sábado, 10 de fevereiro de 2018

Editorial edição 595


Crise? Para investir no cidadão não existe crise!

A crise econômica é justificativa recorrente no discurso dos gestores públicos quando o assunto é atraso ou falta de investimento em mobilidade urbana. Os municípios brasileiros tem um prazo legal de entregar seus planos até abril de 2019. Porém, devido os parcos recursos arrecadados e recebidos pelo FPM, tem inviabilizado no Amapá o cumprimento dessa determinação legal.
Dos 16 municípios amapaenses, a capital Macapá está elaborando seu PMUrb desde agosto de 2013, com o compromisso de entregar o referido projeto em 2014. Falta de calçadas, espaço para estacionamento de veículos e superlotação dos transportes coletivos são problemas de mobilidade urbana enfrentados todos os dias por quem mora em Macapá.
De acordo com a Campanha de Transporte e Trânsito de Macapá (CTMAC) o Plano de Mobilidade Urbana para Macapá foi iniciado no final do ano de 2015, mas ainda está em construção. Lá se vão três anos, e o motivo da sua não conclusão foi de que plano foi interrompido devido a outro projeto que tinha um prazo mais curto, e também por causa da restruturação do transporte coletivo, que está acontecendo simultaneamente. Portanto, o plano de mobilidade para Macapá teve que ficar um passo atrás.
Enquanto o plano de mobilidade não é executado a população macapaense enfrenta dificuldades em se locomoção na capital. Um dos problemas encontrados é a falta de calçadas e falta de lugar para estacionar, principalmente no centro da cidade. Além da superlotação dos transportes coletivos ainda tem a demora nas paradas.
A mobilidade urbana refere-se às condições de deslocamento da população no espaço geográfico. E também ao trânsito de veículos e pedestres, tanto particular quando coletivo. E com a falta mobilidade e acesso para as pessoas e carros transitarem, os riscos podem ser grandes de acidentes.
Mas este vácuo está sendo preenchido pela vontade política e capacidade de planejamento em enfrentar a crise do gestor estadual, Waldez Góes, que tem uma preocupação social, o bem estar do amapaense e colocou seu atual mandato totalmente voltado em beneficiar os cidadãos do Estado do Amapá, isso sem ver a cor ideológica dos gestores municipais.
Waldez Góes lançou em 2015 o Plano de Mobilidade Urbana para contemplar mais de 130 quilômetros de asfaltamento em todo o Estado com investimento de mais de R$ 140 milhões, com execução dos serviços por administração direta e indireta. Entre os municípios com obras estão Macapá, Santana, Laranjal do Jari, Vitória do Jari, Mazagão, Calçoene e Porto Grande.
Nas últimas décadas o assunto acessibilidade e mobilidade vem sendo mais debatido na área de arquitetura e urbanismo, as cidades estão olhando com mais preocupação para criar espaços agradáveis e sustentáveis, na busca de um melhor estilo de vida para as populações.
Assim a mobilidade urbana acaba tendo grande impacto na economia local e na qualidade de vida das pessoas, pois a mobilidade não é só o transporte coletivo, trafego e sinalização. Mobilidade é dá ao cidadão a possibilidade de andar nas ruas de seu bairro, com dignidade, calçamento, ruas limpas e asfaltadas com meio fio e esgotamento de águas pluviais.
Ajudando o cidadão a melhorar a fachada de sua residência, o ajardinamento de sua residência, de sua rua, de seu bairro, pois o seu imóvel está sem valorizado e ele vai se orgulhar de onde mora.

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