificação, pois este status deverá ser mantido com muito trabalho”, salientou.

No mesmo momento o coordenador informou, ainda, que o ministério pleiteia o reconhecimento internacional para o Amapá, junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), que deverá ser efetivado até maio do próximo ano.

Acriap

Jesus Pontes, presidente da Acriap
O presidente da Associação dos Criadores do Amapá, (ACRIAP), Jesus Pontes, explicou que a certificação do Estado do Amapá como “Livre da Aftosa com vacinação”, é um grande passo, esperado a cinquenta anos pelos pecuaristas amapaense.
“Esse é um passo gigante, são cinquenta anos de luta, e em 2017, conseguimos resolver esse problema em conjunto com o ministério, inciativa privada, governo do Estado, todos se uniram. Quatro Estados apenas no Brasil, ainda não estavam livres dessa doença animal. Isso atrapalhava a exportação brasileira, agora podemos sair desse gargalo e gerar recursos, empregos e benefícios maiores com a implantação de empresas que beneficiariam os produtos agregados da pecuária. Ampliando inclusive a indústria de laticínio aqui já existente”.
O seleto mercado de países livres da aftosa, com essas certificações do Roraima, Amapá e Amazonas e parte do Pará. Uma das maiores vantagens para o produtor amapaense é o valor de mercado que a proteína animal passaria a ter. “Os produtores colocarão no mercado um produto competitivo, que terá uma valorização de preço em torno de 15% no valor da arrouba”. Jesus Pontes destacou o exemplo dos produtores do Amazonas, que atuam na área de abrangência do Estado do Acre, que tiveram até 30% de aumento no preço da arrouba, após a certificação.
 
Este é a certificação internacional, o próximo passo do Amapá
“Essa certificação, é um benefício não só para o produtor ou para o Estado. Nós estamos falando em renda, em emprego, em melhoria na economia do Estado”, finalizou Jesus Pontes.


Waldez intensificou a erradicação


O Estado do Amapá possui, segundo a Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do Amapá – DIAGRO, um rebanho de 54.710 bovinos e 271.709 bubalinos, totalizando 326.419 bovídeos com grande potencial de alcance do mercado externo, sobretudo dos países orientais como China, Rússia, Emirados Árabes, Irã e Coréia do Sul. Esse potencial de comércio se amplia ao se levar em consideração a carne de búfalos, principalmente por ser o Amapá o estado brasileiro com maior diversidade genética onde raças como Murrah e Mediterrâneo se adaptaram e expõe suas versatilidades em forma de carcaças com excelente acabamento para um mercado cada vez mais exigente.
 O grande diferencial está na qualidade.

O governador Waldez Góes destacou que a luta para a erradicação da aftosa no país é de cerca de 50 anos, e que no Amapá os trabalhos foram intensificados desde 2015, visto que o Estado era, juntamente com o Pará, Amazonas e Roraima, os que ainda não estavam livres e possuíam restrições sanitárias e comerciais causadas pelo perigo de contágio pela Febre Aftosa, limitando a produção ao consumo interno e desestimulando investimentos nas indústrias de corte e leite, que representam uma movimentação anual de aproximadamente de R$ 188 bilhões na economia brasileira.

A sanidade do rebanho amapaense sob aspectos epidemiológicos, mostram que apesar de não possuirmos circulação de vírus vesicular, como o da Febre Aftosa, existiam restrições impostas por Órgão Internacional de Epizootias – OIE, que requer vários protocolos para certificação de mudança de status para livre de Febre Aftosa com vacinação. Neste sentido, o poder público estadual através da DIAGRO, estabeleceu forte parceria com a iniciativa privada que se organizou na Associação dos Criadores do Estado do Amapá – ACRIAP, que sensibilizou e mobilizou pecuaristas amapaenses na participação direta da campanha de vacinação ocorrida no segundo semestre de 2016.
pecuaristas unidos pela ACRIAP

Logo que assumiu o governo do Estado em 2015, Waldez Góes, estabeleceu que a meta era tirar o Amapá da lista de mercado impróprio para exportação, devido à   suspeita de febre aftosa no seu rebanho.
A Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária (Diagro) do Amapá, informou que na época (2015) a cobertura vacinal de 78% do rebanho amapaense em 2014 (355 mil animais) e as barreiras sanitárias  foram montadas nos municípios de Oiapoque, Tartarugalzinho, Porto Grande, Mazagão e Laranjal do Jari.
A construção dessas 5 barreiras sanitárias no estado contribuem para a mudança de status junto  Mapa. E uma auditoria do ministério em julho do mesmo ano avaliou a situação sanitária no Amapá. E foi formulado um inquérito soroepidemiológico sobre a circulação do vírus no estado. O resultado positivo deu ao Amapá, que era de alto risco, o status de médio risco para a doença.

Em 2016, o estado do Amapá alcança os maiores índices de vacinação contra Febre Aftosa de sua história, através do estabelecimento de parceria do poder público com a iniciativa privada, movimentando campanha que supera as metas estabelecidas pelo Ministério da Agricultura.



O governador também ressaltou o cumprimento de todas as exigências junto ao Ministério da Agricultura. “O Amapá fez o dever de casa, cumpriu todas as etapas. O Governo está organizado, empenhado, motivado. Tanto o setor público, como o setor privado estão organizados. Não tenho dúvida nenhuma, o Amapá nos dá total tranquilidade quanto à aftosa. Nós, hoje, estamos declarando Amapá livre da aftosa com vacinação e esse é um reconhecimento nacional”, garantiu.



“Esta é uma grande conquista, que resultará em um impacto significativo no âmbito da produção e comercialização de proteína animal bovina e bubalina do Amapá. A qualidade da nossa carne bubalina, principalmente, é excelente e agora ganharemos o mercado nacional, posteriormente o internacional, pois o único fator limitador já foi vencido. Temos muito a comemorar”, frisou o chefe do Executivo.

O diretor-presidente da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro), José Renato Ribeiro, complementando a fala do governador, ressaltou que o trabalho em conjunto só obteve êxito pelas condições de trabalho e atuação garantidas pelo governo do Estado. Graças também à conscientização e empenho dos produtores nesse sentido. Todos serão beneficiados, segundo o gestor.

A proximidade do estado do Amapá de se tornar livre da Aftosa, abre possibilidades significativas que incluem uma maior segurança alimentar da população pela qualidade do produto que passa a chegar à sua mesa, até à perspectiva de investimentos nas indústrias de corte para a modernização de abatedouros e frigoríficos, além da indústria de laticínios com produtos como leites e iogurtes. Isso significaria uma injeção na economia local pelo surgimento de novos negócios e geração de empregos e, consequentemente, aumento do mercado consumidor interno afetando em cadeia as demais áreas econômicas.


Próximos passos

Waldez lembrou que, superada a principal barreira sanitária animal, o Amapá agora está bem perto de alcançar condições sanitárias ideais para impulsionar outro segmento: a fruticultura.

“Estamos bem perto de erradicar a mosca da carambola. As frutas regionais têm mercado certo no mundo. E vamos desenvolver o comércio de frutas naturais e processadas. É uma conquista enorme”, acrescentou.












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