sábado, 17 de março de 2018

ARTIGO DO GATO


Brasil Hipócrita
A morte da vereadora carioca Marielle Franco, militante do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), ocorrido na Rua Joaquim Palhares, no Estácio, centro do Rio de Janeiro, chocou a opinião pública. Mexeu com a classe política, com as autoridades do Judiciário, com os direitos humanos, os advogados da Ordem, com todo mundo.
Seu assassinato guarda todas as características de execução. Seu carro foi emparelhado pelo dos assassinos que disparam vários tiros. Segundo a Polícia Civil, oito capsulas de bala foram encontradas no local e, ela atingida mortalmente, junto com seu motorista Anderson Pedro Costa. A assessora sofreu apenas ferimentos leves, já está fora de perigo.
O povo brasileiro motivado por uma mobilização imediata das esquerdas, que saiu pelas redes sociais fazendo uma cobrança imediata dos governantes para acharem os culpados e punirem-nos exemplarmente, foi o estopim para o povo ir às ruas. Várias mobilizações com faixas, placas e cartazes foram erguidas em solidariedade à vereadora, negra, defensora dos direitos humanos. Nobre sua luta. Não tenho a menor dúvida, mas é só a dela que é nobre? E a história daquela professora que se abraçou com um louco que ateava fogo em crianças em uma creche em Janaúba, 547 KM de Minas Gerais? Era menos nobre? Quem foi para as ruas protestar e exaltar sua atitude heroica?
Dr. Jarbas Ataíde reproduziu em sua página do facebook um texto que questiona essa postura hipócrita da sociedade brasileira. Parece que uma vida vale mais que a outra. A médica de prenome Gisele foi morta na Linha Vermelha do Rio de Janeiro com dois tiros na cabeça, vítima de um latrocínio (roubo seguido de morte) mas como diz o texto de protesto, “Gisele não está presente. Nunca esteve presente. Assassinada! Crime comum! Sem alarde do Presidente do MPF, STF, Prefeitura do RJ, Governador RJ. Sem repercussão dos Direitos Humanos e OAB. Crime não esclarecido. Porque era branca, profissional que lutava para manter a vida. Porque era ninguém, como você e eu, sem importância. Por que não dava palanque? Não dava discurso? Não dava populismo?
Quantos brasileiros tombaram vítimas dessa violência covarde que assola o País e nenhuma palavra foi dada em defesa dessas vidas. Quantos policiais tombaram no cumprimento do dever e esses heróis foram enterrados com os amigos, familiares e colegas de farda. Que Brasil é esse?
Não sou contra os movimentos, não acho a luta da vereadora menos importante, mas todas as lutas são. Parece que quando a esquerda pia, o eco é retumbante. Parece que os cidadãos que não estão aparelhados com as ideologias Marxistas, Leninistas ou algo que o valha podem tombar nesse solo que não é digno de comoção popular.
Agora, além dessa gritante discriminação, é nítido para onde querem empurrar a culpa, ou seja, para a polícia. Foi publicado um twitter no jornal o Globo que diz o seguinte: “O que está acontecendo agora em Acari é um absurdo! E acontece desde sempre! O 41° batalhão da PM é conhecido como Batalhão da morte. CHEGA de esculachar a população! CHEGA de matarem nossos jovens! pic.twitter.com/SrSycFE5Sl
— Marielle Franco (@mariellefranco) 10 de março de 2018
Sabe vejo isso assim da distância nortista. O Rio de Janeiro, ou melhor, os morros estão muito bem obrigados sob a égide do tráfico. Os marginais assassinos que desfilam seus fuzis não fazem mal, e se fazem está tudo bem, oras bolas. São vítimas do capitalismo segregador. A tal Márcia Tiburi disse que o assalto tem certa lógica, não é mesmo? Se um poeta do morro que canta as músicas que fazem apologia ao estupro, tudo bem. Taca bebida nela, depois mete a pica e joga ela na rua. Ah... Mas que mal há nisso gente! O que esses soldados, armados até os dentes vem fazer no Rio de janeiro dominado pelo rime organizado? Se intrometer aonde não foram chamados, não é mesmo. Jorge Viana, Senador acreano já pensa diferente, morreu uma da sua turma. A água está chegando ao seu pescoço e com ele o “excelente” comentarista político Merval Pereira já admitem que a intervenção federal é necessária, não só no Rio, mas no Brasil inteiro.
Apesar disso, discursos rotos, puídos e retrógrados são ouvidos aqui ali contra a intervenção federal, afirmando que o Brasil se basta por si e não precisa dos milicos. Os traficantes e os corruptos de colarinho branco estão pintando esse país de vermelho. Em outubro vamos conferir com quem queremos ir, com os ladrões ou com os honestos que querem a ordem e consequentemente o progresso? Você decide.



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