terça-feira, 20 de março de 2018

Academia Amapaense de Batuque e Marabaixo será oficializada com posse dos imortais e homenagens aos pioneiros

Academia Amapaense de Batuque e Marabaixo será oficializada com posse dos imortais e homenagens aos pioneiros
 
Na próxima quinta-feira, 22 de março, a Academia Amapaense de Batuque e Marabaixo (AABM) será instalada oficialmente e 40 acadêmicos serão empossados como imortais, assumindo as cadeiras que homenageiam os pioneiros da cultura tradicional do Amapá. O padre Paulo Roberto Matias foi escolhido por aclamação para presidir a Academia por ser o idealizador do projeto, e está à frente dos trabalhos desde janeiro, quando os fundadores iniciaram os estudos de pessoas que representam a cultura do Amapá. A solenidade de fundação será de 17h às 22h, com missa, cortejo, posse e coquetel.

A ideia de criar a AABM surgiu do interesse dos fundadores, representantes de grupos tradicionais e lideranças quilombolas, do marabaixo e religiosas, que discutiram a necessidade de uma entidade que resguarde a memória, tradições e cultura afrodescendente do Amapá, com foco para o estudo e valorização da história de pessoas que contribuíram e contribuem com suas experiências e trabalho para a manutenção da sabedoria popular. Três comissões foram formadas para a avaliação e seleção de 40 nomes para serem homenageados como patronos das cadeiras e dos imortais que irão ocupá-las.

Os patronos escolhidos são personalidades já falecidas, 20 da zona urbana e 20 da zona rural, detentores do saber popular assistemático das culturas do marabaixo e batuque e suas raízes religiosas. “Na seleção, os critérios não foram escolaridade nem profissão, mas sim o conhecimento da cultura popular e o esforço para que fosse mantida. Essa contribuição pessoal dos antepassados é histórica, e graças a ela nossas tradições estão mantidas. Estes antepassados precisam ser respeitados e reconhecidos, por isso pensamos em um projeto sério e diferente de tudo o que já foi feito”, disse Danniela Ramos, da coordenação.

“A Academia será formada por guardiões da memória da cultura do Amapá, por seus contadores e cantadores, que não podem ser esquecidos, eles precisam desse respeito, por serem os protagonistas e detentores do saber popular. É uma entidade que se propõe a estudar, pesquisar com base no social, antropológico, religioso e cultural, que vai unir as comunidades e agregar em seu entorno a sociedade em geral, e garantir o respeito e orgulho do povo do Amapá”, enfatiza o presidente da entidade, padre Paulo Roberto Matias.
Serviço:
Fundação da AABM e Posse dos imortais
Data: 22 de Março
17h – Missa na antiga Igreja Matriz de São José
18h - Cortejo dos Acadêmicos da Igreja para o Teatro das Bacabeiras
19h - Solenidade de Fundação da Academia e posse e diplomação dos 40 acadêmicos Imortais - no Teatro das Bacabeiras
21h - Coquetel no Centro Cultural Jorge Basile - Ao lado da Igreja Jesus de Nazaré.

Acadêmicos imortais e patronos :
CADEIRA
PATRONO (ANCESTRAL)
NOME CONHECIDO
ACADÊMICO
01
Gertrudes Saturnino de Loureiro – Favela
Getrudes
Maria José Libório
02
Julião Tomás Ramos – Laguinho
Mestre Julião
Benedita Guilhermina -Tia Biló
03
Raimundo Ladislau (Laguinho)
Ladislau
Josefa Lina da Silva – Tia Zefa do Quinca
04
Felícia Amaro Ramos (Laguinho)
Parenta Felícia
Danniela Patrícia Monteiro – Danniela Ramos
05
Maria Natalina Silva Costa (Favela)
Natalina
Valdinete Silva da Costa
06
Raimundo Lino Ramos (Laguinho)
Mestre Pavão
Naíra de Paula Sena de Souza
07
Venina Francisco de Trindade – Laguinho
Venina
Alexandre Conrado Queiroz do Nascimento
08

Francisca Antônia Ramos Santos  (Curiaú)
Tia Chiquinha
Adelson Socorro Ramos dos Santos – Adelson Preto
09

Raimunda Rodrigues do Carmo (Favela)
Dica Congó
Maria Elísia Carmo Silva
10
Joaquim Miguel Ramos (Laguinho)
Joaquim Ramos
Joaquim Ramos da Silva – Munjoca
11
Benedito Lino do Carmo (Favela)
Velho Congó
Otacílio Souza do Carmo
12
José Flexa da Costa (Favela)
Zeca Costa
Marcelo Cláudio de Jesus Coimbra
13
Maximiano Machado dos Santos (Curiaú)
Seu Bolão
Pedro Rosário Santos (Pedro Bolão)
14
Antônia Ribeira Paes (Igarapé do Lago)
Dona Ribeira
Danielly Uchôa Paes (Dani Pancadão)
15
João Batista Araújo dos Santos (Favela)
João Barca

16
Davina dos Santos (Curiaú)
Davina
Josefa Maria Miranda - Dona Zefinha
17
Adélia Tavares de Araújo (Laguinho)
Tia Guíta
Paulo Roberto da Conceição Matias de Souza
18
Manoel Paciência da Silva (Laguinho)
Mané Paciência
Raimundo Sousa – Dô Sacaca
19
Cândida de Souza Santos (Laguinho)
Cândida
Isis Tatiane da Silva dos Santos
20
Joaquim Teófilo dos Santos (Laguinho)
Sussuarana
Raimunda da Silva Ramos -Dica Bruno
21
Raimundo Hildemar Maia dos Santos (Laguinho)
Hildemar Maia
João Carlos do Rosário - Carlos Piru
22
Mamédio Amaral da Silva (Favela)
Mamédio
Marilda Silva da Costa
23
Lucimar Araújo Tavares (Laguinho)
Tia Luci
Maria Ozelina Tavares
24
Joaquim Tibúrcio Ramos (Curiaú)
Seu Tibúrcio
João da Cruz Silva – João do Cizino
25
Maria Celestina da Silva
Maria Congó
Maria Izabel Santos da Silva – Dona Bebel
26
José Coimbra do Nascimento (Curiaú)
Curicaca
Joaquim Araújo da Paixão – Seu Carolina
27
Maria Manoella Rodrigues dos Santos (Ilha Redonda)
Maria Máxima
Raimunda dos Santos Lobo – Dona Dindina
28
Áurea Lina Barbosa (São Francisco do Matapi)
Tia Sinhá
Maria Santana de Almeida Souza
29
Maria Clemência da Silva (Pirativa)
Maria Desidéria
Patrícia Pereira da Costa
30
Antônia Pereira Luzia (Maruanum)

Marciana Nonata Dias
31
Olga Valente Jacarandá (Mazagão)

Joaquina da Silva Jacarandá
32
Benedito Nunes (Mazagão)

José Hosana Nunes da Silva
33
Pedro Barriga da Silveira (Mazagão)

Raimunda Rosângela da Silva – Gungá
34
João Pedro Queiroz (Mazagão)

José Jorge da Silva – Tio Jorge
35
Manoel da Silveira Belo (Mazagão)

Manoel Antônio da Silva – Mané Caldo
36
Raimundo Pereira de Barros (Coração)
Seu Isabelino
Raimunda Pereira de Barros – Tia Diquinha
37
Maria Sebastiana da Silva
Tia Sabá
Josefa Pereira Lau – Tia Zezinha
38
Maria Cabral (Campina Grande)

Delcilene do Carmo Costa – Del do Marabaixo
39
Mariana de Souza Pereira (Ambé)
Tia Flor
Enedino Pereira Nunes
40
Josefa Domingas (São Tomé)
Tia Pagôa
Isabel Maria Lino do Espírito Santo – Zefa do Grande

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