Comunidades do Bailique
Terras caídas destroem comunidades
ribeirinhas
Reinaldo Coelho
“Terras Caída” um fenômeno da natureza que está
destruindo as comunidades do Bailique. O reportagem do Tribuna Amapaense acabou
de receber imagens via whatsapp onde mostra o fenômeno das terras caídas se
aproximando da Escola Bosque. Precisa providenciar a remoção de imediata dessas
dependências para evitar mais prejuízos. A providência é urgente.
Essa situação vem ocorrendo
anualmente, porém a partir de 2015 passou a agir com mais intensidade, quando
atingiu além da residências dos ribeirinhos, chegou a Unidade Básica de Saúde
localizada na Vila Progresso que foi parcialmente destruída pela força da água.
Postes estão caindo, causando problemas de energia elétrica.
As vilas Progresso e Macedônia,
foram as mais atingidas pelo fenômeno . A Defesa Civil Municipal, a Secretaria
Municipal de Saúde (Semsa) e a Coordenadoria Municipal dos Distritos (Comad),
em conjunto com a Defesa Civil Estadual, estiveram trabalhando para montar o
relatório que será enviado para a Secretaria Nacional de Defesa Civil
informando sobre a situação de emergência e solicitando recursos para obras
emergenciais nas duas vilas que se encontram às margens do rio Marinheiro.
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| Imagens whatsApp (Mair Melo) |
Mas, as ações não se fizeram
eficientes, e em agosto de 2017, o Juiz Luciano Assis, denunciou com mais vigor
a situação. O magistrado que é responsável pelo Justiça Fluvial e que visita
anualmente todas as ilhas do arquipelogo,
estão devastando já tendo causado
a destruição de vários prédios públicos e residências particulares.
Luciano Assis reclama que as
autoridades só se preocupam com medidas paliativas e pede a realização de
“estudos técnicos sérios” para a implantação de políticas públicas eficientes
que possam resolver definitivamente o problema.
“Eu venho acompanhando a muito
tempo o sofrimento dos moradores do Bailique por causa esse fenômeno, que é
cada vez mais preocupante; o que era igarapé se tornou rio de grande proporção,
além do fato de que os grandes rios foram todos assoreados; o que está faltando
é um estudo conclusivo sobre o fenômeno porque permanentemente obriga moradores
a mudarem suas casas; a política publica tem que ser revista porque senão vamos
perder muito dinheiro; uma escola já caiu e outra está sendo consumida”.




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