“Cheguei aqui não para servir o Exército, mas para servir ao Brasil e ao
seu povo, impulsionado pela motivação de uma Medicina democrática, humanística
e social”.
JARBAS
DE ATAÍDE – médico - TRES DÉCADAS NO AMAPÁ: UMA
TRAJETÓRIA DE LUTA PELA SAÚDE
Relembrando
fatos de nossa trajetória de vida, o artigo publicado no Jornal do Dia, de 03.11.1995, intitulado “Uma Década no Amapá”, relata a chegada ao Amapá “lá pelas
fronteiras do Oiapoque com a Guiana Francesa”, em 29.03.1986, onde foi “Soldado
da Saúde”. A Vila Militar de Clevelândia do Norte foi o primeiro trabalho
depois de formado Médico na UFPa, em dez/ 1985.
Chegando pela periferia de Macapá,
morou no bairro Congós por 10 anos, onde como voluntário dedicou 10 anos de sua
vida socializando renda, tempo livre, profissão e criatividade à serviço de
Deus. Por 12 anos, como Médico no Hospital São Camilo, conheceu a história de
vida do benfeitor italiano Dr. Marcelo Cândia, que lhe motivou o serviço
comunitário voluntário.
Filiou-se a agremiação política (PT).
Foi candidato ao cargo de vereador em 1992. Mas a maior contribuição foi na
ação política-comunitária, cultural e profissional. Atuou em entidades de
classe: Associação Médica -AMA, Sindicato dos Médicos - SINDMAP; Associação
Amapaense de Escritores- APES; Presidente
da Associação Amapaense de Peritos Oficiais(AAPO), hoje Sindicato da
POLITEC.
O primeiro cargo público remonta o
ano de 1995, na direção da POLITEC, dele sendo afastado acusado de
“superfaturamento”, mas inocentado pela Auditoria Geral e pelo TCE-AP. Assume
de novo a direção da POLITEC em 2002, marcado pela transição
político-administrativa, cuja prestação de contas da gestão também foi aprovada
pelo TCE-AP.
Também de 1995 a 2002, no IEPA, atuou na pesquisa em
Fitoterapia. Foi Diretor do Centro de Plantas Medicinais- CPMPN, período que a
Fitoterapia do Amapá teve destaque nacional. Em 2002 faz a entrega do Projeto
do CRTN, inaugurado em 2004, atual CERPIS. Em 2006 especializou-se em Plantas
Medicinais (UFLA/MG); em Epidemiologia (UNIFAP/FIOCRUZ), em 2000, dando visão
de saúde pública. Na segurança pública especializou-se em Ciências Forenses
(ESTACIO), na área de Medicina Legal. A 4ª pós foi agora em 2017, em Medicina
de Tráfego (FCMSC/SP).
Como se constata, o ano de 1995 foi destaque
na história desse servidor da saúde. Sai do trabalho comunitário e pastoral, da
periferia, do lado do povo, para ocupar cargos públicos. Como Médico efetivo da
SESA ( 2005) atuou no interior como Diretor
Administrativo na Unidade de Tartarugalzinho ( 2006 -2007), período de melhor
desempenho como gestor.
Para concluir essa retrospectiva, faz
uma autocrítica da última gestão (2011-2012): a Gerência do CRTN. Autor do
projeto, ocupou o cargo de Gerente somente em 2011. Nesse período encaminhou
projetos, criou normas técnicas da unidade, propôs a implantação da política
pública das PICS, defendida em Conferências Estaduais (6ª) e Nacionais (9ª e 12ª). Realizou 2 Audiências Públicas sobre as
PICS. Mas a unidade pouco avançou. Faltaram recursos, investimentos e apoio político-institucional
do governo. O serviço completará 14 anos de existência, um legado
que deixei para o Amapá.
Mas as lembranças e os frutos das
experiências exitosas permanecem. Como destacado no artigo citado antes: “Temos
a certeza que como pessoa, como cidadão, como profissional e como cristão,
demos uma resposta acima de tudo ao Criador, que nos cumulou de bênçãos e
riquezas ao plantarmos raízes no chão do Amapá”: sucesso profissional, emprego,
família, filhos, netos e sempre a esperança de dias melhores.


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