Crise? Para investir no cidadão não existe crise!
A crise econômica é justificativa recorrente
no discurso dos gestores públicos quando o assunto é atraso ou falta de
investimento em mobilidade urbana. Os municípios brasileiros tem um prazo legal
de entregar seus planos até abril de 2019. Porém, devido os parcos recursos
arrecadados e recebidos pelo FPM, tem inviabilizado no Amapá o cumprimento
dessa determinação legal.
Dos 16 municípios amapaenses, a capital
Macapá está elaborando seu PMUrb desde agosto de 2013, com o compromisso de
entregar o referido projeto em 2014. Falta de calçadas, espaço para
estacionamento de veículos e superlotação dos transportes coletivos são
problemas de mobilidade urbana enfrentados todos os dias por quem mora em
Macapá.
De acordo com a Campanha de Transporte e
Trânsito de Macapá (CTMAC) o Plano de Mobilidade Urbana para Macapá foi
iniciado no final do ano de 2015, mas ainda está em construção. Lá se vão três
anos, e o motivo da sua não conclusão foi de que plano foi interrompido devido
a outro projeto que tinha um prazo mais curto, e também por causa da
restruturação do transporte coletivo, que está acontecendo simultaneamente.
Portanto, o plano de mobilidade para Macapá teve que ficar um passo atrás.
Enquanto o plano de mobilidade não é
executado a população macapaense enfrenta dificuldades em se locomoção na
capital. Um dos problemas encontrados é a falta de calçadas e falta de lugar
para estacionar, principalmente no centro da cidade. Além da superlotação dos
transportes coletivos ainda tem a demora nas paradas.
A mobilidade urbana refere-se às condições de
deslocamento da população no espaço geográfico. E também ao trânsito de
veículos e pedestres, tanto particular quando coletivo. E com a falta
mobilidade e acesso para as pessoas e carros transitarem, os riscos podem ser
grandes de acidentes.
Mas este vácuo está sendo preenchido pela
vontade política e capacidade de planejamento em enfrentar a crise do gestor
estadual, Waldez Góes, que tem uma preocupação social, o bem estar do amapaense
e colocou seu atual mandato totalmente voltado em beneficiar os cidadãos do
Estado do Amapá, isso sem ver a cor ideológica dos gestores municipais.
Waldez Góes lançou em 2015 o Plano de
Mobilidade Urbana para contemplar mais de 130 quilômetros de asfaltamento em
todo o Estado com investimento de mais de R$ 140 milhões, com execução dos
serviços por administração direta e indireta. Entre os municípios com obras
estão Macapá, Santana, Laranjal do Jari, Vitória do Jari, Mazagão, Calçoene e
Porto Grande.
Nas últimas décadas o assunto acessibilidade
e mobilidade vem sendo mais debatido na área de arquitetura e urbanismo, as
cidades estão olhando com mais preocupação para criar espaços agradáveis e
sustentáveis, na busca de um melhor estilo de vida para as populações.
Assim a mobilidade urbana acaba tendo grande
impacto na economia local e na qualidade de vida das pessoas, pois a mobilidade
não é só o transporte coletivo, trafego e sinalização. Mobilidade é dá ao
cidadão a possibilidade de andar nas ruas de seu bairro, com dignidade,
calçamento, ruas limpas e asfaltadas com meio fio e esgotamento de águas
pluviais.
Ajudando o cidadão a melhorar a fachada de
sua residência, o ajardinamento de sua residência, de sua rua, de seu bairro,
pois o seu imóvel está sem valorizado e ele vai se orgulhar de onde mora.
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