Movimento Literário AfrologiaTucuju
Um tempo atrás, escrevi num artigo para esta coluna a respeito
dos escritores amapaenses, talvez iniciarem um movimento literário local, com
estética própria e temática voltada para o regionalismo amapaense. Mantenho a
opinião de que seria interessante ver isso, mas, enquanto algo assim não
acontece, eis que outro movimento literário teve início. Claro que não foi por
causa da minha coluna, na verdade, é um movimento bem anterior a ela e que deu
fruto no dia 27 de setembro.
Em tal data, foi lançado em São Paulo o livro que reúne
poesias pertencentes ao que os seus autores afirmam ser um novo estilo
literário, batizado como “afrologiatucuju”. Inaugurado por escritores da cidade
de Macapá, mais especificamente por Ivaldo Sousa, Márcia Galindo, Maria Áurea,
Graça Senna e Arilson Viana, o estilo literário em questão é apresentado como
retratador da historicidade, da religiosidade, da autoestima e da subjetividade
do negro.
O livro foi organizado por Ivaldo da Silva Sousa e Ana Cleia
Lacerda da Costa Sousa, sendo intitulado “Movimento Literário AfrologiaTucuju:
historicidade, religiosidade, autoestima e subjetividade do negro”,
ortograficamente corrigido por Elizete Ferreira Morais Barbosa e publicado pela
“Editora Anjo”.
São apresentadas por Ivaldo Sousa, no seu perfil pessoal na
rede social Facebook, como sendo as características que pertencem ao dito
movimento literárioAfrologiaTucuju, as seguintes:
01 – Exaltação da
beleza negra;
02 – Elevação da
autoestima do negro;
03 – A busca das
construções positivas das subjetividades do negro;
04 – Desconstrução da
História preconceituosa contada;
05 – Historicidade real
do negro;
06 – Religiosidade do
povo negro;
07 – Cientificismo nas
entrelinhas poéticas / literárias;
08 – Exaltação dos
heróis negros;
09 – Exaltação das
personalidades negras;
10 – Exaltação dos
personagens negros em altos postos sociais, políticos e outros;
11 – Incentivo para a
busca pela educação e pelo conhecimento;
12 – Combate a qualquer
forma de preconceito ou brincadeiras preconceituosas;
13 – Divulgação dos
personagens religiosos das religiões de matriz africana.
Por fim, ainda não há uma data certa para o lançamento do
livro na cidade de Macapá, mas espero conseguir muito em breve um exemplar dele
para falar a respeito do mesmo com maior propriedade – fazendo a devida crítica
literária – e também espero conseguir fazer uma breve entrevista com Ivaldo
Sousa e trazê-la aqui para vocês. Até a próxima!

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