sexta-feira, 6 de abril de 2018

Pioneirismo


Cheguei aqui não para servir o Exército, mas para servir ao Brasil e ao seu povo, impulsionado pela motivação de uma Medicina democrática, humanística e social”.
Na rádio Difusora de Macapá-AP, f
azendo o Programa Falando em Saúde.

JARBAS DE ATAÍDE – médico - TRES DÉCADAS NO AMAPÁ: UMA TRAJETÓRIA DE LUTA PELA SAÚDE



           Relembrando fatos de nossa trajetória de vida, o artigo publicado no Jornal do Dia, de 03.11.1995, intitulado “Uma Década no Amapá”, relata a chegada ao Amapá “lá pelas fronteiras do Oiapoque com a Guiana Francesa”, em 29.03.1986, onde foi “Soldado da Saúde”. A Vila Militar de Clevelândia do Norte foi o primeiro trabalho depois de formado Médico na UFPa, em dez/ 1985.
          
Como destaca o artigo anterior citado, “cheguei aqui não para servir o Exercito, mas para servir ao Brasil e ao seu povo, impulsionado pela motivação de uma Medicina democrática, humanística e social”.  Nele respondi a pergunta: “valeu a pena? ”, enfocando os momentos difíceis e as escolhas dos primeiros anos.
        Chegando pela periferia de Macapá, morou no bairro Congós por 10 anos, onde como voluntário dedicou 10 anos de sua vida socializando renda, tempo livre, profissão e criatividade à serviço de Deus. Por 12 anos, como Médico no Hospital São Camilo, conheceu a história de vida do benfeitor italiano Dr. Marcelo Cândia, que lhe motivou o serviço comunitário voluntário.
          Filiou-se a agremiação política (PT). Foi candidato ao cargo de vereador em 1992. Mas a maior contribuição foi na ação política-comunitária, cultural e profissional. Atuou em entidades de classe: Associação Médica -AMA, Sindicato dos Médicos - SINDMAP; Associação Amapaense de  Escritores- APES; Presidente da Associação Amapaense de Peritos Oficiais(AAPO), hoje Sindicato da POLITEC. 
          O primeiro cargo público remonta o ano de 1995, na direção da POLITEC, dele sendo afastado acusado de “superfaturamento”, mas inocentado pela Auditoria Geral e pelo TCE-AP. Assume de novo a direção da POLITEC em 2002, marcado pela transição político-administrativa, cuja prestação de contas da gestão também foi aprovada pelo TCE-AP.
          Também  de 1995 a 2002, no IEPA, atuou na pesquisa em Fitoterapia. Foi Diretor do Centro de Plantas Medicinais- CPMPN, período que a Fitoterapia do Amapá teve destaque nacional. Em 2002 faz a entrega do Projeto do CRTN, inaugurado em 2004, atual CERPIS. Em 2006 especializou-se em Plantas Medicinais (UFLA/MG); em Epidemiologia (UNIFAP/FIOCRUZ), em 2000, dando visão de saúde pública. Na segurança pública especializou-se em Ciências Forenses (ESTACIO), na área de Medicina Legal. A 4ª pós foi agora em 2017, em Medicina de Tráfego (FCMSC/SP).   
  Como se constata, o ano de 1995 foi destaque na história desse servidor da saúde. Sai do trabalho comunitário e pastoral, da periferia, do lado do povo, para ocupar cargos públicos. Como Médico efetivo da SESA ( 2005)  atuou no interior como Diretor Administrativo na Unidade de Tartarugalzinho ( 2006 -2007), período de melhor desempenho como gestor.
         Para concluir essa retrospectiva, faz uma autocrítica da última gestão (2011-2012): a Gerência do CRTN. Autor do projeto, ocupou o cargo de Gerente  somente em 2011. Nesse período encaminhou projetos, criou normas técnicas da unidade, propôs a implantação da política pública das PICS, defendida em Conferências Estaduais (6ª)  e Nacionais (9ª e  12ª). Realizou 2 Audiências Públicas sobre as PICS. Mas a unidade pouco avançou. Faltaram recursos, investimentos e apoio político-institucional do governo. O serviço   completará 14 anos de existência, um legado que deixei para o Amapá.
        Mas as lembranças e os frutos das experiências exitosas permanecem. Como destacado no artigo citado antes: “Temos a certeza que como pessoa, como cidadão, como profissional e como cristão, demos uma resposta acima de tudo ao Criador, que nos cumulou de bênçãos e riquezas ao plantarmos raízes no chão do Amapá”: sucesso profissional, emprego, família, filhos, netos e sempre a esperança de dias melhores. 

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