sábado, 3 de fevereiro de 2018

Comunidades do Bailique

Comunidades do Bailique
Terras caídas destroem comunidades ribeirinhas



Reinaldo Coelho
 “Terras Caída” um fenômeno da natureza que está destruindo as comunidades do Bailique. O reportagem do Tribuna Amapaense acabou de receber imagens via whatsapp onde mostra o fenômeno das terras caídas se aproximando da Escola Bosque. Precisa providenciar a remoção de imediata dessas dependências para evitar mais prejuízos. A providência é urgente.
Essa situação vem ocorrendo anualmente, porém a partir de 2015 passou a agir com mais intensidade, quando atingiu além da residências dos ribeirinhos, chegou a Unidade Básica de Saúde localizada na Vila Progresso que foi parcialmente destruída pela força da água. Postes estão caindo, causando problemas de energia elétrica.
As vilas Progresso e Macedônia, foram as mais atingidas pelo fenômeno . A Defesa Civil Municipal, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e a Coordenadoria Municipal dos Distritos (Comad), em conjunto com a Defesa Civil Estadual, estiveram trabalhando para montar o relatório que será enviado para a Secretaria Nacional de Defesa Civil informando sobre a situação de emergência e solicitando recursos para obras emergenciais nas duas vilas que se encontram às margens do rio Marinheiro.
Imagens whatsApp (Mair Melo)

Mas, as ações não se fizeram eficientes, e em agosto de 2017, o Juiz Luciano Assis, denunciou com mais vigor a situação. O magistrado que é responsável pelo Justiça Fluvial e que visita anualmente todas as ilhas do arquipelogo,   estão devastando  já tendo causado a destruição de vários prédios públicos e residências particulares.
Luciano Assis reclama que as autoridades só se preocupam com medidas paliativas e pede a realização de “estudos técnicos sérios” para a implantação de políticas públicas eficientes que possam resolver definitivamente o problema.
 
A Escola Bosque foi um grande centro Educacional construído no Bailique na Vila Progresso
“Eu venho acompanhando a muito tempo o sofrimento dos moradores do Bailique por causa esse fenômeno, que é cada vez mais preocupante; o que era igarapé se tornou rio de grande proporção, além do fato de que os grandes rios foram todos assoreados; o que está faltando é um estudo conclusivo sobre o fenômeno porque permanentemente obriga moradores a mudarem suas casas; a política publica tem que ser revista porque senão vamos perder muito dinheiro; uma escola já caiu e outra está sendo consumida”.




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