sábado, 10 de fevereiro de 2018

Artigo do Velleda Coluna CISMANDO



O olho que tudo vê!
 
OLHO-QUE-TUDO-VÊ
No belo texto do irmão Kleber Nascimento, que trata do SER E ESTAR MAÇOM, diz que a transformação do Homem Profano para Homem Maçônico não ocorre de forma isolada e nem tampouco instantaneamente, mas de forma gradativa, perceptível, a partir da assinatura do requerimento e culminando com o ingresso nos Augustos Mistérios da Ordem.
SER MAÇOM ou ESTAR MAÇOM são duas condições totalmente distintas.
ESTAR MAÇOM é quando frequentamos as sessões, pagamos mensalidades e taxas, é quando participamos de uma atividade organizada e filantrópica, uma palestra, uma visita a outras Lojas, ou até mesmo quando meditamos sobre o nosso papel e partimos em busca da meditação interior, em busca da verdade.
Totalmente o oposto de SER MAÇOM, pois SER MAÇOM é um estado de espírito que deve caracterizar o membro presente a toda situação em que pode ajudar e cooperar para que o mundo torne-se de alguma forma melhor.
SER MAÇOM é compreender que por mais poderosas, que sejam as forças externas elas devem ser dominadas pela energia que tem sede em sua própria personalidade. É ter consciência que sua presença discreta pode dar apoio a novos projetos úteis à comunidade e constituir-se num valoroso pilar de sustentação de valores mais nobres do indivíduo.
SER MAÇOM é ser o eterno estudante que busca o ensinamento diário, tirando de cada situação uma lição, e aplicar com êxito os princípios estudados. Desenvolvimento de sua intuição, força de vontade, e capacidade de ouvir e entender os outros.
SER MAÇOM é ser livre pensador, questionar o porquê de determinados acontecimentos, entendendo e vivenciando, com passos firmes para não tropeçar nos erros e vícios do passado,
O SER MAÇOM é aquele estado em que sem abandonar os hábitos de disciplina racional, a mente busca uma abrangência do universo, o conhecimento intrínseco dos fenômenos que estão ocorrendo, procurando desenvolver sua mente para estar atenta e acompanhar a evolução dos fatos, sabe como conhecer as sutilezas que envolvem suas origens, é como um oleiro que dá formas sutis ao barro bruto, enquanto que o Maçom modela sua própria consciência num confronto com sua própria personalidade.
Vivemos juntos e cruzamos com diferentes seres humanos que pensam e agem de maneira diversa da nossa, o que nos propicia as oportunidades de aprimorarmos o inter-relacionamento.
SER MAÇOM é despertar este sentido de compreensão do indivíduo e estar preparado para assisti-lo nos momentos de dificuldades.
O fato é que nós temos que desempenhar um papel mais complexo na sociedade e dar uma contribuição mais positiva.
Fraternidade, no limiar da palavra, se é que me entendes.
É fácil? De maneira alguma, mas estamos no caminho.

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