Cada cabeça uma sentença!
Voltando ao mês de outubro
do ano passado..., escrevi que desde tenra idade demonstramos pleno
conhecimento entre o certo e o errado. Podemos não saber definir o porquê, mas
sentimos uma sensação que parece nos indicar quando corremos riscos, quando não
estamos usando de equilíbrio, quando nossas escolhas não se fazem centradas.
Então, se sabemos que não está certo, por que insistimos no erro?
É reconhecido o elo energético
entre mãe e filhos, a ponto de prever situações de perigo, mesmo estando separados
por grande distância. Mas essa sensível ligação sempre foi definida como “praga
de mãe”. O desprezo pela maior experiência de vida também alimentava esse
estigma. Que ninguém negue as situações embaraçosas e, muitas vezes, dolorosas
que poderiam ter sido evitadas, se acolhidos os insistentes alertas que nos
passavam nossas mães. Se nos escondíamos na desculpa da falta de maturidade e
vivência, o que dizer dos tropeços já adultos?
Alegar ignorância diante de
tanta bagagem já adquirida chega a ser ridículo e, independentemente do nível
cultural, intelectual ou regionalismos, todos trazemos a mesma noção do
politicamente correto.
O intuito desse artigo é
tentar tocar o ponto de entendimento de cada um diante de seu universo, suas
limitações..., mas mesmo considerando tais bloqueios é impossível negar o
alarme íntimo que todos escutamos quando a decisão aponta uma direção perigosa.
Mesmo assim teimamos em inadmissível negligência e, geralmente, pagamos caro
por isso.
Graças a tanta displicência
a prática do sexo livre, que já trazia consequências graves, mas perfeitamente
tratáveis, colocam hoje, à disposição dos distraídos, vírus letais como o HIV e
o HPV. Apesar de campanhas de claro entendimento ao raciocínio mais lento que
se fizer, alertando do perigo e indicando forma de prevenção, o contágio
continua se espalhando, simplesmente porque alguns acham que vale o risco.
O crescimento indiscriminado
da pirataria, nos mais diversos setores da indústria mundial, só se faz por
conivência do consumidor, que tem noção de alimentar o mercado ilícito em troca
de um favorecimento inexpressivo, se comparado aos prejuízos para o mercado, o
qual ele mesmo, indiretamente, irá ressarcir.
Uma coisa é certa, a pior
sociedade é aquela que acaba por se conformar com o errado e passa a trata-lo
como cotidiano fosse. E o pior é que a banalização dessa onda escandalosa por
que passa nosso país, só favorece aos malfadados políticos de plantão.
E olha que não é fácil saber
que o malfeito está sendo feito e que não se tem chance de reverter a situação.
E, mais...
A aparentemente inofensiva e
rapidinha parada em fila dupla, a qual nos permitimos o direito e, quando
deparamos com outro nessa situação, entre esbravejo e resmungos, nos vem a
vontade de lhe passar por cima. Sem contar tantos outros deslizes, alguns
irremediáveis, que assolam o caminho de cada um, e a primeira reação é posar de
vítima das circunstâncias.
Ora, se a vida é
consequência daquilo que se busca e pratica, não dá pra culpar ninguém. É óbvio
que somos responsáveis e, embora convenientemente nos isentemos do júri, somos
nossos próprios juízes e carrascos.
Por tudo isso é que esse
Brasil varonil encontra-se mergulhado num rio de corrupção, pois todos nós
temos, pelo menos, uma gota de culpa. Ou vai me dizer que você nunca cometeu um
deslizezinho corrupto, por menor que tenha sido?
Pelo menos, neste domingo –
dia 7 de outubro – não seja corrupto na hora de votar, afinal, quem não tem
pecado, que atire a primeira pedra!
Nenhum comentário:
Postar um comentário