O Governo do Amapá decidiu
pôr o controlador-geral do Estado do Amapá, Otni Alencar, para gerenciar,
interinamente, o Instituto Estadual de Florestas (IEF) – que foi alvo de uma
operação da Polícia Federal (PF) no último dia 28 de setembro.
Ele vai exercer,
interinamente, a função de diretor presidente do órgão de forma acumulativa com
o cargo de controlador. Alencar deve ficar à frente do órgão, no mínimo, até a
conclusão do inquérito policial oriundo da Operação Sesmaria, que investiga supostas
fraudes no manejo de concessões na Floresta Estadual do Amapá (Flota).
O controlador, que é
procurador de carreira do Estado, assume no lugar do ex-diretor presidente,
Marcos Tenório, exonerado no mesmo dia da operação. Na ocasião, Otni Alencar
informou que os órgãos estaduais de fiscalização já vinham acompanhando, junto
com o Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público do Amapá (MPE), o
processo de regularização de florestas no Estado.
Operação Sesmaria
A Operação Sesmaria foi
deflagrada pela PF e pelo MPF na manhã da sexta-feira, 28 de setembro, em
Macapá. Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão no IEF e no do
Instituto do Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial do Amapá (Imap).
Segundo a PF, o suposto
esquema de fraude consistia na emissão de licenças ambientais irregulares para
facilitar concessões de planos de manejo a interessados em explorar o potencial
madeireiro da Flota. Para isso, segundo as investigações, servidores públicos
inseriam dados falsos no Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar), visando a
obtenção de documentos necessários para validar as concessões.
Foto de capa: Rodrigo
Indinho/Arquivo SN
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